5 min de leitura
Mistério se aprofunda em ponto paranormal de Utah após pesquisadores encontrarem fragmentos e sinais de uma anomalia enterrada de 122 metros associada a relatos de OVNIs
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 29/07/2026 às 22:36
Curiosidades
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Testes encontraram diferenças químicas e estruturais em materiais recolhidos durante perfurações no Skinwalker Ranch, em Utah, enquanto radares indicaram anomalias subterrâneas; até agora, nenhuma nave ou estrutura artificial foi retirada do local.
Fragmentos encontrados durante perfurações no Skinwalker Ranch, propriedade de 512 acres no nordeste de Utah, nos Estados Unidos, levantaram novas perguntas sobre uma anomalia subterrânea investigada há anos. Apesar das especulações, nenhuma evidência comprova a existência de tecnologia extraterrestre sob o terreno.
Os resultados foram apresentados na sétima temporada de The Secret of Skinwalker Ranch, produção televisiva que acompanha os trabalhos realizados na propriedade.
Entre maio e julho de 2026, a equipe utilizou perfuratrizes, radar de penetração no solo e equipamentos laboratoriais para estudar diferentes pontos da formação rochosa conhecida como Mesa.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Durante as operações, foram recolhidos pequenos fragmentos metálicos e materiais inicialmente classificados como cerâmicos. Algumas amostras apresentaram características diferentes quando submetidas a luz ultravioleta, espectroscopia infravermelha e microscopia eletrônica.
Essas constatações confirmam apenas que os fragmentos possuem composições e estruturas distintas. Não demonstram que sejam partes de uma nave, equipamento aeroespacial ou objeto de origem não humana.
Radar indicou anomalia extensa no interior da Mesa
A busca ganhou força depois que levantamentos com radar de penetração no solo foram interpretados pela equipe como possível indicação de uma estrutura de grandes dimensões dentro da Mesa.
Uma das estimativas apresentadas no programa mencionou uma anomalia com aproximadamente 400 pés, equivalentes a cerca de 122 metros.
O radar, contudo, não produz uma imagem fotográfica do interior do terreno. O equipamento registra diferenças na maneira como as ondas eletromagnéticas se propagam e retornam através das camadas subterrâneas.
Essas diferenças podem indicar mudanças geológicas, fraturas, cavidades ou materiais com propriedades distintas. Portanto, a dimensão calculada representa uma interpretação dos sinais, e não a medição direta de uma estrutura artificial.
Durante novas perfurações, a equipe relatou resistência em determinados pontos, ruídos de atrito e dificuldade para fazer as brocas avançarem. Pequenas partículas metálicas também foram encontradas entre os resíduos retirados dos furos.
O material, porém, ainda não foi vinculado de maneira conclusiva à grande anomalia detectada pelo radar. As partículas podem ter diferentes origens, incluindo formações naturais, materiais antigos presentes no terreno ou desgaste do próprio equipamento utilizado na perfuração.
Fragmentos classificados como tipos A e B passaram por testes
Os pesquisadores separaram as amostras em dois grupos, chamados de tipos A e B. Os materiais apresentaram respostas diferentes sob luz ultravioleta e durante análises laboratoriais.
O tipo A mostrou indícios de ligações químicas que, segundo os participantes do programa, poderiam permitir uma tentativa futura de datação por carbono. Já o tipo B refletiu a luz de forma distinta e não apresentou o mesmo sinal relacionado ao carbono.
A existência dessas ligações não estabelece automaticamente a idade do material. O resultado apenas pode indicar a presença de componentes que, dependendo da quantidade, da conservação e do risco de contaminação, poderiam ser encaminhados para outro procedimento de datação.
Os fragmentos também foram examinados em microscópio eletrônico de varredura. Algumas imagens revelaram linhas cruzadas e uma superfície porosa, interpretadas pela equipe como possíveis sinais de fabricação.
Mesmo que a origem artificial seja confirmada, marcas regulares não estabelecem relação com tecnologia extraterrestre. Elas também podem estar presentes em cerâmicas, revestimentos, peças industriais e materiais de construção produzidos por seres humanos.
Teste anterior não conseguiu determinar a idade
Uma das amostras do tipo A foi enviada para análise por termoluminescência, técnica normalmente aplicada a objetos que foram aquecidos durante sua fabricação. O objetivo era estimar quando o material teria passado por esse processo.
O teste não conseguiu determinar a idade porque, segundo os resultados apresentados no programa, a peça aparentemente não havia sido produzida por queima. A composição foi descrita como semelhante à de um material à base de gesso, contrariando a classificação inicial de cerâmica convencional.
A impossibilidade de obter uma data significa que alegações de que os fragmentos teriam milhares de anos continuam sem comprovação. Uma nova tentativa dependeria de outro método e da existência de material adequado para análise.
A hipótese de que uma das amostras apresentaria comportamento semelhante à autorregeneração também permanece sem confirmação independente. O efeito foi observado depois que mudanças apareceram na superfície durante a exposição ao feixe de elétrons do microscópio.
Para demonstrar que houve regeneração real, seria necessário repetir o experimento sob condições controladas, registrar continuamente a mesma área e descartar alterações de foco, carregamento elétrico, ampliação ou processamento da imagem.
Episódios foram exibidos entre maio e julho de 2026
O History Channel informa que a sétima temporada começou em 19 de maio de 2026. O primeiro episódio apresentou testes em materiais extraídos da Mesa.
Em 26 de maio, a produção exibiu um experimento descrito como evidência de objetos enterrados. Em 2 de junho, começou uma nova operação de perfuração. Os testes laboratoriais e levantamentos posteriores foram distribuídos pelos episódios seguintes.
A reportagem do Daily Mail reuniu essas descobertas e destacou a possibilidade de os fragmentos estarem associados à anomalia subterrânea. A própria investigação, entretanto, ainda não identificou o que existe dentro da formação.
Governo dos EUA investigou relatos no local
O interesse no Skinwalker Ranch não começou com a série. Quando a propriedade pertencia ao empresário aeroespacial Robert Bigelow, ela foi incluída em pesquisas relacionadas ao Advanced Aerospace Weapons System Application Program, o AAWSAP.
De acordo com o relatório histórico do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, o AARO, o programa recebeu US$ 22 milhões e funcionou oficialmente entre 2009 e 2012.
O documento afirma que o contratado realizou pesquisas sobre relatos de UFOs e atividades paranormais em uma propriedade de Utah. Esse trabalho específico não havia sido solicitado nem autorizado formalmente pela Agência de Inteligência de Defesa.
O AARO também informou que os trabalhos científicos produzidos pelo programa não passaram por revisão rigorosa. O AAWSAP foi encerrado em 2012 diante de preocupações do Departamento de Defesa sobre o mérito e a utilidade dos resultados.
Até o momento, as perfurações confirmaram a existência de materiais diferentes e sinais subterrâneos ainda sem explicação conclusiva. Nenhum objeto de 122 metros foi exposto, nenhuma nave foi retirada da Mesa e nenhum fragmento foi identificado cientificamente como tecnologia extraterrestre.
Tags
EUAUTAH
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

