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Máquina colossal de 100 metros e 3.500 toneladas começa a desaparecer sob Adelaide, opera dia e noite com até 20 trabalhadores em seu interior e abre o primeiro túnel de 4,5 quilômetros de uma obra de A$ 15,4 bilhões que promete cortar até 40 minutos das viagens e criar 78 quilômetros de rodovia sem interrupções

Máquina colossal de 100 metros e 3.500 toneladas começa a desaparecer sob Adelaide, opera dia e noite com até 20 trabalhadores em seu interior e abre o primeiro túnel de 4,5 quilômetros de uma obra de A$ 15,4 bilhões que promete cortar até 40 minutos das viagens e criar 78 quilômetros de rodovia sem interrupções

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Máquina colossal de 100 metros e 3.500 toneladas começa a desaparecer sob Adelaide, opera dia e noite com até 20 trabalhadores em seu interior e abre o primeiro túnel de 4,5 quilômetros de uma obra de A$ 15,4 bilhões que promete cortar até 40 minutos das viagens e criar 78 quilômetros de rodovia sem interrupções

Escrito por Carla Teles

Publicado em 27/07/2026 às 14:42

Construção

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Máquina colossal abre túnel de 4,5 quilômetros na South Road, em obra de A$ 15,4 bilhões que promete cortar viagens em até 40 minutos. Imagem: Ilustração

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A máquina colossal Mary iniciou em 1º de julho de 2026 a escavação do primeiro túnel sul do projeto River Torrens to Darlington. Com 15 metros de diâmetro, avanço diário de 8 a 10 metros e operação contínua, a TBM seguirá de Clovelly Park até Glandore sob a South Road.

Uma máquina colossal de aproximadamente 100 metros de comprimento e 3.500 toneladas começou a avançar sob Adelaide, capital da Austrália do Sul, para abrir o primeiro túnel rodoviário do projeto River Torrens to Darlington. Batizada de Mary, a tuneladora opera 24 horas por dia, sete dias por semana, com até 20 trabalhadores especializados em seu interior.

O início da escavação foi anunciado em comunicado conjunto dos governos da Austrália e da Austrália do Sul em 1º de julho de 2026. O marco representa a passagem da montagem para a operação subterrânea no projeto T2D, uma obra de A$ 15,4 bilhões destinada a completar o trecho final do Corredor Norte-Sul de Adelaide.

Máquina colossal começa a avançar sob a South Road

Mary iniciou a escavação no Distrito Sul do projeto, em Clovelly Park, com destino a Glandore. A máquina colossal será responsável por abrir o primeiro dos dois túneis paralelos do trecho sul, cada um com aproximadamente 4,5 quilômetros de extensão.

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O avanço previsto varia de 8 a 10 metros por dia, dependendo das condições encontradas no subsolo e das etapas operacionais. Enquanto a cabeça de corte rompe o terreno, a própria tuneladora instala a estrutura que formará o túnel atrás dela.

Estrutura pesa 3.500 toneladas

Imagem: T2D

Com cerca de 15 metros de diâmetro, Mary possui altura comparável à de uma construção de vários andares. Seu corpo se estende por aproximadamente 100 metros e reúne sistemas de escavação, transporte de material, instalação de revestimentos e controle operacional.

O peso total chega a aproximadamente 3.500 toneladas. A escala transforma a máquina colossal em uma fábrica subterrânea móvel, capaz de escavar, retirar o solo e preparar a passagem rodoviária durante uma operação praticamente contínua.

Até 20 trabalhadores permanecem dentro da máquina

A tuneladora opera durante as 24 horas do dia e pode receber até 20 profissionais especializados em seu interior a qualquer momento. As equipes acompanham os equipamentos, a direção da escavação, a retirada do material e a instalação dos segmentos estruturais.

Trabalhar dentro da máquina exige coordenação entre diferentes funções, porque o avanço não depende apenas da cabeça de corte. A operação reúne atividades mecânicas, elétricas, logísticas e de engenharia em um espaço que se desloca lentamente sob a cidade.

Mary foi montada peça por peça em Adelaide

Os primeiros componentes da tuneladora chegaram a Adelaide em outubro de 2025. A cabeça de corte foi transportada dividida em cinco partes, sendo que a seção central pesava aproximadamente 175 toneladas e possuía cerca de 9 metros de diâmetro.

Depois do transporte até Clovelly Park, as peças foram içadas para a caixa de lançamento com um guindaste-pórtico de 500 toneladas. Meses de montagem foram necessários antes que a máquina colossal pudesse iniciar sua jornada subterrânea em julho de 2026.

Primeiro túnel terá 4,5 quilômetros

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Mary seguirá de Clovelly Park até Glandore, construindo uma das passagens do conjunto chamado Southern Tunnels. O trecho sul será formado por dois túneis paralelos com aproximadamente 4,5 quilômetros cada.

A segunda passagem será escavada pela tuneladora Catherine, que também partirá da área sul do projeto. As duas estruturas subterrâneas permitirão separar os sentidos de circulação e retirar parte do tráfego da superfície.

