Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Mãe de 11 filhos conclui mestrado em saúde mental aos 44 anos, participa da cerimônia com implante coclear após perder parte da audição e avança para a etapa de supervisão profissional necessária para se tornar psicoterapeuta licenciada, unindo formação clínica, conhecimento de língua de sinais e experiência prática com acessibilidade

Mãe de 11 filhos conclui mestrado em saúde mental aos 44 anos, participa da cerimônia com implante coclear após perder parte da audição e avança para a etapa de supervisão profissional necessária para se tornar psicoterapeuta licenciada, unindo formação clínica, conhecimento de língua de sinais e experiência prática com acessibilidade

6 min de leitura

Mãe de 11 filhos conclui mestrado em saúde mental aos 44 anos, participa da cerimônia com implante coclear após perder parte da audição e avança para a etapa de supervisão profissional necessária para se tornar psicoterapeuta licenciada, unindo formação clínica, conhecimento de língua de sinais e experiência prática com acessibilidade

Escrito por Carla Teles

Publicado em 27/07/2026 às 15:34

Curiosidades

Mãe de 11 filhos conclui mestrado em saúde mental, supera perda auditiva com implante coclear e busca se tornar psicoterapeuta licenciada.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

A mãe de 11 filhos Heather Porter concluiu mestrado em aconselhamento clínico de saúde mental na Grand Canyon University, no Arizona, após enfrentar perda auditiva. Aos 44 anos, participou da formatura com implante coclear, conhecimento de língua de sinais e planos de completar horas supervisionadas para obter licença profissional independente.

A mãe de 11 filhos Heather Porter concluiu aos 44 anos o mestrado em aconselhamento clínico de saúde mental na Grand Canyon University, em Phoenix, no estado norte-americano do Arizona. O diploma encerrou uma etapa marcada pela criação dos filhos, pela perda auditiva e pela necessidade de continuar estudando enquanto se adaptava ao uso de um implante coclear.

A história foi publicada pela revista People em 16 de maio de 2026. Porter participou da cerimônia de formatura em 29 de abril daquele ano, acompanhada por nove dos 11 filhos, e agora pretende cumprir as horas de atendimento supervisionado necessárias para buscar uma licença profissional independente como psicoterapeuta.

Perda auditiva começou durante a graduação

Os primeiros sinais apareceram em 2020, quando Heather Porter ainda cursava a graduação. Ela começou a ter dificuldade para compreender o que outras pessoas diziam, mas inicialmente não percebeu que o problema estava relacionado à audição.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Depois de uma avaliação médica, recebeu o diagnóstico de doença autoimune do ouvido interno, condição na qual o sistema imunológico ataca estruturas do ouvido. Segundo o relato, o médico previu que ela poderia perder completamente a audição em aproximadamente seis meses.

Mãe de 11 filhos precisou reorganizar a rotina

A perda auditiva aconteceu enquanto Porter cuidava de uma família numerosa e avançava na formação universitária. Seus filhos tinham entre 2 e 26 anos na época da entrevista, o que significa que a rotina doméstica reunia crianças pequenas, adolescentes e adultos jovens.

A mãe de 11 filhos afirmou que a situação foi difícil para toda a família, porque as mudanças na audição afetaram comunicação, estudos e atividades cotidianas. Mesmo assim, ela decidiu continuar o curso e buscar formas de adaptação.

Implante coclear ajudou temporariamente

Porter recebeu um implante coclear, dispositivo que estimula eletricamente estruturas do ouvido interno e envia sinais ao cérebro. O equipamento melhorou sua capacidade auditiva durante um período, permitindo que ela continuasse as atividades acadêmicas e familiares.

Depois de aproximadamente um ano e meio, porém, o dispositivo começou a apresentar problemas. Ela sentia dores de cabeça, suor em ambientes ruidosos e outros sintomas físicos que ainda não haviam sido associados diretamente ao implante.

Acidente ajudou a identificar falha no dispositivo

Os sintomas se intensificaram depois que Porter se envolveu em um acidente de carro. A piora levou a novas avaliações e ajudou os profissionais a identificar que o componente interno do implante estava funcionando de maneira inadequada.

O equipamento foi substituído em agosto de 2024. A troca ocorreu enquanto Porter permanecia matriculada no mestrado e continuava responsável pela criação dos filhos, exigindo nova adaptação em meio às obrigações acadêmicas.

Língua de sinais já fazia parte de sua formação

Antes de enfrentar a própria perda auditiva, Porter havia aprendido língua de sinais durante um curso universitário de música vocal. Esse conhecimento levou-a a trabalhar durante alguns anos como intérprete.

