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Galápagos colocou cabras para rastrear outras cabras, retirou mais de 140 mil invasoras e viu plantas e aves voltarem a três áreas devastadas

Galápagos colocou cabras para rastrear outras cabras, retirou mais de 140 mil invasoras e viu plantas e aves voltarem a três áreas devastadas

3 min de leitura

Galápagos colocou cabras para rastrear outras cabras, retirou mais de 140 mil invasoras e viu plantas e aves voltarem a três áreas devastadas

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 29/07/2026 às 10:54

Atualizado em 29/07/2026 às 10:55

Ciência e Tecnologia

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Imagem: Ilustração

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Projeto Isabela retirou mais de 140 mil cabras de três regiões de Galápagos, combinando helicópteros, caçadores e animais rastreadores para localizar sobreviventes e permitir a recuperação gradual dos ecossistemas afetados pelo pastoreio intenso e prolongado

As cabras Judas foram decisivas em uma das maiores operações de restauração ecológica realizadas em ilhas. Entre 1997 e 2006, mais de 140 mil cabras invasoras foram retiradas de Pinta, Santiago e do norte de Isabela, permitindo a recuperação de plantas endêmicas, habitats de aves e áreas degradadas pelo pastoreio.

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Traz imagens de Galápagos e explica como milhares de cabras invasoras ameaçaram a vegetação e os animais nativos.

Cabras invasoras consumiam a vegetação nativa

As cabras foram levadas a Galápagos por marinheiros, piratas e baleeiros, que deixavam os animais nas ilhas como reserva de carne para viagens futuras. Sem grandes predadores naturais, os rebanhos cresceram e avançaram sobre a vegetação.

Os animais consumiam folhas, brotos, cascas e cactos utilizados pelas tartarugas-gigantes e por outras espécies.

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Também impediam o crescimento de árvores e arbustos jovens, eliminavam áreas de sombra e deixavam o solo mais exposto à erosão.

O Projeto Isabela foi desenvolvido para interromper essa degradação. A operação reuniu caçadores em terra, cães treinados, mapas digitais e helicópteros em áreas marcadas por crateras, campos de lava, vegetação densa e grandes extensões vulcânicas.

Imagem: Reprodução

Caça aérea retirou grandes rebanhos

As operações aéreas permitiram localizar e eliminar concentrações numerosas de cabras. Somente nos primeiros sete meses da campanha realizada no norte de Isabela, mais de 55 mil animais foram retirados.

A dificuldade aumentou quando sobraram poucos indivíduos espalhados pelo território. Eliminar 90% ou 99% da população não resolveria o problema, pois pequenos grupos sobreviventes poderiam se reproduzir e reconstruir os rebanhos em poucos anos.

As equipes precisavam encontrar cada animal restante, inclusive aqueles escondidos em locais de difícil acesso. Foi nessa etapa que as cabras Judas passaram a desempenhar o papel de rastreadoras.

Imagem: Reprodução

Cabras Judas revelavam animais escondidos

Algumas cabras foram capturadas, esterilizadas e equipadas com coleiras transmissoras. Como esses animais são sociais, as cabras Judas procuravam outros exemplares e acabavam revelando aos caçadores onde estavam os últimos grupos.

Os sinais de rádio permitiam acompanhar seus deslocamentos. As cabras encontradas ao redor das rastreadoras eram retiradas, enquanto o animal equipado permanecia vivo para repetir a busca. Cerca de 770 cabras Judas foram usadas no norte de Isabela.

Vegetação e aves reagiram após a operação

Depois da retirada das cabras invasoras, pequenos troncos voltaram a produzir brotos e novas mudas apareceram.

Árvores, arbustos de altitude, cactos do gênero Opuntia e outras plantas endêmicas aumentaram em Santiago e no norte de Isabela.

A recuperação da cobertura vegetal também favoreceu o rascão de Galápagos, ave dependente de ambientes úmidos e densamente cobertos.

Sua população cresceu nas áreas restauradas de Santiago, enquanto a retomada dos habitats reduziu o isolamento entre grupos da espécie.

Apesar dos avanços, as três regiões não retornaram imediatamente ao estado anterior à chegada humana.

Algumas plantas invasoras ocuparam espaços disponíveis, e a vegetação recuperada nem sempre apresentou a mesma composição original.

A continuidade da recuperação depende do monitoramento, da prevenção de novas introduções e da proteção das tartarugas-gigantes, que dispersam sementes, abrem caminhos e participam da reconstrução dos processos naturais de Galápagos.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas no material-base sobre o Projeto Isabela e a restauração ecológica de Galápagos, com dados, números e informações preservados conforme o conteúdo consultado.

Fonte

https://catracalivre.com.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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