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Frente fria avança do Rio Grande do Sul e derruba o tempo em mais quatro estados, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com tempestades, alto volume de chuva e queda de temperatura no Sul e no Sudeste do país

Frente fria avança do Rio Grande do Sul e derruba o tempo em mais quatro estados, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com tempestades, alto volume de chuva e queda de temperatura no Sul e no Sudeste do país

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Frente fria avança do Rio Grande do Sul e derruba o tempo em mais quatro estados, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com tempestades, alto volume de chuva e queda de temperatura no Sul e no Sudeste do país

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 22/07/2026 às 23:16

Atualizado em 22/07/2026 às 23:25

Ciência e Tecnologia

Frente fria avança do RS para SC, PR, SP e MS com temporais e até 200 mm de chuva.

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A frente fria que castiga o Rio Grande do Sul desde quinta-feira, 16 de julho, chega nesta quarta a Santa Catarina e ao Paraná e alcança São Paulo e Mato Grosso do Sul na quinta. Os acumulados projetados até o fim da semana passam de 200 mm em pontos do estado gaúcho.

A frente fria que provoca temporais no Rio Grande do Sul há quase uma semana avança nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste, e deve manter o tempo instável até quinta-feira, 23. Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo entram na rota do sistema, com pancadas de chuva, risco de granizo e rajadas de vento, segundo levantamentos da Climatempo Meteorologia e da Meteored Meteorologia.

Segundo o portal IG, os números projetados dão a dimensão do que vem por aí. Até o fim da semana, os acumulados podem ultrapassar 200 mm no estado gaúcho, chegar a 180 mm em pontos de Santa Catarina, do Paraná e do Mato Grosso do Sul, e somar 100 mm em São Paulo. A Meteored também aponta possibilidade de ventos de até 100 km/h durante a passagem do sistema.

Onde o sistema está agora e para onde ele caminha

Frente fria avança do RS para SC, PR, SP e MS com temporais e até 200 mm de chuva.

Nesta quarta-feira, a frente fria empurra os temporais em direção ao norte do Rio Grande do Sul e leva as tempestades mais fortes para Santa Catarina e Paraná. Segundo a Climatempo, nuvens carregadas devem se espalhar por todas as regiões catarinenses e paranaenses ao longo do dia.

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A chuva mais volumosa é esperada no Sul e no Sudoeste do Paraná, e existe uma razão física para isso: o ar quente que já pairava sobre o estado funciona como combustível para as tempestades quando o ar mais frio chega por baixo e força a elevação. Ainda assim, o alerta vale também para as regiões Oeste, Centro e Sul de Santa Catarina.

Nas duas capitais o cenário é mais brando. Florianópolis e Curitiba tinham projeção de chuvas moderadas para esta quarta-feira, sem o mesmo nível de risco registrado nas áreas de interior mais próximas da divisa entre os dois estados.

Os alertas oficiais que estão valendo

Além das empresas de meteorologia, os órgãos públicos se manifestaram sobre o avanço da frente fria. O Instituto Nacional de Meteorologia chegou a emitir aviso vermelho de grande perigo para acumulados de chuva no Rio Grande do Sul, com projeção entre 100 mm e 200 mm em algumas regiões, faixa suficiente para provocar alagamentos, enxurradas e transbordamento de rios. O alerta contemplou municípios como São Borja, Santo Ângelo, Ijuí, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre e Pelotas.

Em Santa Catarina, o Metereored colocou as regiões da Serra, do Grande Oeste e do Sul do estado em alerta de grande perigo para acumulados de até 100 mm, com validade até as 10h desta quarta-feira. Também há avisos de tempestade para cidades como Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Francisco Beltrão e Pato Branco, no Paraná, e Chapecó e São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, com risco de granizo em pontos isolados.

A Defesa Civil de Santa Catarina publicou boletim próprio nesta quarta, assinado pelo meteorologista Pedro Souza. O documento descreve risco moderado a alto para alagamentos e enxurradas pontuais e risco baixo a moderado para destelhamentos e danos na rede elétrica.

Uma divergência entre as previsões que vale registrar

Aqui aparece um ponto que o leitor precisa saber para não se assustar nem relaxar demais. As projeções não são unânimes sobre a intensidade e a duração do episódio, e isso é normal em meteorologia.

O boletim da Defesa Civil catarinense descreve a frente fria como semi-estacionária, posicionada entre Santa Catarina e Paraná, e prevê que as instabilidades vão diminuindo ao longo do dia conforme o sistema avança, com o pior concentrado até o início da tarde. Já as projeções citadas pela reportagem original apontam para tempestades generalizadas sobre os cinco estados na sexta-feira, 24, com intensificação dos temporais.

A leitura mais prudente é acompanhar as atualizações. Previsão de chuva pontual e de temporal isolado muda de hora em hora, e o boletim válido é sempre o mais recente da Defesa Civil do seu estado, não o cenário de três dias atrás.

