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Fim de uma era na Electrolux: empresa vai fechar 2 fábricas de eletrodomésticos e pode colocar mais de 2 mil funcionários na rua após reestruturação

Fim de uma era na Electrolux: empresa vai fechar 2 fábricas de eletrodomésticos e pode colocar mais de 2 mil funcionários na rua após reestruturação

4 min de leitura

Fim de uma era na Electrolux: empresa vai fechar 2 fábricas de eletrodomésticos e pode colocar mais de 2 mil funcionários na rua após reestruturação

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 23/07/2026 às 18:23

Atualizado em 23/07/2026 às 18:24

Economia

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Reestruturação industrial da Electrolux coloca duas fábricas europeias e milhares de empregos sob pressão, em meio a cortes de custos, negociações sindicais e mudanças na produção, enquanto os casos avançam em ritmos diferentes na Hungria e na Itália e trabalhadores aguardam definições.

A Electrolux colocou duas fábricas europeias no centro de uma reorganização industrial, com o encerramento confirmado da produção em Jászberény, na Hungria, e um plano suspenso na Itália que previa fechar Cerreto d’Esi e eliminar mais de 1.700 postos.

Somados, os processos podem atingir mais de 2.300 trabalhadores, embora esse número não represente demissões já concluídas, pois cerca de 600 empregados estão ligados à unidade húngara e o projeto italiano ainda depende de negociações envolvendo governo, sindicatos e companhia.

Produção de geladeiras termina na Hungria

A fabricante anunciou em 22 de abril de 2026 que encerrará, até o fim do ano, a produção de refrigeradores de embutir e modelos independentes na fábrica de Jászberény, decisão que deverá afetar aproximadamente 600 funcionários da operação local.

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De acordo com a Electrolux, a medida surgiu após uma revisão voltada ao reforço da competitividade de custos e à criação de uma estrutura produtiva mais ágil, diante de demanda estagnada, pressão sobre preços e limitações crescentes para reduzir despesas industriais.

Como consequência do fechamento, a empresa prevê uma despesa de reestruturação estimada em 600 milhões de coroas suecas, sendo metade relacionada a desembolsos de caixa, com impacto registrado como item não recorrente no resultado da região Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico.

Mesmo com a saída de Jászberény, a companhia informou que continuará atendendo à procura por produtos de refrigeração por meio de fábricas existentes e parceiros externos, enquanto as atividades comerciais e de marketing conduzidas pelo escritório de Budapeste permanecerão sem alterações.

Plano italiano ameaça mais de 1.700 empregos

Na Itália, por sua vez, a reestruturação apresentada pela Electrolux previa eliminar mais de 1.700 vagas em um quadro aproximado de 4.500 empregados, além de fechar uma das cinco fábricas mantidas pela multinacional no país, localizada em Cerreto d’Esi, na província de Ancona.

A proposta levou entidades trabalhistas a pressionar pela abertura de negociações e pela construção de alternativas capazes de preservar fábricas e empregos, enquanto representantes de diferentes regiões italianas passaram a acompanhar com maior atenção os possíveis efeitos industriais do projeto.

Em 15 de junho de 2026, o cenário mudou quando a empresa aceitou suspender por 50 dias os cortes e o fechamento da unidade italiana, durante uma reunião no Ministério das Empresas e do Made in Italy conduzida pelo ministro Adolfo Urso.

Essa pausa, no entanto, não representa o cancelamento definitivo da reestruturação, porque a companhia apenas concordou em interromper as medidas enquanto discute uma proposta industrial alternativa baseada em investimentos, inovação, proteção das unidades produtivas e preservação dos postos de trabalho.

Das conversas participaram representantes do governo, de sindicatos, da Confindustria e das regiões envolvidas, enquanto as entidades trabalhistas classificaram o acordo como uma etapa inicial, ainda insuficiente para garantir que os desligamentos e o fechamento de Cerreto d’Esi sejam retirados.

Embora tenha demonstrado disposição para analisar medidas compartilhadas, a Electrolux manteve o plano original formalmente em aberto, deixando o resultado condicionado a uma solução aceita pela companhia, pelo governo italiano e pelos trabalhadores diretamente atingidos pela possível reestruturação.

Fábricas da Electrolux vivem cenários diferentes

Apesar de integrarem uma mesma reorganização do parque industrial europeu, os dois casos se encontram em estágios diferentes: na Hungria, o encerramento da produção foi confirmado; na Itália, o projeto de fechamento e cortes permanece suspenso e sujeito a revisão.

Por essa razão, a estimativa superior a 2.300 trabalhadores potencialmente afetados deve ser entendida como a soma dos empregados ligados à fábrica húngara e das vagas previstas no plano italiano, e não como um total definitivo de pessoas demitidas.

O impacto final ainda poderá mudar conforme a forma de execução, já que processos desse porte costumam envolver negociações trabalhistas, possíveis transferências, programas voluntários e medidas de proteção social, embora nenhuma dessas alternativas tenha sido detalhada de modo conclusivo.

Mercado europeu pressiona operação da Electrolux

Segundo a justificativa apresentada, a reorganização combina consumo enfraquecido, concorrência de fabricantes com preços menores e dificuldades para manter a competitividade das fábricas europeias, fatores que levaram a Electrolux a revisar custos, capacidade produtiva e distribuição de suas linhas.

No caso húngaro, a resposta foi concentrar a fabricação de refrigeradores em outras operações e fornecedores externos; já na Itália, a reação política e sindical obrigou a companhia a interromper temporariamente o plano e negociar caminhos que evitem uma redução ampla da estrutura local.

A diferença entre os dois processos será decisiva para o desfecho, pois Jászberény caminha para encerrar a produção até dezembro de 2026, enquanto Cerreto d’Esi depende de um acordo capaz de substituir o projeto de fechamento por uma estratégia industrial sustentável.

Com uma fábrica destinada ao encerramento e outra ainda preservada por uma suspensão negociada, resta saber como a Electrolux poderá reduzir custos na Europa sem transformar sua reorganização industrial em uma perda definitiva de milhares de empregos?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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