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Foragido, sancionado pelos EUA avalia se entregar à PF, diz defesa

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Foragido, sancionado pelos EUA avalia se entregar à PF, diz defesa

O empresário Victor Shimada, foragido após ser alvo da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira passada (3/7), avalia se entregar às autoridades nos próximos dias. Shimada foi sancionado pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos por vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O advogado Yuri Cruz disse que apresentou ao cliente. os benefícios técnicos de uma eventual apresentação espontânea e as consequências negativas que a condição de foragido poderia lhe trazer, mas destacou que a decisão é de Shimada.  De todo modo, a equipe de defesa já está produzindo um habeas corpus e espera apresentar ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) na semana que vem para tentar reverter a prisão preventiva.

“A gente se limita ao trabalho técnico e já está em fase de confecção e elaboração do habeas-corpus que será impetrado no TRF3, visando a prisão preventiva dele”, informou Cruz.

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Victor Shimada é considerado foragido

Divulgação/Polícia Civil

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Reprodução/PF

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Diego Lameiro (esq.) e Victor Shimada (dir.), alvos da Operação Exchange da PF

Reprodução

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Victor Shimada (esq.) e Diego Lameiro (dir.), alvos da Operação Exchange da PF

Arte Metrópoles/Gabriel Lucas

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Amauri Henrique de Oliveira (de camiseta branca, à frente), tio de Victor Shimada (ao fundo, à esq) integram esquema de lavagem de dinheiro bilionário, segundo a PF

Arte Metrópoles/Lara Abreu

Na terça-feira (7/7), Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também foi sancionada pelos  Estados Unidos, foi solta por decisão da 7ª Vara Criminal Federal. As autoridades esperavam que a soltura fosse um incentivo para os foragidos — além de Shimada, Amauri Henrique de Oliveira, e Ygor Fokin Saviolli e Amauri Henrique de Oliveira também não foram encontrados pela polícia. A defesa afirma que Shimada cogita se apresentar espontaneamente às autoridades antes da determinação da Justiça.

“É algo que ele já vem avaliando desde o início,  mas que evidentemente tem as suas precauções, criou-se um personagem em cima dele por conta da sanção dos EUA,  dele ter vínculo com o PCC, que não é a realidade, a própria Polícia Federal afirma isso. E, por conta de todo esse cenário dele estar sendo exposto.”

As empresas de Shimada, Victory Trading e Wave Intermediações, fazem parte de uma teia de empresas de várias origens ilícitas, inclusive os CNPJs de Shimada se conectam às cadeias de lavagem de dinheiro originadas na farra do INSS e no escândalo do Caso Master. Shimada também foi alvo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), no escândalo da Vai de Bet, que desviaria os recursos de um patrocínio para o Sport Club Corinthians Paulista.


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