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Homem encontra relógio de bolso centenário com detector de metais na Austrália, decifra iniciais e número gravados na tampa e devolve peça ao filho do antigo dono após consultar mapas de assentamentos de veteranos da Primeira Guerra Mundial e descobrir quem perdeu o objeto há 100 anos
Escrito por Carla Teles
Publicado em 24/07/2026 às 16:04
Curiosidades
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Relíquia achada por Giac Asco em uma área de mata perto de Red Cliffs trazia a gravação FC Block 500, pista que levou a registros de assentamentos militares, revelou ligação com Frank Cowling e permitiu entregar o relógio de bolso centenário a John Cowling, filho do proprietário original na Austrália.
Um relógio de bolso centenário encontrado por Giac Asco com um detector de metais em uma área de mata próxima a Red Cliffs, no estado australiano de Victoria, voltou à família de seu antigo proprietário após uma investigação baseada em iniciais, números gravados e mapas históricos de assentamentos militares.
As informações foram publicadas pela ABC News em 22 de agosto de 2020. O objeto, que pode ter permanecido perdido durante aproximadamente cem anos, foi relacionado ao veterano Frank Cowling e posteriormente entregue a John Cowling, filho do homem apontado pelos registros como seu provável dono.
Detector de metais indicou objeto escondido no solo
Giac Asco, morador da região de Mildura, explorava uma área de vegetação perto de Red Cliffs quando seu detector de metais registrou um sinal. A busca revelou um relógio antigo, deteriorado pelo tempo, mas ainda capaz de preservar pistas sobre sua origem.
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O valor da descoberta não estava apenas na idade da peça. Para Asco, que demonstrava interesse especial por relíquias rastreáveis, a possibilidade de identificar quem havia utilizado o objeto transformou o achado em uma investigação histórica.
Limpeza revelou letras e um número gravados
Depois de retirar cuidadosamente a sujeira acumulada, Asco conseguiu ler a inscrição “FC Block 500 Red Cliffs” na parte traseira do relógio. As letras e o número pareciam mais semelhantes a uma referência territorial do que a um endereço residencial convencional.
A gravação forneceu o ponto de partida para descobrir a trajetória do relógio de bolso centenário. Em vez de interpretar os caracteres isoladamente, o detectorista buscou entender como as propriedades rurais da região eram identificadas no início do século passado.
Número do bloco levou a mapas históricos
A expressão “Block 500” fez Asco considerar que o relógio poderia estar ligado aos antigos assentamentos destinados a soldados. Ele então consultou um mapa histórico que registrava os lotes distribuídos na região de Red Cliffs.
O bloco de número 500 correspondia às iniciais FC, associadas nos documentos a Frank Cowling. A coincidência entre localização, letras e registros fundiários forneceu uma conexão concreta entre a peça encontrada e uma pessoa que havia vivido naquela área.
Frank Cowling havia servido na Primeira Guerra Mundial
Registros consultados por Asco indicaram que Frank Cowling trabalhou como verdureiro e trabalhador agrícola antes de se alistar em Melbourne. Depois do período militar, ele passou a integrar a história dos assentamentos de veteranos de Red Cliffs.
Esses documentos ajudaram a situar o provável proprietário do relógio dentro da formação da comunidade local. A investigação conectou um pequeno objeto pessoal à experiência dos soldados australianos que retornaram da Primeira Guerra Mundial.
Assentamentos reorganizaram áreas rurais australianas
Red Cliffs foi uma das localidades de Victoria vinculadas ao assentamento de soldados após o conflito. Os lotes eram identificados por blocos numerados, característica que explicou por que a tampa do relógio trazia um número em vez de um endereço convencional.
A gravação funcionava, portanto, como uma referência ao território ocupado por Frank Cowling. Sem compreender esse sistema histórico de identificação, as iniciais e o número provavelmente permaneceriam como sinais sem significado.
