Momentos antes de embarcar para Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (1º de julho), o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Gladson Cameli, abriu o jogo à reportagem do ac24horas sobre as movimentações que estão sacudindo os bastidores da política acreana. Em uma conversa direta, Cameli comentou as recentes baixas em cargos do primeiro escalão do Palácio Rio Branco e subiu o tom ao desmentir o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima.
Ao ser questionado sobre as exonerações de Jonathan Donadoni, que comandava a Casa Civil, e de Sula Ximenes, que presidia o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), Gladson adotou uma postura de distanciamento institucional, garantindo que não há crise na base aliada.
“Eu respeito inteiramente as decisões da governadora Mailza. É um direito dela fazer as mudanças que achar necessária”, afirmou. O ex-chefe do Executivo lembrou que está fora da máquina pública para focar em seu projeto eleitoral. “Eu estou afastado do governo desde abril e de fato tenho evitado dar pitaco. Não me cabe mais. Sou aliado da governadora e sou presidente do PP. A aliança continua normalmente”, pontuou.
“Tenho testemunhas para provar”, diz Cameli sobre polêmica em Cruzeiro do Sul
Se o clima em relação à capital foi de diplomacia, o termômetro subiu quando o assunto cruzou as fronteiras em direção ao Vale do Juruá. Gladson não escondeu o incômodo com o anúncio do apoio do prefeito Zequinha Lima à pré-candidatura ao Senado de Alan Rick e contestou publicamente a versão dada pelo gestor cruzeirense.

