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Gigante de alimentos de Santa Catarina está usando uma nova forma de mudar a produção de carnes: a Aurora Coop criou um sistema pioneiro no Brasil que acompanha propriedades, transporte e unidades industriais, transforma indicadores em decisões, corrige falhas e orienta investimentos para tornar toda a cadeia mais eficiente, controlada e alinhada a padrões internacionais
Escrito por Carla Teles
Publicado em 23/07/2026 às 13:21
Agronegócio
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A produção de carnes da Aurora Coop passou a ser monitorada por indicadores que acompanham propriedades, transporte e unidades industriais, identificam não conformidades, orientam auditorias, capacitações e investimentos e conectam eficiência operacional, qualidade, sustentabilidade e bem-estar animal em uma gestão contínua baseada em dados e referências internacionais do setor produtivo.
A produção de carnes da Aurora Coop passou a contar com um sistema de indicadores que acompanha propriedades integradas, criação, manejo, transporte e processamento industrial. A ferramenta reúne informações de diferentes etapas para medir o desempenho, identificar não conformidades, definir planos de ação e orientar investimentos em infraestrutura, inovação, capacitação e condições produtivas.
As informações foram publicadas pelo NSC Total em 23 de julho de 2026 e atualizadas no mesmo dia. A reportagem detalhou a implantação do sistema pela cooperativa sediada em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, e apresentou declarações de Marcos Antônio Zordan, diretor vice-presidente de Agronegócios da Aurora Coop.
Sistema conecta diferentes etapas da cadeia
O monitoramento não começa apenas na chegada dos animais às unidades industriais. A Aurora Coop afirma que o sistema alcança propriedades rurais, granjas integradas, operações de transporte, manejo e processamento.
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Essa integração permite observar a cadeia como um processo contínuo. Uma ocorrência detectada na indústria pode ser relacionada às condições registradas na propriedade ou durante o deslocamento, facilitando a identificação de causas e a adoção de medidas corretivas.
Indicadores transformam dados em decisões
O novo modelo foi criado para profissionalizar a gestão do bem-estar animal por meio de indicadores de desempenho. Em vez de apenas registrar procedimentos, a cooperativa passou a medir resultados e comparar o funcionamento das diferentes etapas.
Os dados ajudam a estabelecer prioridades e direcionar recursos. Na produção de carnes, isso permite decidir onde ampliar treinamentos, revisar práticas, modificar estruturas ou intensificar avaliações técnicas.
Programa começou a ser construído em 2008
A trajetória teve início em 2008, quando a Aurora Coop adotou princípios do Programa Nacional de Abate Humanitário. A iniciativa é reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela World Animal Protection.
O objetivo inicial era aperfeiçoar o manejo e os procedimentos relacionados ao abate. Com a ampliação do programa, as ações passaram a abranger também criação, transporte, ambiência e processamento industrial.
Protocolo internacional orienta avaliações
Segundo Marcos Antônio Zordan, o Programa de Bem-Estar Animal foi estruturado com base nos princípios do protocolo internacional Welfare Quality®. Essa referência organiza critérios para avaliar condições e práticas ao longo da cadeia.
O protocolo fornece parâmetros comuns para propriedades, transportadores, funcionários e auditores. Isso reduz interpretações diferentes sobre os mesmos procedimentos e facilita a comparação entre unidades e períodos.
Política estabelece responsabilidade compartilhada
A cooperativa também implantou uma Política de Bem-Estar Animal baseada na tolerância zero aos maus-tratos. O documento envolve colaboradores, produtores integrados, fornecedores e parceiros.
A política estabelece princípios, enquanto os indicadores verificam como eles são aplicados. Quando uma não conformidade é identificada, o sistema pode gerar ações corretivas e acompanhamento posterior.
Propriedades passam por auditorias e certificações
As propriedades rurais integradas fazem parte do monitoramento. A Aurora Coop avalia práticas relacionadas à criação, ao manejo e às condições dos sistemas produtivos.
Auditorias periódicas, avaliações técnicas e certificações passaram a integrar a rotina da cooperativa. Os resultados podem indicar necessidades específicas em determinada propriedade ou revelar padrões que exigem mudanças mais amplas.
Transporte deixou de ser etapa isolada
A modernização dos sistemas de transporte também aparece entre as iniciativas adotadas pela empresa. A etapa é acompanhada porque pode influenciar os resultados observados na chegada às unidades industriais.
Na produção de carnes, o transporte conecta o ambiente de criação ao processamento. Condições inadequadas durante o deslocamento podem comprometer procedimentos anteriores e gerar ocorrências que precisam ser rastreadas.
Unidades industriais avaliam os recebimentos
Todos os animais recebidos nas unidades industriais passam por avaliações, de acordo com a reportagem. O objetivo é identificar possíveis não conformidades e aplicar medidas corretivas quando necessário.
Essas informações não ficam restritas à indústria. Ao cruzar os resultados com registros da propriedade e do transporte, a cooperativa pode localizar pontos vulneráveis e reforçar medidas preventivas.
