França e Síria anunciaram o restabelecimento de relações diplomáticas, rompidas desde 2012. A medida foi divulgada após encontro entre o presidente Emmanuel Macron e o líder interino sírio, Ahmed al-Sharaa, realizado nesta terça-feira (7/7) em Damasco.
“Decidimos, além de escolhas que já fizemos nos últimos meses, nomear nossos embaixadores de ambos os lados, para consolidar tudo isso, para sermos participantes e ativos nesta nova era e agirmos juntos”, disse o líder francês durante coletiva de imprensa ao lado do presidente da Síria.
As relações diplomáticas entre os dois países estão rompidas há 14 anos. Na época, a França cortou os laços com a Síria em resposta a repressão do governo de Bashar al-Assad contra manifestantes no país do Oriente Médio.
Durante a visita a Síria — a primeira de um líder ocidental desde a queda de Assad —, Macron também anunciou uma série de medidas para ajuda na recuperação econômica do país, deteriorada por conta dos 13 anos de guerra civil.
Segundo a mídia estatal síria, seis acordos foram assinados nas margens da visita de Macron.
Al-Sharra, por sua vez, afirmou que os dois países entraram em consenso para uma “parceria igualitária”, e descreveu o encontro com Macron como um “marco histórico”.
“O encontro de hoje marca um marco histórico”, disse o presidente interino sírio. “Esta visita coroa um percurso de trabalho conjunto, discreto e substancial, e representa a primeira visita de um presidente francês à Síria em 18 anos”.
Apesar do passado ligado ao jihadismo, como laços com o Estado Islâmico (ISIS) e a Al-Qaeda, o atual líder sírio tem conseguido manter certa estabilidade na Síria, e avança na reunificação do país — muitas vezes por meio da força.
As promessas de al-Sharaa, que adotou uma postura mais pragmática e distante do terrorismo antes mesmo de assumir o controle da Síria, já rendeu frutos para seu governo.
Desde a deposição de Assad, em dezembro de 2024, a comunidade internacional passou a dar sinais positivos para o governo interino do país. Diversas potências, como os Estados Unidos, se aproximaram da Síria com a promessa de ajuda na reconstrução da nação devastada pela guerra. Países da União Europeia (UE) também seguiram os mesmos passos dos norte-americanos.

