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Levantamento nacional destaca que sintomas do câncer colorretal já são conhecidos por grande parte dos brasileiros, porém a demora para procurar assistência médica permanece elevada, aumentando o risco de tratamentos mais complexos e menos eficazes

Levantamento nacional destaca que sintomas do câncer colorretal já são conhecidos por grande parte dos brasileiros, porém a demora para procurar assistência médica permanece elevada, aumentando o risco de tratamentos mais complexos e menos eficazes

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Levantamento nacional destaca que sintomas do câncer colorretal já são conhecidos por grande parte dos brasileiros, porém a demora para procurar assistência médica permanece elevada, aumentando o risco de tratamentos mais complexos e menos eficazes

Escrito por Hilton Libório

Publicado em 24/07/2026 às 11:48

Curiosidades

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Mulher com dor abdominal representa sintomas do câncer colorretal/ Imagem Ilustrativa

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Pesquisa revela falhas na busca por atendimento diante dos sintomas do câncer colorretal e reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção do câncer. 

Uma pesquisa realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus, mostra um contraste preocupante no comportamento dos brasileiros diante do câncer colorretal. Segundo matéria publicada pela CNN Brasil no dia 23 de julho de 2026, embora a maioria reconheça que sintomas como sangue nas fezes e alterações persistentes no funcionamento do intestino são sinais de alerta, muitas pessoas ainda deixam de procurar atendimento médico imediatamente.

O levantamento ouviu mais de 2 mil brasileiros em todas as regiões do país e revela que o conhecimento sobre os sintomas do câncer nem sempre resulta em uma atitude rápida. Esse atraso pode comprometer o diagnóstico precoce, reduzir as possibilidades de tratamento e aumentar o risco de complicações. O cenário ganha ainda mais relevância porque, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano durante o triênio 2026-2028, tornando a doença o segundo tipo de câncer mais incidente  no país.

Câncer colorretal preocupa, mas ainda parece distante da maioria dos brasileiros

Apesar da alta incidência da doença, o estudo mostra que o câncer colorretal ainda faz parte da realidade de poucos entrevistados. Apenas 21% afirmaram conhecer alguém que já recebeu esse diagnóstico, sendo 15% um familiar próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram nunca ter convivido com um paciente.

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Essa distância ajuda a explicar por que muitas pessoas ainda subestimam a importância da prevenção do câncer e da investigação médica logo nos primeiros sinais. Quando a doença não faz parte do cotidiano, a tendência é acreditar que o problema dificilmente acontecerá consigo.

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Sintomas do câncer são conhecidos, mas a reação ainda está longe do ideal

A pesquisa aponta que 8 em cada 10 brasileiros reconhecem como grave a presença de sangue nas fezes ou alterações no funcionamento do intestino por mais de um mês. Entre eles, 42% classificam esses sintomas como “muito graves”. 

O índice sobe para 44% entre pessoas que já tiveram contato próximo com alguém diagnosticado com a doença. Mesmo assim, a associação direta entre esses sinais e o câncer colorretal ainda não é totalmente consolidada.

O levantamento mostra que 67% concordam que esses sintomas podem indicar a doença, mas apenas 24% demonstram total convicção. Outros 43% concordam apenas de forma moderada. Esse resultado mostra que o conhecimento existe, mas ainda precisa ser fortalecido para incentivar a busca pelo diagnóstico precoce.

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Diagnóstico precoce depende de atitude rápida diante dos primeiros sinais

Reconhecer os sintomas é apenas o primeiro passo. O maior desafio é transformar essa percepção em ação.

Entre os entrevistados que disseram já ter percebido sangue nas fezes — um grupo equivalente a 9% da amostra — apenas 59% procuraram atendimento médico imediatamente. Os demais adotaram comportamentos que podem atrasar o diagnóstico precoce.

Segundo a pesquisa:

Especialistas do A.C.Camargo Cancer Center alertam que esse tipo de comportamento pode favorecer o avanço silencioso do câncer colorretal, reduzindo as chances de um tratamento menos agressivo.

Exame simples ainda é desconhecido e limita a prevenção do câncer

Outro dado que chamou atenção dos pesquisadores envolve o exame de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), uma ferramenta utilizada para identificar sinais da doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas do câncer.

Apesar da importância do exame, 67% dos brasileiros afirmaram nunca ter ouvido falar dele. Apenas 11% já realizaram o procedimento, enquanto 21% disseram conhecê-lo, mas nunca fizeram o teste.

O desconhecimento é ainda maior em alguns grupos:

Entre pessoas que já tiveram contato com o câncer colorretal, esse cenário muda. O percentual de desconhecimento cai para 56%, enquanto a realização do exame sobe para 21%. Entre quem nunca conviveu com a doença, apenas 8% fizeram o PSO. Esses números reforçam a importância da prevenção do câncer por meio de campanhas de informação e ampliação do acesso aos exames de rastreamento.

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Saúde intestinal exige atenção antes mesmo dos sintomas aparecerem

Os especialistas destacam que cuidar da saúde intestinal não significa apenas procurar um médico quando surgem sintomas. A prevenção começa muito antes e envolve hábitos capazes de reduzir diversos fatores de risco.

Entre as principais recomendações estão:

Esses hábitos contribuem para melhorar a saúde intestinal e fazem parte das estratégias de prevenção do câncer, embora não eliminem totalmente o risco de desenvolver a doença. Além disso, pessoas com histórico familiar devem conversar com o médico sobre a necessidade de iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação profissional.

Diferenças regionais mostram que o acesso à informação ainda é desigual

A pesquisa também identificou diferenças importantes entre os perfis dos entrevistados. Brasileiros com melhores condições financeiras apresentaram maior tendência de procurar atendimento imediatamente após perceber sangue nas fezes. Nesse grupo, 86% buscaram assistência médica sem demora.

Entre pessoas com mais de 60 anos, esse percentual chegou a 72%. O mesmo índice foi registrado entre moradores da Região Sudeste. As mulheres também demonstraram comportamento mais preventivo, com 63% procurando ajuda rapidamente, contra 54% dos homens.

Já entre moradores das regiões Norte e Centro-Oeste, 43% disseram que preferiram apenas esperar o sintoma passar antes de procurar atendimento. Esses dados mostram que fatores sociais, econômicos e regionais ainda influenciam diretamente a velocidade do diagnóstico precoce e o cuidado com a saúde intestinal.

Informação e prevenção continuam sendo as principais aliadas

O crescimento dos casos de câncer colorretal reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação de qualidade. A pesquisa mostra que muitos brasileiros já conseguem reconhecer os principais sintomas do câncer, mas ainda hesitam em procurar atendimento médico, comportamento que pode comprometer o tratamento.

Especialistas do A.C.Camargo Cancer Center reforçam que sinais como sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal frequente e perda de peso sem explicação devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Fortalecer a prevenção do câncer, incentivar o diagnóstico precoce e promover hábitos voltados à saúde intestinal continuam sendo as estratégias mais eficazes para reduzir o impacto da doença e aumentar as chances de cura.

Fonte

CNN Brasil


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Hilton Libório.

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