A Justiça Federal de Manhattan, em Nova York, autorizou nesta quarta-feira (8/7) a liberação da indenização de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 29,8 milhões) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá de pagar à escritora e jornalista E. Jean Carroll. O valor estava depositado em uma conta controlada pelo tribunal.
A decisão foi assinada pelo juiz Lewis Kaplan, que determinou a transferência da quantia, acrescida de juros, para Carroll. O dinheiro havia sido depositado por Trump enquanto a defesa tentava reverter a sentença.
Condenação por abuso sexual e difamação
- Em maio de 2023, um júri de Nova York concluiu que Trump era responsável por abuso sexual e difamação contra a escritora.
- Carroll afirmou que foi atacada pelo então empresário em uma loja de departamentos de Manhattan, em meados da década de 1990.
- Anos depois, ela entrou com uma segunda ação após Trump negar publicamente as acusações e afirmar que o caso era uma invenção.
- O presidente dos Estados Unidos sempre negou ter cometido o abuso.
Tentativas de barrar o pagamento
Antes da liberação dos recursos, Trump tentou adiar o pagamento e pediu que a Suprema Corte dos Estados Unidos analisasse novamente o caso. O pedido, no entanto, foi rejeitado. Com a nova decisão, o juiz autorizou a transferência do dinheiro para a escritora, encerrando a retenção dos valores pelo tribunal.
Após a ordem judicial, a equipe jurídica de Trump informou que continuará recorrendo. Em nota, um porta-voz classificou o processo como uma “caça às bruxas” e afirmou que o presidente seguirá contestando as decisões na Justiça.
Ainda nesta quarta-feira, a defesa apresentou um novo recurso contra a liberação da indenização. O caso já havia sido analisado por um tribunal federal de apelações, que manteve a decisão do júri e concluiu que não houve erros capazes de justificar a realização de um novo julgamento.
Além dessa ação, Trump também tenta reverter outra condenação movida por Carroll. Em 2024, um segundo júri determinou que ele pagasse cerca de US$ 84 milhões por novas declarações consideradas difamatórias contra a escritora.
A Corte de Apelações também rejeitou o recurso apresentado pela defesa nesse processo.