Planos de ação respondem às falhas
Quando os indicadores mostram desempenho inferior ao esperado, os dados podem dar origem a planos de ação. As respostas incluem revisão de procedimentos, capacitação, acompanhamento técnico e adequações de infraestrutura.
O monitoramento contínuo permite verificar se a medida adotada produziu resultado. Dessa maneira, o processo não termina com a identificação do problema, mas inclui correção e nova avaliação.
Capacitação ocorre de forma permanente
A formação dos profissionais envolvidos em toda a cadeia integra o programa. Funcionários, produtores e parceiros recebem orientações para padronizar práticas e atualizar conhecimentos.
A capacitação pode ser usada de forma preventiva ou corretiva. Os indicadores ajudam a mostrar quais temas precisam de maior atenção e quais grupos ou unidades necessitam de treinamento específico.
Investimentos passam a seguir prioridades
As informações coletadas servem de base para investimentos em infraestrutura, inovação e ambiência. A cooperativa pode utilizar os resultados para avaliar onde os recursos terão maior impacto.
Essa lógica evita que todas as etapas recebam intervenções idênticas sem considerar diferenças operacionais. Na produção de carnes, uma decisão orientada por dados pode concentrar esforços nos pontos com maior risco ou menor desempenho.
Sistemas produtivos já receberam mudanças
Entre as ações implantadas ao longo dos anos está a ampliação da gestação coletiva para matrizes suínas. A empresa também adotou enriquecimento ambiental em sistemas de criação e modernizou estruturas de transporte.
Outra medida foi a adoção integral da política cage-free para os ovos utilizados na industrialização. O sistema de indicadores permite acompanhar essas mudanças e avaliar se os resultados correspondem aos objetivos estabelecidos.
Auditorias internacionais verificam os processos
A Aurora Coop é auditada por protocolos internacionais específicos, incluindo padrões do North American Meat Institute e da NSF – Global Animal Wellness Standards.
Essas referências permitem comparar procedimentos com critérios reconhecidos fora do Brasil. A existência de auditorias externas também cria uma verificação adicional além das avaliações conduzidas internamente.
Eficiência operacional entra no monitoramento
A cooperativa relaciona bem-estar animal, qualidade dos processos, sustentabilidade e eficiência operacional. Um problema em uma etapa pode provocar impactos sobre produtividade, organização industrial e qualidade.
Os indicadores funcionam como instrumentos de gestão, e não apenas como registros de conformidade. A finalidade é transformar resultados técnicos em decisões sobre procedimentos, investimentos e responsabilidades.
Modelo é descrito como pioneiro no país
A reportagem classifica a implantação como pioneira no Brasil. A fonte, entretanto, não apresenta uma comparação completa com todos os sistemas adotados por outras empresas do setor.
Por isso, o pioneirismo deve ser entendido conforme a caracterização feita pela cooperativa e pelo NSC Total. O fato confirmado é a adoção de um sistema integrado para acompanhar diferentes pontos da cadeia produtiva.
Produção de carnes segue referências globais
A aproximação com protocolos internacionais ajuda a cooperativa a organizar procedimentos compatíveis com exigências adotadas em diferentes mercados. Isso é relevante em uma cadeia que atende clientes com critérios variados.
Os indicadores também podem produzir registros auditáveis. A documentação permite demonstrar práticas, acompanhar evolução e responder a exigências técnicas com informações estruturadas.
Estratégia está ligada à sustentabilidade
A Aurora Coop afirma que o sistema está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. A fonte não detalha quais indicadores correspondem individualmente a cada objetivo.
Ainda assim, a cooperativa associa o monitoramento à responsabilidade produtiva, à eficiência e à melhoria contínua. O modelo pretende integrar desempenho econômico, processos e critérios de bem-estar animal.
Chapecó concentra a gestão da cooperativa
A Aurora Coop nasceu em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, região com forte presença de propriedades integradas e unidades agroindustriais. A cidade permanece ligada à organização estratégica da cooperativa.
A cadeia, porém, envolve diferentes localidades, fornecedores e estruturas. O sistema busca criar uma metodologia comum para operações realizadas em ambientes e condições variadas.
Divulgação dos indicadores ainda é limitada
A reportagem explica como os indicadores são utilizados internamente, mas não informa quais resultados serão divulgados ao público, em qual periodicidade ou com que nível de detalhamento.
A publicação de dados agregados poderia permitir o acompanhamento externo da evolução do programa. Ao mesmo tempo, a empresa precisaria preservar informações comerciais e operacionais consideradas sensíveis.
Dados podem mudar a gestão da cadeia
O uso de indicadores mostra como uma atividade tradicional pode incorporar monitoramento contínuo e decisões baseadas em evidências. Propriedades, transporte e indústria passam a ser analisados como partes de um único sistema.
Na sua opinião, empresas ligadas à produção de carnes deveriam publicar indicadores sobre transporte, qualidade dos processos e bem-estar animal? Compartilhe nos comentários quais dados ajudariam consumidores, produtores e trabalhadores a compreender melhor o funcionamento da cadeia.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

