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Homem guarda Ferrari rara de 1961 sob poeira e montanhas de revistas durante décadas, carro preserva números correspondentes, revela ligação com Alain Delon e vale 16,288 milhões de euros

Homem guarda Ferrari rara de 1961 sob poeira e montanhas de revistas durante décadas, carro preserva números correspondentes, revela ligação com Alain Delon e vale 16,288 milhões de euros

5 min de leitura

Homem guarda Ferrari rara de 1961 sob poeira e montanhas de revistas durante décadas, carro preserva números correspondentes, revela ligação com Alain Delon e vale 16,288 milhões de euros

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 27/07/2026 às 22:39

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Uma Ferrari rara de 1961 permaneceu durante décadas coberta por poeira, papéis e montanhas de revistas em uma propriedade francesa.

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Encontrada quase escondida em uma propriedade francesa, a Ferrari 250 GT SWB California Spider nunca havia sido restaurada, manteve componentes originais, pertenceu ao ator Alain Delon e alcançou 16,288 milhões de euros em um leilão realizado em 2015

Uma Ferrari rara de 1961 permaneceu durante décadas coberta por poeira, papéis e montanhas de revistas em uma propriedade francesa. O estado visual lembrava um carro abandonado, mas escondia um dos automóveis clássicos mais valiosos já apresentados pela coleção Baillon.

A informação foi publicada por Artcurial, casa francesa de leilões de arte e carros clássicos. O lote identificou o veículo como uma Ferrari 250 GT SWB California Spider, com componentes originais, números correspondentes e uma história ligada ao ator francês Alain Delon.

O carro nunca havia passado por uma restauração completa. Mesmo coberto por sinais do tempo, ele alcançou 16,288 milhões de euros em 2015, resultado que mostrou como raridade, procedência e originalidade podem valer mais do que uma aparência brilhante.

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A coleção Baillon manteve carros raros longe do público

A Ferrari fazia parte da coleção Baillon, formada por automóveis antigos guardados em uma propriedade na França. Muitos veículos permaneceram durante anos em espaços improvisados, cercados por objetos acumulados e sem os cuidados encontrados em museus.

Ferrari rara de 1961 permaneceu durante décadas coberta por poeira

A aparência dos carros mostrava poeira, desgaste e longos períodos sem uso. Ainda assim, alguns exemplares preservavam características importantes para o mercado de automóveis históricos.

A Ferrari de 1961 estava entre os veículos mais valiosos do conjunto. Ela não chamava atenção pelo brilho da pintura, mas pela combinação entre raridade, peças originais e história documentada.

Montanhas de revistas escondiam uma Ferrari de 1961

A Ferrari estava quase escondida sob papéis e pilhas de revistas. Quem observasse apenas o local poderia imaginar que se tratava de um automóvel antigo sem grande importância.

Debaixo da poeira estava uma Ferrari 250 GT SWB California Spider, modelo produzido em quantidade limitada. A carroceria aberta, o desenho clássico e a configuração preservada tornavam aquele carro muito diferente dos demais veículos encontrados na propriedade.

O contraste ajudou a tornar a descoberta incomum. Um automóvel que parecia esquecido mantinha elementos capazes de despertar o interesse de grandes colecionadores.

O passado com Alain Delon aumentou o interesse pelo carro

A Ferrari havia pertencido a Alain Delon, ator francês conhecido por sua carreira no cinema. A passagem do veículo por suas mãos acrescentou uma ligação cultural à história do automóvel.

No mercado de carros clássicos, a identidade dos antigos proprietários pode influenciar o interesse dos compradores. Esse histórico recebe o nome de procedência, termo usado para indicar a origem do veículo e os registros de quem o possuiu.

A ligação com Alain Delon não era o único ponto importante. O carro também preservava componentes de fábrica e nunca havia recebido uma restauração completa. A união desses fatores tornou o exemplar ainda mais desejado.

Números correspondentes confirmavam a originalidade do conjunto

Os chamados números correspondentes mostram que os principais componentes continuam relacionados aos registros originais do veículo. Na prática, essas identificações ajudam a verificar se motor, chassi e outras partes importantes pertencem à configuração produzida pela fábrica.

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Artcurial, casa francesa de leilões de arte e carros clássicos, apresentou as identificações técnicas do chassi e do motor no lote colocado à venda. O chassi foi registrado como 2935GT, enquanto o motor carregava a identificação 2935.

Essa condição é valorizada porque muitas unidades antigas receberam motores, peças e componentes de outros carros durante sua vida. Quando o conjunto original permanece preservado, o comprador encontra uma ligação mais direta com o momento em que o veículo saiu da fábrica.

Apenas 37 exemplares semelhantes ampliaram a raridade

A Ferrari integrava um grupo de 37 unidades da California Spider SWB com faróis cobertos. A quantidade reduzida ajudava a explicar por que aquele modelo despertava tanto interesse entre colecionadores.

A sigla SWB indica uma distância curta entre os eixos. Em palavras simples, trata se do espaço entre as rodas dianteiras e traseiras. Essa configuração diferencia o modelo de versões anteriores que possuíam uma estrutura mais longa.

A raridade não dependia apenas da quantidade produzida. O exemplar reunia configuração original, ausência de restauração e procedência conhecida, três características difíceis de encontrar juntas em um carro fabricado em 1961.

Um carro sem restauração pode valer mais

Uma restauração busca recuperar pintura, interior, motor e outras partes desgastadas. O resultado pode deixar o veículo visualmente impecável, mas também pode substituir materiais e componentes instalados durante a fabricação.

A Ferrari da coleção Baillon seguiu o caminho oposto. Ela conservou marcas do tempo, partes originais e sinais do período em que permaneceu guardada. Para muitos colecionadores, essa condição permite conhecer o carro sem mudanças feitas décadas depois.

A sujeira poderia ser removida, mas a originalidade perdida não poderia ser recuperada da mesma maneira. Por isso, a ausência de restauração contribuiu para aumentar o interesse pelo automóvel, em vez de afastar os compradores.

Ferrari alcançou 16,288 milhões de euros em 2015

A Ferrari rara foi apresentada em um leilão da Artcurial realizado em 2015. O resultado chegou a 16,288 milhões de euros, valor ligado à raridade do modelo, à preservação dos componentes e à passagem pela coleção de Alain Delon.

O caso mostrou que um carro clássico não precisa parecer novo para alcançar uma quantia milionária. Poeira, desgaste e sinais de uso podem fazer parte de uma história que desapareceria após uma restauração profunda.

A Ferrari passou décadas quase invisível sob revistas antes de ocupar o centro de uma disputa milionária. Entre um carro totalmente restaurado e outro preservado com todas as marcas do tempo, qual deles contaria a história mais verdadeira e mereceria o maior valor?

Fonte

Artcurial


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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