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Inelegível e nos EUA, Eduardo Bolsonaro desiste de ser suplente ao Senado

Inelegível e nos EUA, Eduardo Bolsonaro desiste de ser suplente ao Senado

Eduardo Bolsonaro admite que votará em qualquer oposição a Lula na disputa eleitoral, mas não poupa Tarcísio de críticas. Foto: Gage Skidmore / Flickr

Inelegível por oito anos pós ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal na ação penal por coação no curso do julgamento da tentativa de golpe de Estado, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou que não irá disputar às eleições em outubro deste ano.

Autoexilado nos Estados Unidos desde março de 2025, o ex-deputado escreveu uma carta aos eleitores, publicada em seu perfil nas redes sociais, destacando os motivos para a escolha de não disputar nenhum cargo nesta eleição.

“Após ouvir advogados em quem confio e refletir profundamente sobre o atual cenário brasileiro, decidi não seguir adiante com o registro da chapa encabeçada pelo Deputado estadual e candidato a senador André Prado [PL], na qual eu ocuparia a posição de primeiro suplente”, destaca trecho. “Fui fortemente aconselhado a não criar qualquer circunstância que pudesse colocar em risco uma candidatura ao senado que considero estratégica para o futuro do Brasil”, acrescenta.

Nos bastidores, a desistência da candidatura de Eduardo já era tratada como certa pelo Partido Liberal, por quem se candidataria. A cúpula do partido trabalhava com a hipótese de “exclusão automática” do nome de Eduardo nas urnas por considerar a condenação, à altura ainda sendo julgada, como certa.

Após o anúncio de Eduardo, André Prado divulgou uma nota em que afirma ter recebido “com respeito” a decisão do ex-deputado. Com a saída do filho 02 de Bolsonaro da chapa, o ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy, será o primeiro suplente.

Da condenação ao Greencard

Por unanimidade, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação, no curso do processo que julgava o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao tentar pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações nos Estados Unidos.

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio político dentro da administração de Donald Trump para estimular sanções contra ministros do STF, restrições de vistos e medidas econômicas contra o Brasil. Com a condenação, Eduardo pode ser oficialmente considerado foragido da justiça brasileira.

Neste mês de julho, o governo dos Estados Unidos concedeu Green Card ao ex-deputado, que vive no país desde o início do ano passado. O documento permite que Eduardo passe a viver no território por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar no país.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Infomoney.

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