Quinta-feira: São Paulo e Mato Grosso do Sul entram na conta

A frente fria pode alcançar Mato Grosso do Sul e São Paulo já na noite desta quarta-feira, mas é ao longo de quinta que o sistema deve render acumulados de 50 mm a 100 mm nesses dois estados, conforme a Meteored. São chuvas classificadas como moderadas, em proporção menor do que a registrada no Rio Grande do Sul, de onde o sistema se deslocou.

Vale um alerta de contexto para quem está no Centro-Oeste e no Sudeste. Boa parte dessas regiões vinha de dias de tempo seco, calor acima da média e umidade relativa do ar em níveis críticos, cenário que se inverte com rapidez quando o sistema chega. Mudança brusca desse tipo costuma aumentar o desconforto respiratório e pega desprevenido quem não acompanhou a previsão.

O frio chega por trás: mínimas abaixo de 10°C no Sul

A passagem da frente fria abre caminho para a entrada de uma massa de ar de origem polar sobre o Sul do Brasil. Com exceção do Norte paranaense, que ainda pode registrar chuvas, o restante da região deve ter queda considerável de temperatura logo em seguida.

As menores marcas ao amanhecer devem ficar um pouco abaixo dos 10°C em áreas do Rio Grande do Sul, na região serrana de Santa Catarina e no sul do Paraná. É a combinação clássica do inverno gaúcho e catarinense: temporal primeiro, frio depois, e ela exige atenção redobrada com pessoas idosas, crianças pequenas e quem vive em situação de rua.

No Sudeste, o efeito térmico tende a ser mais brando e mais tardio. São Paulo, por exemplo, chegou a registrar máxima prevista de 29°C nesta quarta-feira mesmo com o sistema se aproximando, o que mostra que a queda de temperatura na região só se consolida depois que a frente passa por completo.

O rastro que a frente fria já deixou no Rio Grande do Sul

O que está a caminho dos vizinhos já cobrou preço no estado gaúcho. O Rio Grande do Sul enfrentou nos últimos dias as primeiras cheias de rios do período, além de alagamentos, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Levantamentos divulgados no dia 20 de julho apontavam 19 pessoas desalojadas e 43 cidades com algum tipo de dano registrado. A Defesa Civil gaúcha chegou a acionar o sistema de Cell Broadcast, que dispara aviso diretamente na tela do celular de quem está na área de risco, para 37 municípios do estado.

Esse histórico recente é o motivo pelo qual o alerta para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul merece atenção, e não apenas curiosidade. O mesmo sistema que produziu esses estragos é o que se desloca agora.

O El Niño no pano de fundo

A instabilidade que alimenta esta frente fria é apontada como um dos primeiros reflexos da atuação do El Niño 2026 e 2027, fenômeno climático que está em desenvolvimento cada vez mais avançado à medida que o inverno avança.

O padrão é conhecido por quem acompanha clima no Brasil. Em anos de El Niño, o Sul do país tende a registrar chuva acima da média, com episódios de temporal mais frequentes e mais volumosos, enquanto outras regiões podem sentir efeito inverso. Isso não significa que toda chuva forte do ano venha do fenômeno, e sim que o cenário fica mais propício a eventos assim.

Vale a ressalva técnica de sempre. Atribuir um temporal específico a um fenômeno climático de escala global exige análise posterior, e o que existe hoje é a leitura de que a instabilidade recente é compatível com o padrão esperado.

O que fazer enquanto a frente fria passa

As orientações valem para qualquer episódio de chuva forte e são simples. Evite atravessar ruas alagadas a pé ou de carro, porque a profundidade e a força da água enganam. Fique longe de árvores, postes e estruturas metálicas durante descargas elétricas, e desligue aparelhos da tomada quando a tempestade se aproximar.

Quem mora em área de encosta ou perto de curso d’água deve redobrar a atenção. Rachadura nova em parede, porta que emperra sem motivo, água barrenta brotando do terreno e ruído de estalo no barranco são sinais de risco de deslizamento e justificam procurar a Defesa Civil imediatamente. Em caso de emergência, os telefones de referência são o 199 da Defesa Civil e o 193 do Corpo de Bombeiros.

Também vale acompanhar os canais oficiais em vez de repassar previsão desatualizada em grupo de mensagem. Boletins da defesas civis estaduais são atualizados várias vezes ao dia, e é neles que a informação válida aparece primeiro.

O resumo da semana é de tempo virado no Centro-Sul do país. A frente fria sai do Rio Grande do Sul deixando cheias e prejuízo, alcança Santa Catarina e Paraná nesta quarta, chega a São Paulo e Mato Grosso do Sul na quinta e abre espaço para o ar polar que derruba as mínimas para menos de 10°C em áreas do Sul. Os acumulados projetados vão de 100 mm em São Paulo a mais de 200 mm em pontos do estado gaúcho, e o cenário segue sujeito a revisão nos boletins oficiais.

E aí, como está o tempo na sua cidade agora? Se você mora em um dos cinco estados na rota do sistema, conta nos comentários se a chuva já chegou por aí e como está a situação no seu bairro.

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clima


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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