Três tuneladoras trabalharão no mesmo projeto

Além de Mary e Catherine, uma terceira máquina de grande porte, chamada Elizabeth, será utilizada no setor norte. Ela partirá da área central norte, em Hilton, para construir os túneis de aproximadamente 2,2 quilômetros.

O uso das três máquinas permitirá executar os túneis do norte e do sul simultaneamente. O T2D será o primeiro projeto rodoviário australiano com três tuneladoras desse porte operando ao mesmo tempo, conforme as informações oficiais do empreendimento.

Nomes homenageiam sufragistas da Austrália do Sul

As três tuneladoras foram batizadas em homenagem a mulheres ligadas ao movimento sufragista da Austrália do Sul. Mary homenageia Mary Lee, enquanto Catherine recebeu o nome de Catherine Helen Spence e Elizabeth recorda Elizabeth Webb Nicholls.

A escolha conecta a obra de infraestrutura à história política do estado. Os nomes reconhecem mulheres que participaram da luta por direitos e ajudaram a transformar a sociedade sul-australiana.

Projeto custa A$ 15,4 bilhões

O River Torrens to Darlington possui investimento total anunciado de A$ 15,4 bilhões. O governo australiano e o governo da Austrália do Sul comprometeram-se a destinar A$ 7,7 bilhões cada um ao empreendimento.

O T2D é apresentado como o maior projeto de infraestrutura já realizado na Austrália do Sul. A obra reúne túneis, intervenções de superfície, conexões rodoviárias e sistemas necessários para manter o tráfego em movimento sem os cruzamentos atuais.

Trecho final terá 10,5 quilômetros

O projeto abrange os 10,5 quilômetros finais do Corredor Norte-Sul. A intervenção ligará o Rio Torrens a Darlington por meio dos túneis do norte, dos túneis do sul e de um trecho aberto de autoestrada entre eles.

Quando estiver concluído, esse segmento eliminará a última interrupção do corredor. A intenção é transformar a South Road em uma rota contínua ao longo de Adelaide, reduzindo paradas e conflitos com o tráfego local.

Motoristas poderão evitar 21 semáforos

O novo traçado permitirá que os veículos contornem 21 conjuntos de semáforos existentes entre o Rio Torrens e Darlington. Atualmente, essas interrupções aumentam o tempo de viagem e contribuem para congestionamentos nos horários de maior movimento.

Com parte do fluxo transferida para os túneis, as autoridades esperam liberar as vias locais para moradores e deslocamentos de menor distância. A separação entre o tráfego de passagem e o movimento dos bairros é um dos principais objetivos do projeto.

Economia pode chegar a 40 minutos

O governo afirma que a nova configuração poderá reduzir em até 40 minutos o tempo das viagens durante os horários de pico. Esse resultado dependerá da origem, do destino e das condições de circulação enfrentadas por cada motorista.

A economia máxima não representa necessariamente todos os trajetos realizados na região. Ainda assim, retirar 21 semáforos de uma ligação estratégica pode alterar significativamente a previsibilidade das viagens entre o norte e o sul de Adelaide.

Corredor alcançará 78 quilômetros sem interrupções

A conclusão do T2D deverá formar uma rodovia contínua de 78 quilômetros entre Gawler e Old Noarlunga. O percurso será livre de semáforos e permitirá atravessar a área metropolitana sem as paradas atualmente existentes no trecho final.

Esse corredor reunirá obras realizadas ao longo de diferentes períodos. A máquina colossal que começou a escavar em julho de 2026 atua justamente na peça que faltava para conectar toda a rota.

Obra deverá seguir até 2031

A conclusão da South Road sem interrupções está prevista para 2031. Até lá, Mary, Catherine e Elizabeth precisarão escavar os túneis, enquanto equipes na superfície executarão portais, conexões, estruturas viárias e outras intervenções.

O cronograma ainda envolve anos de construção, testes e integração dos diferentes trechos. O início da escavação não significa que a rodovia está próxima de abrir, mas confirma que uma das etapas mais complexas já deixou o planejamento e começou no subsolo.

Mary pode ser acompanhada por rastreador digital

Com a escavação em andamento, o projeto disponibilizou um rastreador digital para mostrar a localização aproximada da tuneladora. A ferramenta deverá receber atualizações regulares durante o avanço de Mary.

Catherine e Elizabeth também serão incluídas quando iniciarem suas respectivas jornadas. O sistema permite que a população acompanhe uma obra que, depois da entrada das máquinas no terreno, permanece praticamente invisível a partir da superfície.

Gigante subterrânea abre novo capítulo em Adelaide

O início da operação de Mary representa o primeiro grande trabalho de escavação de um túnel rodoviário subterrâneo na Austrália do Sul. A máquina colossal deverá avançar lentamente durante meses, levando trabalhadores, equipamentos e estruturas para baixo de uma das vias mais movimentadas de Adelaide.

Ao final, o objetivo é entregar uma ligação contínua, retirar semáforos do trajeto e reduzir o tempo perdido no trânsito. Você se sentiria seguro sabendo que uma máquina de 3.500 toneladas trabalha dia e noite sob uma avenida movimentada? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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