Ela interrompeu a atividade por volta dos 25 anos, período em que ela e o então marido adotaram quatro irmãos. A experiência anterior com sinais, porém, voltou a ter importância quando sua própria audição começou a diminuir.

Conhecimento ajudou filha com paralisia cerebral

Mãe de 11 filhos conclui mestrado em saúde mental, supera perda auditiva com implante coclear e busca se tornar psicoterapeuta licenciada.

A mais velha entre os quatro irmãos adotados não conseguia falar porque a paralisia cerebral afetava os músculos de sua boca. O conhecimento de língua de sinais permitiu que Porter ajudasse a filha a se comunicar.

A experiência uniu acessibilidade, maternidade e comunicação muito antes da formação em saúde mental. Posteriormente, a própria necessidade de usar diferentes recursos para compreender e ser compreendida ampliou sua relação prática com o tema.

Família cresceu depois de adoções e gestações

Porter e o então marido decidiram adotar após enfrentarem uma série de abortos espontâneos. Embora não planejassem aumentar a família tão rapidamente, optaram por acolher os quatro irmãos juntos para evitar que fossem separados.

Depois disso, Porter teve seis filhos biológicos e adotou outra criança em novembro de 2024, chegando ao total de 11. A fonte não detalha a situação atual de todos os filhos nem as circunstâncias da adoção mais recente.

Mestrado continuou mesmo nos períodos difíceis

Porter afirmou que não interrompeu a busca pelo mestrado mesmo quando a família cresceu e os problemas auditivos se tornaram mais intensos. Ela reconheceu que houve momentos de choro, desânimo e sensação de falta de esperança.

Segundo seu relato, o vínculo com os filhos ajudou a manter o objetivo. A mãe de 11 filhos atribuiu à relação familiar parte da força necessária para continuar estudando durante as dificuldades.

Nove filhos acompanharam a cerimônia

A conclusão do mestrado ocorreu em 29 de abril de 2026, durante a cerimônia da Grand Canyon University. Porter participou do evento utilizando o implante coclear e celebrou a formação diante de familiares.

Nove dos 11 filhos estavam presentes para acompanhar a entrega do diploma. A fonte não informa por que os outros dois não participaram, e não há elementos suficientes para fazer qualquer suposição sobre a ausência.

Formação foi voltada à saúde mental clínica

O curso concluído por Porter foi um mestrado em aconselhamento clínico de saúde mental. Essa formação prepara profissionais para trabalhar com avaliação, acompanhamento e apoio a pessoas que enfrentam dificuldades emocionais e psicológicas.

A conclusão do curso, entretanto, não significa que Porter já possa atuar de maneira completamente independente. Ela ainda precisa completar uma etapa de prática supervisionada antes de solicitar a licença profissional pretendida.

Horas supervisionadas são o próximo passo

Porter pretende cumprir as horas exigidas de atendimento sob supervisão profissional. Esse período permitirá que ela aplique o conhecimento acadêmico em situações clínicas acompanhadas por profissionais habilitados.

Depois de completar essa etapa e atender às demais exigências aplicáveis, ela espera tornar-se psicoterapeuta licenciada para trabalhar de forma independente. A fonte não informa quantas horas serão necessárias nem apresenta uma data prevista para a conclusão.

Planos incluem treinamento e trabalho internacional

A licença profissional é vista por Porter como uma etapa intermediária, e não como o objetivo final. Ela afirmou que pretende desenvolver treinamentos e realizar trabalhos internacionais no futuro.

A reportagem não detalha quais países, organizações ou públicos fariam parte desses projetos. Os planos permanecem como aspirações profissionais e ainda não foram apresentados como programas confirmados.

Experiência pessoal pode ampliar a prática clínica

A trajetória de Porter reúne contato com adoção, maternidade, deficiência auditiva, língua de sinais e formação em saúde mental. Essas experiências não substituem preparação técnica, mas podem influenciar sua compreensão sobre barreiras de comunicação e acessibilidade.

Sua vivência também mostra como pacientes com perda auditiva podem enfrentar dificuldades em espaços educacionais e de atendimento. Uma prática clínica acessível depende de recursos de comunicação adequados, formação profissional e respeito às necessidades de cada pessoa.

Conquista encerra uma etapa e inicia outra

O mestrado representa uma realização acadêmica, mas não encerra o processo profissional de Heather Porter. A mãe de 11 filhos agora precisa concluir a supervisão clínica antes de buscar a licença para atuar de maneira independente.

Ao participar da cerimônia com o implante coclear e parte da família presente, ela reuniu diferentes capítulos da própria história em um único momento. Você acredita que experiências pessoais com deficiência e acessibilidade podem contribuir para a formação de profissionais de saúde mental? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

Sair da versão mobile