As obras da Piscina de Ondas do Parque da Cidade serão retomadas após quase dois meses de ritmo reduzido por falta de recursos. A informação foi confirmada ao Metrópoles pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela execução da reforma do complexo aquático, após o Governo do Distrito Federal (GDF) publicar uma portaria conjunta que descentraliza R$ 12,46 milhões para a continuidade da obra.
A medida foi publicada na edição desta quinta-feira (9/7) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O recurso, transferido pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF), será destinado à elaboração dos projetos, obtenção de licenças, execução das obras e instalação de equipamentos e brinquedos aquáticos.
A revitalização contempla a piscina de ondas, o rio lento, a área infantil e as demais estruturas do complexo, localizado próximo ao Estacionamento 7 do Parque da Cidade.
A vigência estabelecida para essa descentralização de crédito orçamentário vai de 24 de junho de 2026 até 31 de dezembro de 2026.
Em 15 maio, a Engemil Engenharia, empresa responsável pela obra, pediu à Novacap a suspensão dos trabalhos por falta de garantia de recursos suficientes para manter os serviços em andamento, o que, segundo a construtora, poderia comprometer a continuidade da execução do contrato.
Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que a Novacap havia solicitado à Secretaria de Esporte e Lazer a liberação de R$ 17,39 milhões entre janeiro e maio deste ano. No entanto, a fiscalização do contrato registrava apenas o repasse parcial de R$ 9,1 milhões.
Na época, a SEL-DF informou que aguardava a publicação de um decreto autorizando o uso do superávit financeiro para liberar o restante dos recursos. Com a publicação da portaria conjunta, o GDF oficializou a transferência de R$ 12.460.699 para a Novacap.
Apesar de a Novacap afirmar que a obra não havia sido formalmente paralisada, a reportagem do Metrópoles esteve no local em junho e encontrou o canteiro praticamente sem atividade. Não havia máquinas em operação nem equipes executando serviços.
Um segurança relatou que os trabalhadores compareciam apenas para registrar presença e que não havia trabalho efetivo desde o início daquele mês.
Reforma
Fechada desde 1997, a Piscina de Ondas integra a memória afetiva dos brasilienses. Em seu auge, o espaço chegou a receber cerca de 10 mil banhistas por dia, com ondas de até um metro de altura.
A proposta do GDF é reabrir o complexo ainda em 2026 com investimento de R$ 18 milhões e novos espaços como o “rio lento”, toboágua e área para bebês.
A reforma começou em março de 2025 e prevê a recuperação estrutural da piscina, implantação de novas redes de infraestrutura e construção das casas de máquinas.
Também estão previstas novas atrações, como rio lento, brinquedos aquáticos, toboáguas, espaço infantil para bebês e crianças pequenas e equipamentos destinados à prática de surfe.









