A morte da jornalista da Record Brasília, Érika Leal, de 47 anos, gerou grande comoção entre emissoras, entidades, colegas de profissão e familiares, que se despediram por meio das redes sociais. Ela morreu na terça-feira (7/7) após passar cerca de dois meses internada em decorrência de um acidente doméstico, o qual teria sofrido queimaduras. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
A Record, emissora que foi casa de Érika por oito anos, homenageou a jornalista que fazia parte da equipe.
“Sua partida deixa uma lacuna no jornalismo e entre todos que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado. Neste momento de profunda tristeza, a Record Brasília se solidariza com familiares e amigos e agradece por toda a contribuição de Érika ao jornalismo e à nossa equipe. Seu legado permanecerá vivo em nossa história”, disse a emissora.
“Sua partida deixa um vazio entre colegas, amigos e familiares, que guardam a lembrança de uma profissional talentosa, generosa e apaixonada pelo jornalismo”, completou a emissora em nota.
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF) e a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira), que Érika fez parte, também se pronunciaram sobre a morte repentina.
“Sua partida abre uma lacuna na cobertura de imprensa comprometida com a qualidade da informação e com o mais digno humanismo de uma mulher e profissional negra de inestimável valor. Uma perda para a sociedade e o jornalismo do DF”, disseram as entidades em nota conjunta.
Colegas de cobertura jornalística também usaram as redes sociais para homenagear a jornalista.
Repórter e apresentador da Globo Brasília, Geraldo Beckher publicou a última conversa com a jornalista. “Que baque essa partida tão repentina. Irei sempre lembrar da sua generosidade e seu sorriso contagiante”, disse o jornalista.
Ela deixa duas filhas, de 19 e 17 anos.
Morte após acidente doméstico
Segundo relatos de amigos e familiares compartilhados nas redes sociais, Érika participava de uma celebração quando sofreu queimaduras provocadas por uma fogueira. Ela teria tido mais de 60% do corpo atingido e ficou internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Érika atuava há sete anos como repórter da Record Brasília e, ao longo da carreira, trabalhou em diferentes áreas do jornalismo, como televisão, rádio, web, jornal e assessoria de imprensa.
Além da Record, Érika atuou na TV Band, na Tribuna do Brasil, no Jornal de Brasília e na Rádio CBN, também em Brasília.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Interpretação e Tradução de Idiomas pela University of Westminster, na Inglaterra, Érika Leal se mudou para o Distrito Federal para cobrir os assuntos dos Três Poderes e do dia a dia da capital federal.

