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Havan investe R$ 250 milhões, compra megassistema robótico de R$ 150 milhões para movimentar mercadorias em grandes alturas e amplia complexo para o tamanho de 35 campos de futebol, em operação de 1 milhão de produtos por dia que quer se tornar o maior centro de distribuição da América Latina
Escrito por Ana Alice
Publicado em 22/07/2026 às 23:15
Curiosidades
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Uma operação logística no litoral catarinense combina automação, armazenagem vertical e novas obras para sustentar o avanço de uma rede varejista que pretende ampliar sua presença em diferentes regiões do Brasil.
A Havan destinou R$ 250 milhões à ampliação do centro de distribuição instalado em Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina.
O projeto prevê a incorporação de mais 50 mil metros quadrados ao complexo e a instalação de um novo transelevador automatizado, equipamento avaliado em R$ 150 milhões e utilizado para armazenar e movimentar mercadorias.
Dos recursos anunciados, R$ 100 milhões serão aplicados na expansão física, enquanto os outros R$ 150 milhões correspondem ao sistema de automação.
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Com as obras, a área construída deverá passar de 200 mil para 250 mil metros quadrados, dimensão comparada pela empresa a aproximadamente 35 campos oficiais de futebol.
Embora o investimento tenha voltado ao noticiário em julho de 2026, a primeira divulgação pública localizada ocorreu em 17 de julho de 2025, quando Luciano Hang visitou o terreno adquirido ao lado da estrutura existente.
Reportagens publicadas em 2026 indicam que o projeto entrou em uma nova etapa e que a conclusão era esperada até o fim do ano.
A obra, portanto, não representa a criação de um centro de distribuição do zero.
O complexo funciona em Barra Velha desde 2010 e será ampliado para acompanhar o plano de abertura de lojas e o aumento do volume de produtos movimentados pela varejista.
Transelevador de R$ 150 milhões automatiza o estoque
O principal equipamento do projeto é um transelevador, sistema robótico que se desloca por corredores e estruturas verticais para guardar ou retirar caixas e paletes de posições previamente definidas.
Na prática, a tecnologia substitui parte dos deslocamentos realizados por empilhadeiras ou operadores dentro do armazém.
O equipamento recebe instruções do sistema de gerenciamento, localiza a posição indicada e conduz a carga entre a área de entrada, as estantes e o setor de expedição.
Esse modelo permite aproveitar melhor a altura do galpão e organizar uma quantidade maior de mercadorias no mesmo espaço.
Também facilita o rastreamento dos produtos, pois cada movimentação fica vinculada a uma posição específica dentro do estoque.
A Havan não informou publicamente, nos materiais consultados, o fabricante, o modelo, a altura ou a capacidade individual do novo equipamento.
A empresa afirmou apenas que a tecnologia de R$ 150 milhões aumentará a capacidade operacional do complexo.
O centro de distribuição já trabalha com esteiras, sistemas automatizados e outros transelevadores.
A nova estrutura será integrada à operação existente, responsável por receber mercadorias de fornecedores, armazenar produtos e preparar cargas destinadas às lojas da rede.
“Esse investimento vai permitir ainda mais agilidade e eficiência na nossa logística”, declarou Luciano Hang durante o anúncio inicial do projeto.
Segundo o empresário, o centro de distribuição funciona como o núcleo de abastecimento das unidades da Havan em diferentes regiões do país.
Centro de distribuição separa 15 mil caixas por hora
De acordo com os números divulgados pela varejista, o centro de distribuição de Barra Velha separa mais de 15 mil caixas de produtos por hora.
Cerca de 400 carretas deixam o local diariamente para abastecer as megalojas.
A companhia estima que a operação movimente aproximadamente um milhão de produtos por dia.
Esses dados foram apresentados pela própria Havan e não vieram acompanhados de relatório operacional independente ou detalhamento sobre a metodologia utilizada na contagem.
O volume ajuda a explicar o investimento em armazenagem vertical.
Quanto maior o número de lojas atendidas, mais etapas precisam ser coordenadas entre recebimento, conferência, estoque, separação, montagem das cargas e transporte.
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Uma falha em qualquer parte desse fluxo pode atrasar o abastecimento das unidades.
Por isso, sistemas automatizados são usados para manter uma sequência de movimentação definida e reduzir a dependência de operações manuais em corredores de grande altura.
Ainda assim, a automação não elimina todas as funções humanas.
O funcionamento do complexo depende de trabalhadores nas áreas de recebimento, manutenção, controle de estoque, transporte, tecnologia, segurança e expedição.
Ampliação aumenta área logística em Barra Velha
O terreno incorporado ao centro de distribuição fica ao lado da estrutura atual, o que permite ampliar o complexo sem transferir a operação para outro município.
Barra Velha foi escolhida para concentrar a logística da rede por sua posição no litoral norte catarinense e pela proximidade com a BR-101, uma das principais rotas rodoviárias das regiões Sul e Sudeste.
