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Maior peixe do mundo ganha câmeras nas nadadeiras por 24 horas, mergulha até 70 metros, persegue krill perto do fundo e entrega aos cientistas imagens inéditas que ajudaram a montar o mais abrangente catálogo da espécie, reunindo 36 comportamentos e seis formas de alimentação que ainda não eram conhecidas pela ciência

Maior peixe do mundo ganha câmeras nas nadadeiras por 24 horas, mergulha até 70 metros, persegue krill perto do fundo e entrega aos cientistas imagens inéditas que ajudaram a montar o mais abrangente catálogo da espécie, reunindo 36 comportamentos e seis formas de alimentação que ainda não eram conhecidas pela ciência

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Maior peixe do mundo ganha câmeras nas nadadeiras por 24 horas, mergulha até 70 metros, persegue krill perto do fundo e entrega aos cientistas imagens inéditas que ajudaram a montar o mais abrangente catálogo da espécie, reunindo 36 comportamentos e seis formas de alimentação que ainda não eram conhecidas pela ciência

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 29/07/2026 às 18:01

Ciência e Tecnologia

Imagem ilustrativa mostra um tubarão-baleia com uma pequena câmera científica na nadadeira enquanto captura krill abaixo da superfície.

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Equipamentos acompanharam cinco tubarões-baleia no recife de Ningaloo e revelaram como os animais procuram pequenas presas longe da superfície

Pesquisadores instalaram pequenas câmeras nas nadadeiras de tubarões-baleia para acompanhar como esses animais procuram alimento abaixo da superfície.

A tecnologia registrou os movimentos do maior peixe do planeta em diferentes profundidades. As imagens também revelaram estratégias de alimentação que a ciência ainda desconhecia.

Em 21 de julho de 2026, o Instituto Australiano de Ciência Marinha e a Universidade Murdoch divulgaram os resultados da pesquisa.

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A equipe identificou 36 comportamentos distintos e criou o catálogo mais abrangente já elaborado para a espécie. Entre as descobertas, os cientistas descreveram seis novas estratégias de alimentação.

O Instituto Australiano de Ciência Marinha e a Universidade Murdoch conduziram o trabalho. A revista científica Marine Biology publicou os resultados.

Câmeras acompanharam cinco tubarões-baleia na Austrália

Os pesquisadores acompanharam cinco tubarões-baleia encontrados no recife de Ningaloo, localizado na costa oeste da Austrália.

Durante o trabalho, a equipe fixou temporariamente uma pequena câmera na nadadeira dorsal de cada animal.

O equipamento registrava a visão frontal do tubarão e coletava informações detalhadas sobre seus movimentos. Dessa maneira, os cientistas acompanharam ações longe da superfície.

Após aproximadamente 24 horas, um mecanismo liberava automaticamente cada dispositivo. Assim, o equipamento não deixava nenhum material preso ao tubarão.

A tecnologia permitiu que a equipe observasse regiões onde o acompanhamento humano encontraria limitações.

Imagens mostraram perseguições a krill até perto do fundo

Os registros mostraram que os tubarões-baleia não procuram alimento apenas nas proximidades da superfície.

Alguns animais perseguiram krill e outras pequenas presas ao longo da coluna d’água. A busca também avançou por regiões próximas do fundo.

No local estudado, os tubarões-baleia alcançaram aproximadamente 70 metros de profundidade durante os mergulhos.

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Caio Aviz

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Em um dos comportamentos, o tubarão afundava lentamente com a boca aberta. Essa estratégia permitia capturar alimento com baixo gasto de energia.

Em outra situação, o animal nadava ativamente em direção ao fundo. Durante a descida, ele continuava capturando pequenas presas pelo caminho.

As imagens, portanto, revelaram diferentes maneiras de aproveitar o alimento disponível em várias profundidades. Os registros ampliaram o conhecimento sobre a alimentação da espécie.

Mudança climática pode alterar a distribuição do alimento

Os tubarões-baleia vivem em águas tropicais, onde as concentrações de alimento costumam aparecer de maneira irregular.

O aquecimento do oceano pode modificar a distribuição do plâncton. Consequentemente, os tubarões poderão encontrar concentrações de alimento ainda mais imprevisíveis.

Nesse cenário, diferentes estratégias de alimentação ajudam os animais a aproveitar os recursos disponíveis em cada profundidade.

A variedade identificada também explica como o maior peixe do planeta consegue sobreviver em ambientes com pouca oferta de alimento.

Você teria coragem de nadar ao lado de um tubarão-baleia enquanto uma câmera registra todos os movimentos do animal?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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