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Montadora chinesa ganha de presente do governo terreno público de 1,7 milhão de m² para erguer fábrica de R$ 5 bilhões, capaz de produzir 200 mil carros por ano e gerar até 10 mil empregos

Montadora chinesa ganha de presente do governo terreno público de 1,7 milhão de m² para erguer fábrica de R$ 5 bilhões, capaz de produzir 200 mil carros por ano e gerar até 10 mil empregos

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Montadora chinesa ganha de presente do governo terreno público de 1,7 milhão de m² para erguer fábrica de R$ 5 bilhões, capaz de produzir 200 mil carros por ano e gerar até 10 mil empregos

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 30/07/2026 às 15:39

Atualizado em 30/07/2026 às 15:40

Economia

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Terreno público, investimento bilionário e uma nova fábrica colocam Aracruz no centro da expansão da GWM no Brasil, em um projeto que combina produção automotiva, infraestrutura logística, geração de empregos, formação profissional e exigências ambientais para viabilizar a operação prevista no Espírito Santo.

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou, em 29 de junho de 2026, a doação de 1,74 milhão de metros quadrados em Aracruz para a Great Wall Motors construir sua segunda fábrica brasileira, com investimento estimado em R$ 4,6 bilhões.

Localizado em Barra do Riacho, às margens da ES-257 e dentro da área do Parklog/ES, o complexo deverá reunir unidades produtivas, estruturas logísticas, infraestrutura associada e espaço para ampliações, alcançando capacidade máxima anunciada de 200 mil veículos por ano.

Embora o anúncio mencione cerca de R$ 5 bilhões, o valor oficial informado para o empreendimento é de R$ 4,6 bilhões, enquanto a projeção de até 10 mil empregos considera vagas diretas e indiretas na operação plena.

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Área da GWM terá destinação industrial em Aracruz

Vinculada à instalação de unidades produtivas, áreas logísticas, infraestrutura associada e futuras expansões, a autorização define o uso industrial do terreno entregue à montadora e condiciona a transferência à implantação do complexo automotivo planejado no Norte do Espírito Santo.

Além da área destinada à GWM, o projeto reserva 79,5 mil metros quadrados ao município de Aracruz, onde deverão ser implantadas estruturas públicas relacionadas ao Parklog/ES, iniciativa voltada à integração de projetos portuários, ferroviários, rodoviários, aeroportuários e exportadores.

Durante a votação, parlamentares ressaltaram o potencial econômico da fábrica, mas também cobraram fiscalização das contrapartidas, proteção ambiental, atenção às comunidades tradicionais e prioridade para trabalhadores locais tanto na qualificação profissional quanto no preenchimento das futuras oportunidades de emprego.

Primeira fase da fábrica terá capacidade menor

Na etapa inicial, a planta deverá produzir até 100 mil veículos por ano, receber entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,9 bilhões e alcançar potencial de até 5 mil empregos, conforme os dados apresentados ao Legislativo capixaba.

Prevista para 2029, a inauguração dependerá do licenciamento ambiental, dos estudos técnicos, da preparação do terreno e da execução das obras, enquanto a ampliação para 200 mil unidades anuais deverá ocorrer a partir de 2030.

Depois da cerimônia de lançamento, realizada em 30 de junho de 2026, o projeto entrou na fase de planejamento industrial, organização da área, levantamentos técnicos e articulações com instituições de ensino voltadas à qualificação dos profissionais que poderão atuar na unidade.

Preparada para diferentes tecnologias automotivas, a nova fábrica seguirá a estratégia multienergia da GWM, embora ainda não exista uma relação pública completa dos modelos que serão produzidos em Aracruz quando a operação industrial estiver efetivamente iniciada.

Empregos na GWM dependem do avanço do projeto

No cenário de funcionamento pleno, os até 10 mil empregos incluem postos diretos e indiretos, enquanto a implantação deverá mobilizar primeiro trabalhadores da construção, fornecedores, prestadores de serviços e equipes responsáveis pela preparação da infraestrutura industrial do complexo.

Quando a produção começar, a demanda deverá abranger funções operacionais, técnicas e de engenharia, conforme a complexidade da manufatura e da adaptação dos veículos, mas a empresa ainda não divulgou calendário detalhado de contratações nem distribuição das vagas por função.

Por depender do ritmo das obras e da expansão produtiva, o impacto econômico também poderá alcançar fornecedores e empresas de serviços ligados a peças, manutenção, transporte, armazenagem e suporte operacional necessários ao funcionamento contínuo da futura fábrica capixaba.

Como parte da preparação anunciada para a unidade, parcerias com instituições de ensino deverão apoiar a formação de mão de obra especializada, capaz de atuar em processos industriais modernos e atender diferentes níveis de qualificação exigidos pela operação automotiva.

Logística de Aracruz pesou na escolha da GWM

A posição costeira do município, a proximidade de mercados consumidores e a conexão com estruturas de transporte pesaram na escolha, segundo a GWM, porque facilitam o recebimento de insumos e a futura distribuição de veículos dentro e fora do país.

Integrada ao plano de R$ 10 bilhões da companhia para o Brasil em dez anos, a fábrica capixaba deverá atender primeiro ao mercado nacional e, posteriormente, poderá abastecer Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai, na América Latina.

Agora, com o terreno autorizado, o empreendimento concentra-se nas licenças ambientais, nos estudos de engenharia, na preparação física da área e na montagem da estrutura produtiva, etapas que determinarão se a inauguração prevista para 2029 será mantida.

Até que ponto a doação de uma área pública pode acelerar a industrialização regional sem enfraquecer a transparência, a fiscalização das contrapartidas e a proteção das comunidades afetadas pela chegada de um complexo automotivo desse porte?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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