A cidade abriga o centro de distribuição da Havan desde dezembro de 2010.
O histórico institucional da empresa também registra a instalação, naquele mesmo período, da Parada Havan, empreendimento localizado no município.
Durante o anúncio da ampliação, Hang afirmou que a estrutura precisava acompanhar o crescimento da empresa.
“Ampliar essa estrutura é fundamental para acompanhar o ritmo de crescimento da empresa e seguir oferecendo excelência no atendimento aos nossos clientes”, disse.
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A Havan apresenta o complexo como o maior e mais tecnológico centro de distribuição da América Latina.
Entretanto, não foi localizado um levantamento independente que compare área, capacidade de armazenagem, automação e volume movimentado por todos os grandes centros logísticos da região.
Por esse motivo, a classificação deve ser atribuída à própria empresa, e não apresentada como um ranking externo confirmado.
Expansão da Havan amplia contratações
A expansão já teria resultado na contratação de aproximadamente 300 trabalhadores, segundo informações divulgadas pela Havan e reproduzidas por veículos catarinenses e nacionais em julho de 2026.
Os dados sobre o quadro total do centro de distribuição, porém, apresentam divergência.
Algumas reportagens informam cerca de 1,5 mil pessoas atuando diretamente no complexo, enquanto outras citam mais de 2,5 mil colaboradores.
A diferença pode decorrer da inclusão de trabalhadores de áreas associadas à operação, mas essa composição não foi detalhada de maneira uniforme nos materiais consultados.
A projeção divulgada pela empresa é alcançar aproximadamente 3,5 mil profissionais ao fim da expansão, incluindo motoristas da Transben, transportadora ligada à distribuição das mercadorias.
Para atender parte desse contingente, a companhia mantém transporte por ônibus com rotas que passam por Penha, Balneário Piçarras, Barra Velha, São João do Itaperiú e Balneário Barra do Sul.
Hang também declarou que pretende manter os investimentos no município.
Segundo ele, uma nova etapa de ampliação deverá ser iniciada, mas a empresa não apresentou publicamente, nas fontes consultadas, um cronograma detalhado ou um valor separado para essa fase adicional.
Estrutura logística acompanha abertura de novas lojas
O investimento em Barra Velha está relacionado ao plano nacional de crescimento da Havan.
Em julho de 2026, a rede informava operar 193 lojas e projetava chegar a 203 unidades até o fim do ano.
A companhia completa 40 anos em 2026 e pretende ultrapassar a marca de 25 mil colaboradores diretos no país.
Parte dos investimentos anunciados para o período envolve a compra de terrenos, a construção de megalojas e o reforço da estrutura logística.
A unidade de número 200 foi confirmada para a Avenida Washington Soares, em Fortaleza.
O projeto ainda dependia de licenças municipais quando foi anunciado, em maio de 2026, e a empresa indicava a intenção de inaugurá-lo no segundo semestre.
A estimativa divulgada era de aproximadamente 200 empregos diretos.
Além de Fortaleza, o planejamento apresentado pela rede inclui unidades em Macapá, Boa Vista, Ariquemes, Tramandaí, Caldas Novas, São Miguel do Oeste, Londrina, São José dos Pinhais e Vila Velha.
A abertura de cada loja permanece sujeita ao andamento das obras, licenças e cronogramas locais.
Grande parte das unidades da Havan fica em cidades médias ou polos regionais.
Segundo Luciano Hang, a escolha dos municípios considera localização, acesso rodoviário, disponibilidade de terreno, alcance regional e demanda esperada.
“A Havan sempre teve uma estratégia muito forte de interiorização. Acreditamos que cidades médias têm grande potencial e, muitas vezes, são mercados carentes de opções de compras e lazer”, afirmou o empresário em entrevista à Gazeta do Povo.
Interiorização aumenta a disputa no varejo regional
Para Roberto Kanter, professor de varejo do MBA da Fundação Getulio Vargas e diretor da Canal Vertical, a expansão das grandes redes para cidades médias combina dois movimentos: o crescimento econômico e populacional dessas regiões e os custos mais altos encontrados nas capitais.
“A decisão estratégica não é apenas ‘fugir’ da capital, mas capturar mercados com melhor relação entre custo de operação, potencial de demanda e visibilidade de marca”, afirmou Kanter.
O especialista também destacou que a entrada de grandes empresas pode ampliar a oferta de produtos, gerar vagas e elevar a concorrência.
Por outro lado, pequenos estabelecimentos enfrentam redes com maior capacidade de investimento em logística, publicidade, sistemas de pagamento e tecnologia.
“O resultado depende da capacidade de adaptação do comércio local. Mercados mais estruturados tendem a se reorganizar; os menos preparados podem perder participação”, declarou.
A ampliação do centro de distribuição mostra como a abertura de lojas depende de uma infraestrutura que não aparece diretamente para o consumidor.
Antes de chegar às prateleiras, cada produto passa por etapas de recebimento, armazenagem, separação e transporte coordenadas a partir do complexo catarinense.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

