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Lula quer manter viagens durante defeso e governo se adapta às regras

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Lula quer manter viagens durante defeso e governo se adapta às regras

A partir deste sábado (4/7), entram em vigor as restrições do chamado período de defeso eleitoral, no qual agentes e órgãos públicos ficam sujeitos a regras específicas sobre publicidade institucional.

As normas passam a valer exatamente três meses antes do primeiro turno das eleições, marcadas para 3 de outubro, e buscam evitar que candidatos usem da máquina pública para se beneficiar eleitoralmente.

Nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelerou a agenda para entregar ações e participar de inaugurações antes do encerramento do prazo. Nessa sexta-feira (3/7), ele promoveu um evento de anúncios simultâneos em 12 cidades, com participação de ministros, secretários e outras autoridades — incluindo aliados que vão concorrer às eleições. A cerimônia abrangeu áreas consideradas prioritárias para o governo: saúde, educação e habitação.

Apesar do início das restrições, o petista já sinalizou que não pretende diminuir o ritmo de agendas. Em evento no Rio Grande do Norte (RN), na quinta-feira (2/7), ele reclamou das regras impostas pela legislação eleitoral e chamou o veto a inaugurações de “papagaiada desgraçada”. Lula disse ainda que vai continuar viajando o país para visitar obras, o que não é proibido pela norma.

No entanto, o presidente terá de adotar um novo formato de agenda durante a fase pré-eleitoral. Discursos, por exemplo, ficarão fora do roteiro. A tendência é que ele passe a falar mais com a imprensa. Na próxima semana, o petista deve se reunir com sua equipe para acertar detalhes dessa nova etapa.


Regras eleitorais


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Presidente Lula discursa em evento

Ricardo Stuckert / PR

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Presidente Lula e a primeira-dama Janja

Ricardo Stuckert / PR

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Presidente Lula

Ricardo Stuckert/PR

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Luiz Inácio Lula da Silva, durante Visita ao Hospital Estadual do Litoral Norte

Ricardo Stuckert / PR

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Presidente Lula durante anúncio sobre a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte e entrega de veículos do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, em Alagoinhas – BA

Ricardo Stuckert/PR

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Presidente Lula durante anúncio sobre a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte e entrega de veículos do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, em Alagoinhas – BA

Ricardo Stuckert/PR

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Lula visita feira com produtos da agricultura familiar

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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Lula visita feira com produtos da agricultura familiar

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Ministérios restrigem atividades

No governo federal, ministérios começaram a se adaptar às novas regras desde a última semana, promovendo alterações em redes sociais, sites e prédios governamentais. As mudanças seguem um manual produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) com orientações para prevenir o descumprimento de regras eleitorais.

O documento alerta que, durante o período, podem ser divulgados apenas conteúdos meramente informativos ou de serviço ao cidadão. Além disso, orienta órgãos federais a arquivar posts ou suspender perfis nas redes sociais. A cartilha destaca ainda que agentes públicos devem evitar usar o horário de expediente para publicar conteúdos relacionados à campanha eleitoral.

“Também não é recomendável utilizar recursos públicos como Wi-Fi institucional, computadores, celulares funcionais ou qualquer infraestrutura de órgãos públicos para produzir, acessar ou divulgar material de campanha eleitoral”, diz o documento.

Até sexta, ministérios atualizaram seus canais com fotos de perfil sem a marca do governo federal, excluíram publicações e até criaram contas alternativas para divulgação de material informativo.

As pastas também tiraram do ar publicações feitas em sites desde o início do mandato. Até o conteúdo jornalístico produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) sobre ações que envolvem o governo foram suspensos temporariamente.

Segundo o órgão, a medida “faz parte do processo de revisão preventiva dos canais institucionais da Empresa, com o objetivo de adequar seus conteúdos e meios de comunicação às normas eleitorais aplicáveis durante o período de restrições”.

A expectativa é que, encerrado o período eleitoral, os canais oficiais voltarão a operar normalmente.

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