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Guerra de facções na fronteira: pai e filho envolvidos em morte de indígena acabam presos em Rio Branco

Guerra de facções na fronteira: pai e filho envolvidos em morte de indígena acabam presos em Rio Branco

Em ações distintas da Polícia Civil do Acre, pai e filho acusados de integrar uma organização criminosa na fronteira com a Bolívia foram localizados e presos em Rio Branco, onde viviam foragidos. A dupla é apontada como participante direta na execução a tiros do indígena Arlindo Batista Melendre Kaxinawá, de 27 anos, ocorrida durante um ataque armado promovido por uma facção em Brasileia.

O pai, Pedro Maia da Costa, apontado pelos investigadores como um criminoso de alta periculosidade, foi detido há duas semanas no bairro Estação Experimental por agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Já o filho, um adolescente de 17 anos que continuava foragido, foi localizado nesta quinta-feira após ser levado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), acusado de agredir a companheira. Durante o procedimento policial, os agentes constataram que havia contra ele um mandado de internação em aberto pelo homicídio. O menor foi apreendido e transferido para um centro socioeducativo.

O ataque e a execução na fronteira

O crime ocorreu na noite de 16 de junho deste ano, no bairro Leonardo Barbosa, em Brasileia. Na ocasião, pai e filho integravam um comboio armado de uma facção criminosa que invadiu o bairro para atacar membros de um grupo rival. Durante a investida, o indígena Arlindo Kaxinawá foi executado.

Na sequência do ataque, durante a fuga dos criminosos, houve um confronto armado entre as facções rivais que resultou na morte de Alexandre Rodrigues de Souza Júnior, de 32 anos, baleado com diversos disparos.

Estratégia de fuga e enquadramento na nova lei

Após serem identificados pela Polícia Civil como autores do ataque que vitimou o indígena, pai e filho fugiram da região de fronteira para a capital acreana. Para burlar o trabalho das forças de segurança, os dois passaram a residir em bairros diferentes de Rio Branco e mantinham contato apenas por ligações telefônicas.

De acordo com as autoridades, Pedro Maia da Costa deverá ser denunciado com base na recém-aprovada Lei Antifacção (Lei nº 15.358), legislação sancionada em março deste ano que endurece as punições contra o crime organizado e estabelece penas que podem chegar a 40 anos de reclusão.

*Com informações do site ac24horas


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

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