Na possibilidade dos Estados Unidos impor um novo “tarifaço” ao Brasil, o governo Lula traçou uma estratégia para neutralizar uma possível interferência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e manter as negociações no âmbito técnico.
Auxiliares de Lula disseram à coluna que, até o dia 15 de julho, o governo brasileiro trabalhará para evitar a tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros importados sem deixar que a tensão ideológica atrapalhe as negociações.
Segundo assessores presidenciais da área internacional, o próprio Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) afirmou repetidas vezes que “não quer a politização do tema, porque desqualifica o trabalho técnico”.
Diante desse posicionamento, o governo brasileiro concentra esforços na interlocução com a ala técnica da gestão americana, que inclui o Departamento de Comércio e diplomatas, tentando manter a ideologia fora do debate.
Com isso, seria possível aliviar a da pressão de setores do Departamento de Estado, comandado pelo secretário Marco Rubio, e ligados à família Bolsonaro.
Investidas de Flávio
O presidenciável do PL também se manifestou sobre o debate do novo “tarifaço”. Em uma em carta enviada Rubio, no início de junho, ele pede que o governo norte-americano não aplique tarifas sobre produtos brasileiros.
Em resposta a Flávio, o secretário lembrou a investigação conduzida pelo governo dos EUA sobre práticas adotadas pelo Brasil e afirmou que persistem divergências entre os dois países em temas econômicos e comerciais.

