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Lula translúcida rara aparece com ovos em águas congelantes da Groenlândia e revela pela primeira vez detalhes surpreendentes de sua reprodução

Lula translúcida rara aparece com ovos em águas congelantes da Groenlândia e revela pela primeira vez detalhes surpreendentes de sua reprodução

4 min de leitura

Lula translúcida rara aparece com ovos em águas congelantes da Groenlândia e revela pela primeira vez detalhes surpreendentes de sua reprodução

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 24/07/2026 às 01:09

Curiosidades

Registro ilustrativo mostra uma lula translúcida da espécie Rossia moelleri próxima de ovos semelhantes a cachos de uvas, em águas polares profundas.

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Lula-de-cauda-curta-ártica foi filmada a 50 metros de profundidade, cercada por ovos semelhantes a cachos de uvas em água a −1,6 °C.

Uma observação inédita chamou a atenção de pesquisadores durante uma expedição científica realizada nas águas polares da Groenlândia.

Uma lula-de-cauda-curta-ártica, da espécie Rossia moelleri, foi registrada pela primeira vez próxima de seus próprios ovos no ambiente natural.

O encontro ocorreu no Atlântico Norte, perto do Parque Nacional do Nordeste da Groenlândia, durante uma missão de exploração marinha.

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Veja também

A filmagem revelou detalhes raros sobre a reprodução de uma espécie que ainda permanece pouco documentada pela ciência.

O estudo com os resultados foi publicado em 8 de julho de 2026 na revista científica Polar Biology.

Registro inédito revela animal em águas extremas

A lula observada media aproximadamente 10 centímetros de comprimento e apresentava um corpo parcialmente translúcido.

Sua coloração iridescente variava entre tons de roxo e laranja, criando um efeito visual incomum sob a iluminação do equipamento subaquático.

O animal foi encontrado a cerca de 50 metros de profundidade, em uma região onde a temperatura da água estava próxima de −1,6 °C.

Os pesquisadores identificaram três agrupamentos de ovos posicionados nas proximidades do cefalópode.

As estruturas apresentavam formato arredondado e lembravam pequenos cachos de uvas presos ao fundo marinho.

O registro mostrou, portanto, a lula e seus ovos em um dos ambientes mais frios e extremos do planeta.

Veículo remoto permitiu observar a lula

A descoberta ocorreu com o auxílio de um veículo subaquático operado remotamente, conhecido como ROV.

Esse equipamento é controlado à distância e permite explorar áreas profundas sem a necessidade da presença direta de mergulhadores.

As câmeras do veículo registraram o comportamento do animal, a disposição dos ovos e as condições do habitat.

A captação das imagens aconteceu durante uma expedição da missão científica Polar BLAST.

A viagem foi realizada em uma embarcação da Secret Atlas Micro Cruise Expedition.

O projeto também recebeu apoio da organização Yachts for Science, que disponibiliza embarcações privadas para estudos em regiões isoladas.

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Viviane Alves

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Descoberta amplia o conhecimento sobre a espécie

A ciência reconhece aproximadamente 68 espécies de lulas-de-cauda-curta.

Grande parte desses animais permanece pouco estudada, principalmente nas regiões polares e em águas mais profundas.

O novo registro oferece informações importantes sobre a distribuição geográfica, o comportamento e a reprodução da Rossia moelleri.

A observação também mostra como esse animal consegue sobreviver em temperaturas próximas ao congelamento.

Paige Maroni, pesquisadora da Universidade da Austrália Ocidental, destacou a resistência da vida marinha nessas condições.

Segundo a cientista, o encontro demonstra a capacidade de organismos delicados viverem em ambientes considerados extremamente hostis.

Cefalópodes ajudam a indicar mudanças ambientais

As lulas pertencem ao grupo dos cefalópodes, que também inclui polvos e sépias.

Esses animais reagem rapidamente às alterações em seus habitats e podem ajudar os cientistas a identificar transformações ambientais.

Mudanças na presença, no comportamento e na distribuição dessas espécies podem revelar alterações importantes nos ecossistemas marinhos.

O registro feito na Groenlândia cria, dessa maneira, uma referência para futuras observações científicas no Ártico.

Mudanças climáticas aumentam a relevância do estudo

O Ártico está entre as regiões que enfrentam algumas das maiores taxas de aquecimento do planeta.

O conhecimento sobre a biodiversidade local se torna essencial para avaliar a resistência desses ecossistemas.

Paige Maroni afirmou que até mesmo uma única observação confirmada pode fornecer informações científicas relevantes.

Um registro isolado pode revelar dados sobre reprodução, distribuição e adaptação das espécies polares.

Os pesquisadores também destacaram que o turismo de expedição pode apoiar pesquisas científicas de baixo impacto.

Esse modelo permite que embarcações particulares contribuam com estudos realizados em áreas remotas e pouco acessíveis.

Novas pesquisas ainda serão necessárias

A filmagem representa um avanço importante no conhecimento sobre a Rossia moelleri.

Novas investigações serão necessárias para compreender melhor seu comportamento, seu ciclo reprodutivo e sua ecologia.

O registro, porém, já documenta uma situação nunca observada anteriormente no habitat natural da espécie.

A descoberta também reforça a importância de explorar regiões polares pouco estudadas.

Fontes nominais: revista científica Polar Biology, Universidade da Austrália Ocidental, revista Discover, missão Polar BLAST, Secret Atlas e Yachts for Science.

O que mais chama sua atenção nesta descoberta: a aparência translúcida da lula, sua reprodução em água congelante ou a capacidade de sobreviver em um ambiente tão extremo? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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