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Justiça manda Trump pagar US$ 5,8 milhões a escritora por abuso sexual

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Justiça manda Trump pagar US$ 5,8 milhões a escritora por abuso sexual

A Justiça Federal de Manhattan, em Nova York, autorizou nesta quarta-feira (8/7) a liberação da indenização de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 29,8 milhões) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá de pagar à escritora e jornalista E. Jean Carroll. O valor estava depositado em uma conta controlada pelo tribunal.

A decisão foi assinada pelo juiz Lewis Kaplan, que determinou a transferência da quantia, acrescida de juros, para Carroll. O dinheiro havia sido depositado por Trump enquanto a defesa tentava reverter a sentença. 

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Escritora e jornalista, E. Jean Carroll acusa Trump de abuso sexual desde 2019

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Aos 82 anos, E. Jean Carroll voltou ao centro de uma disputa judicial nos EUA

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Autora de Not My Type, E. Jean Carroll detalhou embates contra Trump em novo livro

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Condenação por abuso sexual e difamação


Tentativas de barrar o pagamento

Antes da liberação dos recursos, Trump tentou adiar o pagamento e pediu que a Suprema Corte dos Estados Unidos analisasse novamente o caso. O pedido, no entanto, foi rejeitado. Com a nova decisão, o juiz autorizou a transferência do dinheiro para a escritora, encerrando a retenção dos valores pelo tribunal.

Após a ordem judicial, a equipe jurídica de Trump informou que continuará recorrendo. Em nota, um porta-voz classificou o processo como uma “caça às bruxas” e afirmou que o presidente seguirá contestando as decisões na Justiça.

Ainda nesta quarta-feira, a defesa apresentou um novo recurso contra a liberação da indenização. O caso já havia sido analisado por um tribunal federal de apelações, que manteve a decisão do júri e concluiu que não houve erros capazes de justificar a realização de um novo julgamento.

Além dessa ação, Trump também tenta reverter outra condenação movida por Carroll. Em 2024, um segundo júri determinou que ele pagasse cerca de US$ 84 milhões por novas declarações consideradas difamatórias contra a escritora.

A Corte de Apelações também rejeitou o recurso apresentado pela defesa nesse processo.

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