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Matheus Avelar e Bruno construíram oito kitnets em contêineres aos poucos, ajustaram camas e estrutura conforme a procura dos hóspedes e apresentaram um faturamento de R$ 33.468,08 em apenas 31 dias de funcionamento,

Matheus Avelar e Bruno construíram oito kitnets em contêineres aos poucos, ajustaram camas e estrutura conforme a procura dos hóspedes e apresentaram um faturamento de R$ 33.468,08 em apenas 31 dias de funcionamento,

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Matheus Avelar e Bruno construíram oito kitnets em contêineres aos poucos, ajustaram camas e estrutura conforme a procura dos hóspedes e apresentaram um faturamento de R$ 33.468,08 em apenas 31 dias de funcionamento,

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 22/07/2026 às 18:19

Economia

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Empreendimento construído aos poucos reúne oito kitnets automatizadas, aposta em localização privilegiada e hóspedes recorrentes e alcança R$ 33.468,08 em faturamento durante 31 dias de operação.

Um empreendimento formado por oito kitnets construídas em contêineres registrou faturamento de R$ 33.468,08 durante 31 dias. Os números e as estratégias do negócio foram apresentados em vídeo publicado em 16 de julho pelo canal Matheus Avelar – Renda Passiva. O vídeo está disponível neste link.

O projeto pertence a Matheus Avelar e ao sócio Bruno. Segundo eles, a construção aconteceu gradualmente durante quase um ano: inicialmente foram entregues quatro unidades, depois outras duas e, finalmente, mais duas, completando a ocupação planejada para o terreno.

Além das oito kitnets, Bruno afirmou administrar 12 apartamentos e quatro casas destinadas à locação. Com isso, ele chegou a 24 unidades de hospedagem e moradia sob sua gestão.

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Durante o vídeo, os sócios fizeram um passeio pelo empreendimento e mostraram características das acomodações. Também abriram números de faturamento, ocupação, valor médio das diárias e lucro de algumas unidades.

Kitnets foram adaptadas conforme a procura dos hóspedes

As primeiras quatro kitnets serviram como uma espécie de teste para os proprietários. Duas receberam camas de casal, enquanto as outras duas foram equipadas com duas camas de solteiro.

Com o funcionamento do negócio, os responsáveis perceberam que as acomodações com cama de casal apresentavam uma procura maior. Por isso, as quatro unidades construídas posteriormente receberam esse tipo de cama.

Atualmente, o empreendimento possui seis kitnets com cama de casal e duas com camas de solteiro. Conforme relatado no vídeo, as unidades com camas separadas atendem principalmente trabalhadores enviados por empresas para prestar serviços temporários na cidade.

Esse público costuma permanecer durante os dias úteis, enquanto as unidades de casal também atraem pessoas que viajam sozinhas. Segundo os sócios, mesmo hóspedes individuais frequentemente preferem camas maiores.

Uma das kitnets com duas camas de solteiro, chamada Canadá, teve o menor faturamento do período apresentado. Ela permaneceu desocupada durante 14 dias e gerou receita de R$ 2.883,98, com diária média de R$ 165,70.

Na outra ponta apareceu a unidade Austrália, equipada com cama de casal. Ela faturou R$ 5.423,50 e ficou disponível por somente quatro dos 31 dias analisados. A diária média foi de R$ 181,08, enquanto o lucro informado chegou a R$ 3.810.

Os valores de faturamento apresentados pelos proprietários já consideravam o desconto das comissões cobradas pelas plataformas de reservas.

Localização foi considerada decisiva para o negócio

As kitnets estão instaladas em um terreno alugado que, de acordo com os responsáveis pelo projeto, estaria avaliado em aproximadamente R$ 2 milhões. A decisão de alugar o espaço evitou a necessidade de investir esse valor na compra do imóvel.

O empreendimento fica próximo a uma das ruas mais movimentadas da cidade, a cerca de 100 metros do parque de exposições. Nas proximidades também existem hospital, faculdade, supermercados e restaurantes.

Para Matheus e Bruno, a localização precisa ser analisada antes da construção. Um terreno barato, mas afastado das áreas que atraem visitantes, pode reduzir a ocupação e comprometer o resultado financeiro das kitnets.

Automação reduz necessidade de atendimento presencial

O sistema de entrada funciona por meio de cofres instalados ao lado das portas. Cada hóspede recebe uma senha para retirar a chave e consegue entrar sem encontrar presencialmente o proprietário ou um funcionário.

A presença ou ausência da chave também ajuda a equipe de limpeza a identificar se a acomodação foi liberada. Segundo os administradores, pelo menos 64 hóspedes passaram pelas oito unidades durante o período de 31 dias, sem necessidade de recepção presencial.

As áreas comuns também receberam automação. Parte da iluminação utiliza sensores de presença, enquanto outras luzes são controladas por fotocélulas, ligando automaticamente quando anoitece.

Os sócios defendem que essas pequenas soluções diminuem a necessidade de mão de obra e tornam a operação mais simples. Entretanto, afirmam que o atendimento digital precisa funcionar rapidamente.

Bruno contou que perguntas demoradas podem resultar na perda de reservas. Na avaliação dele, vazamentos, defeitos em eletrodomésticos e outros imprevistos podem acontecer, mas a rapidez para resolver cada problema influencia diretamente a avaliação deixada pelo hóspede.

Reservas diretas representaram a maior parte da receita

Dos aproximadamente R$ 33 mil faturados, cerca de R$ 24 mil vieram de pagamentos via Pix. Outros R$ 2,5 mil foram obtidos por reservas realizadas no Booking, enquanto aproximadamente R$ 6,1 mil tiveram origem no Airbnb.

Os administradores usam as plataformas principalmente para conquistar novos clientes. Depois da primeira estadia, procuram manter o contato pelo WhatsApp ou por canais próprios, criando uma carteira de hóspedes recorrentes.

Um deles, segundo o relato, já teria se hospedado 79 vezes no empreendimento. Para os sócios, essa recorrência reduz a dependência das plataformas e facilita novas reservas.

As kitnets ainda oferecem lavanderia compartilhada, produtos para lavagem de roupas, papel higiênico, sabonete líquido e secadores de cabelo. Há também um freezer com bebidas vendidas por autoatendimento e pagamento via QR Code.

Apesar de apresentarem o negócio como uma fonte de renda, Matheus e Bruno ressaltaram que a operação exige disponibilidade, limpeza, manutenção e atendimento constante.

Eles também recomendaram que quem começa com uma ou duas unidades mantenha planos de expansão, pois uma estrutura maior facilita a contratação de funcionários e a divisão dos custos operacionais.

Assista o vídeo


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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