Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Mais de 2 mil voluntários trabalham em Varsóvia para libertar da rocha, milímetro a milímetro, o esqueleto de 1.300 quilos de um predador de 240 milhões de anos

Mais de 2 mil voluntários trabalham em Varsóvia para libertar da rocha, milímetro a milímetro, o esqueleto de 1.300 quilos de um predador de 240 milhões de anos

3 min de leitura

Mais de 2 mil voluntários trabalham em Varsóvia para libertar da rocha, milímetro a milímetro, o esqueleto de 1.300 quilos de um predador de 240 milhões de anos

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 23/07/2026 às 21:24

Ciência e Tecnologia

Assista o vídeo
Imagem: Ilustração

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Esqueleto de 1.300 quilos, descoberto no sul da Polônia em 2023, é preparado milímetro a milímetro diante do público e pode se tornar a maior peça da espécie exposta em um museu no mundo inteiro

Mais de 2.000 voluntários participam, em Varsóvia, da restauração de um Mastodontesaurus encontrado no sul da Polônia em 2023. O anfíbio pré-histórico viveu há cerca de 240 milhões de anos, alcançava quase seis metros e deixou um esqueleto de 1.300 quilos, considerado único por cientistas poloneses. As informações são da AP News.

Assista o vídeo

Mastodontesaurus é retirado da rocha milímetro a milímetro pelos voluntários

O trabalho ocorre em um laboratório cercado por paredes de vidro, instalado no térreo do Centro de Ciências Copérnico.

Visitantes acompanham a preparação dos ossos enquanto os voluntários usam cinzéis, pincéis, luz ultravioleta e equipamentos de proteção.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Cada osso precisa ser separado cuidadosamente da rocha que o envolve. Um cinzel pneumático quebra o material aos poucos, enquanto a iluminação ultravioleta ajuda a identificar o limite entre a estrutura fossilizada e a camada rochosa.

Os participantes não são geólogos nem paleontólogos. Entre eles estão gerentes, faxineiros e tatuadores, que recebem treinamento especial antes de realizar sessões de duas horas, sempre acompanhados por profissionais responsáveis pelo projeto.

Imagem: Reprodução

Esqueleto de 1.300 quilos pode se tornar peça única

O Mastodontesaurus foi um dos maiores anfíbios conhecidos. Ele viveu durante o Triássico Médio, período em que os primeiros dinossauros começavam a surgir, mas ainda não dominavam os ecossistemas terrestres.

O animal era um predador aquático de emboscada, alimentando-se principalmente de peixes e anfíbios menores.

Possuía cabeça larga e achatada, mandíbulas compridas e dentes cônicos, características que lhe davam aparência semelhante à de um crocodilo.

Segundo Tomasz Sulej, paleontólogo do Instituto de Paleobiologia da Academia Polonesa de Ciências, não há registro de outro esqueleto da espécie com tamanho semelhante.

Exemplares encontrados na Alemanha e na Rússia medem aproximadamente dois a três metros.

Quando restaurado, o fóssil deverá se tornar a maior peça desse tipo exposta em um museu no mundo. A apresentação pública está prevista para outubro ou novembro, no Museu Copérnico.

Imagem: Reprodução

Descoberta pode revelar uma estrutura corporal desconhecida

Sulej e Wojciech Pawlak, da Faculdade de Geologia da Universidade de Varsóvia, descobriram o esqueleto no sul da Polônia em 2023 e criaram o modelo de restauração com participação do público.

De acordo com Sulej, a estrutura corporal encontrada é diferente daquela conhecida até agora. Por isso, o exemplar poderá fornecer informações inéditas sobre a anatomia, as dimensões e a evolução do Mastodontesaurus.

O animal viveu após a maior extinção em massa conhecida e antes da expansão dos dinossauros. Para os envolvidos, trabalhar diretamente com os ossos também aproxima o público da história da vida na Terra e do trabalho científico realizado com fósseis.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas sobre o projeto do Centro de Ciências Copérnico, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://apnews.com/articl


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

Sair da versão mobile