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Hotéis de luxo na Namíbia são projetados para desaparecer entre dunas, naufrágios e rochas, com cabanas de madeira, telhados camuflados e vistas abertas para o deserto
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 27/07/2026 às 09:45
Curiosidades
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Projetos como Shipwreck Lodge e Onduli Enclave combinam materiais locais, formas discretas e isolamento extremo para criar hospedagens de alto padrão que quase desaparecem entre dunas, naufrágios, montanhas e afloramentos rochosos da Namíbia
A arquitetura invisível está transformando hospedagens de alto padrão na Namíbia ao colocar a paisagem no centro dos projetos. Na Costa dos Esqueletos e em Damaraland, cabanas e villas usam formas, cores e materiais locais para reduzir o impacto visual e oferecer isolamento em algumas das regiões mais remotas do país.
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Arquitetura invisível acompanha naufrágios na Costa dos Esqueletos
A Costa dos Esqueletos ocupa uma faixa litorânea de quase 500 quilômetros, marcada por dunas de até cem metros e por embarcações naufragadas que permanecem espalhadas pela areia.
Conhecida localmente como “Portões do Inferno”, a região reúne condições extremas e uma fauna que inclui leões, elefantes e tubarões circulando nas proximidades dos destroços enferrujados.
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Nesse cenário, a arquiteta namibiana Nina Maritz projetou o Shipwreck Lodge. Inaugurado em 2018, o conjunto de cabanas reproduz visualmente os cascos dos navios encalhados ao longo do litoral.
As estruturas foram construídas com madeira envelhecida e posicionadas para não interromper o horizonte quando observadas de longe. A proposta é fazer com que a hospedagem permaneça subordinada à paisagem.
O material também pode ser retirado caso a concessão concedida pelo governo namibiano para o uso da área seja encerrada, permitindo a remoção das instalações.
Villa de luxo se mistura às rochas de Damaraland
No interior da Namíbia, a arquitetura invisível também orientou a construção do Onduli Enclave, instalado sobre um afloramento de granito nas planícies rochosas de Damaraland.
A villa tem vista para o Brandberg, a montanha mais alta do país, e fica na Conservância de Doro Nawas. A área possui quase 4 mil quilômetros quadrados e abriga cerca de 1.500 pessoas.
A região também é habitada por rinocerontes-negros, leopardos e guepardos. Para se integrar ao ambiente, a construção recebeu telhados avermelhados que acompanham os tons das formações rochosas.
Erguido sobre pilotis, o conjunto parece flutuar acima do terreno. A hospedagem reúne ambientes interligados, piscina, fogueira, forno de pizza ao ar livre e três suítes com portas de vidro totalmente abertas para a paisagem.
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Construção só aparece nos últimos metros do caminho
O acesso ao Onduli Enclave foi planejado para esconder a villa durante quase todo o trajeto. A construção somente se torna visível nos metros finais da chegada.
A proximidade é indicada por girafas esculpidas em metal e instaladas sobre um bloco de granito. O nome Onduli significa girafa no idioma local.
O projeto foi concebido por Trevor Nott, ex-ecologista do Parque Nacional de Etosha que se tornou designer autodidata. A inauguração ocorreu em 2024.
A construção utilizou materiais biodegradáveis encontrados na região, incluindo calcrete retirado de jazidas próximas e madeira proveniente de árvores mortas das matas ao redor. Os componentes foram reunidos gradualmente até formar a estrutura final.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações presentes no material fornecido sobre o Shipwreck Lodge e o Onduli Enclave, com dados, números e características dos projetos preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://exame.com/casual/
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