Relógio pode ter sido perdido durante trabalho agrícola
John Cowling afirmou que seu pai trabalhava na construção de canais e em atividades de limpeza de terrenos para agricultura. Segundo ele, é possível que Frank tenha perdido o relógio enquanto realizava algum desses serviços na região.
O objeto foi localizado a aproximadamente cinco quilômetros do bloco associado à família. Essa distância não elimina a ligação, pois o trabalho de preparação de terras poderia levar o antigo proprietário para áreas diferentes daquela em que residia.
Idade foi estimada a partir do contexto
A reportagem não apresenta uma data de fabricação identificada no mecanismo do relógio. A estimativa de aproximadamente cem anos resulta da possível relação entre a perda da peça e os trabalhos realizados durante o desenvolvimento inicial de Red Cliffs.
Por isso, a idade deve ser entendida como uma interpretação baseada nos registros e na história familiar. O relógio de bolso centenário reúne pistas coerentes, mas a circunstância exata em que desapareceu não pôde ser comprovada.
Sociedade histórica ajudou a localizar a família
Depois de relacionar o objeto a Frank Cowling, Asco procurou encontrar parentes que pudessem confirmar a ligação. A Sociedade Histórica de Red Cliffs colaborou com a busca e ajudou a colocá-lo em contato com John Cowling.
John ainda vivia na região de Mildura quando recebeu a notícia. A participação da instituição local foi decisiva para transformar uma identificação documental em uma devolução real à família.
Filho desconhecia a existência do relógio
John Cowling não sabia que seu pai havia possuído aquele relógio. Mesmo assim, ficou surpreso e entusiasmado ao ser informado sobre a descoberta e aguardou a chegada de Asco em frente à residência.
Durante o encontro, os dois conversaram sobre o período em que Frank esteve na guerra e sobre a vida dos soldados depois do retorno. A peça recuperada abriu espaço para reconstruir memórias que ultrapassavam o próprio objeto.
Relíquia retornou à família do antigo proprietário
Asco considerou natural entregar o relógio ao filho do homem identificado pelas inscrições. A decisão colocou o valor histórico e familiar acima de qualquer possibilidade de conservar a peça em uma coleção particular.
A devolução encerrou uma sequência iniciada com um sinal no detector e desenvolvida por meio de mapas, livros e registros locais. O relógio deixou de ser apenas uma relíquia encontrada no solo e voltou ao núcleo familiar ligado à sua história.
Detectorista prefere relíquias que podem ser investigadas
Embora muitos praticantes utilizem detectores de metais na esperança de encontrar ouro, Asco afirmou ter maior interesse por peças capazes de revelar quando foram produzidas, de onde vieram e quem poderia tê-las utilizado.
Essa preferência explica o esforço empregado na identificação do relógio. Para ele, pesquisar a história de um objeto pode ser tão importante quanto o próprio momento da descoberta.
Outras buscas revelaram moedas e distintivos
As explorações de Asco na região de Mildura também resultaram na localização de outros materiais históricos. Entre eles estavam uma moeda de meio centavo de 1807, uma moeda norte-americana da década de 1840 e diferentes peças de origem militar e ferroviária.
Ele também encontrou botões, medalhões relacionados às duas guerras mundiais e distintivos australianos do Sol Nascente. Esses achados mostram como áreas utilizadas ao longo de gerações podem conservar vestígios de períodos e atividades muito diferentes.
Pequena inscrição solucionou um mistério familiar
A história do relógio de bolso centenário mostra que detalhes aparentemente comuns podem guardar informações valiosas. Duas iniciais e um número permitiram ligar o objeto a um veterano, localizar seu descendente e reconstruir parte da história dos assentamentos de Red Cliffs.
O relógio pode não ter retornado ao mesmo lugar em que era guardado, mas chegou à família de quem provavelmente o perdeu cerca de um século antes. Você devolveria uma relíquia como essa aos descendentes ou defenderia sua preservação em um museu local? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

