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Mosaico romano de 8,6 m² é desenterrado por acaso durante a abertura de um poço dentro de casa na Síria, a 2,5 metros do chão, e revela a deusa da sorte ao lado de uma inscrição grega que deseja “boa fortuna”

Mosaico romano de 8,6 m² é desenterrado por acaso durante a abertura de um poço dentro de casa na Síria, a 2,5 metros do chão, e revela a deusa da sorte ao lado de uma inscrição grega que deseja “boa fortuna”

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Mosaico romano de 8,6 m² é desenterrado por acaso durante a abertura de um poço dentro de casa na Síria, a 2,5 metros do chão, e revela a deusa da sorte ao lado de uma inscrição grega que deseja “boa fortuna”

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 30/07/2026 às 17:28

Curiosidades

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Descoberta casual sob uma residência síria trouxe à luz um piso romano repleto de símbolos, inscrições e padrões geométricos, preservado a poucos metros da superfície, transformando uma obra doméstica comum em uma operação arqueológica ligada à representação da sorte no mundo antigo.

Durante a abertura de um poço dentro de uma residência na Síria, trabalhadores encontraram por acaso um mosaico romano de 8,6 metros quadrados, enterrado a 2,5 metros de profundidade e decorado com a imagem de Tyche, divindade grega associada à sorte.

Ao lado da figura central, uma inscrição em grego transmite a mensagem “boa fortuna”, enquanto a composição reúne padrões geométricos, molduras trançadas e pequenos painéis ornamentais preservados sob o imóvel localizado na aldeia de Maryamin, na província síria de Homs.

Assim que o piso apareceu na escavação doméstica, uma equipe da Divisão de Escavações do Departamento de Antiguidades de Hama assumiu o trabalho emergencial e iniciou a retirada controlada da terra acumulada sobre a peça.

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Mosaico romano de 8,6 m² estava a 2,5 metros de profundidade

Segundo a agência estatal síria SANA, que divulgou informações da Direção-Geral de Antiguidades e Museus, o painel mede 4,30 metros de comprimento por 2 metros de largura, dimensões correspondentes a uma superfície total de 8,6 metros quadrados.

Com pequenos cubos de pedra colorida encaixados lado a lado, o mosaico combina tonalidades diferentes para formar letras, contornos e figuras, técnica que permitiu compor uma imagem central reconhecível e organizar os elementos decorativos distribuídos pelas laterais.

Por estar a 2,5 metros abaixo do nível da residência, a estrutura permaneceu escondida até ser alcançada por uma obra cotidiana realizada pelos moradores, fora de uma escavação arqueológica planejada ou de uma ruína aberta à visitação.

Depois da remoção das primeiras camadas de solo, os especialistas identificaram uma composição dividida em três cenas, organizada para conduzir o olhar ao centro, onde aparece a parte superior de Tyche cercada por uma moldura geométrica octogonal.

Tyche aparece no centro do mosaico encontrado na Síria

Reconhecida na tradição grega como divindade ligada à sorte, Tyche ocupa o núcleo visual da obra, enquanto a inscrição posicionada ao lado reforça o mesmo tema por meio da expressão “boa fortuna”, preservada em língua grega.

Em torno da imagem principal, uma moldura desenhada como trança delimita o octógono, ao passo que oito quadros menores exibem ornamentos geométricos e duas áreas laterais completam a superfície com outros padrões distribuídos de maneira equilibrada.

Longe de funcionar como figura isolada, o retrato foi integrado à escrita, às molduras e aos painéis laterais, revelando uma organização visual na qual todos os elementos decorativos participam da mesma composição do antigo piso.

Vistos de perto, os cubos de pedra permanecem claramente separados; observados a certa distância, porém, transformam-se em formas contínuas capazes de representar feições, letras, faixas trançadas e motivos geométricos com precisão visual em toda a composição.

Maryamin já havia revelado outros mosaicos antigos

Maryamin já havia revelado outros mosaicos antigos, entre eles o conhecido Mosaico das Musicistas de Maryamin, preservado no Museu de Hama e marcado por figuras femininas representadas enquanto tocam diferentes instrumentos musicais em cenas detalhadas.

Esse histórico situa o novo painel em um território onde descobertas anteriores já demonstraram a presença de obras decorativas antigas, ampliando o contexto arqueológico do achado realizado sob uma residência atualmente ocupada ao longo do tempo.

No exemplar encontrado dentro do imóvel, o aspecto mais curioso está na coincidência entre a circunstância do achado e a imagem representada, pois uma intervenção doméstica revelou inesperadamente uma divindade da sorte acompanhada de uma mensagem de boa fortuna.

A identificação arqueológica, entretanto, não depende dessa coincidência, mas de elementos objetivos como a inscrição em grego, a figura central reconhecida como Tyche, a organização ornamental e as características usadas pelas autoridades sírias para situar o painel no período romano.

Escavação emergencial preservou o piso romano

Após o aparecimento do piso durante a abertura do poço, o setor de antiguidades conduziu uma intervenção emergencial, permitindo que a peça fosse exposta de maneira controlada e que seus elementos visuais fossem registrados durante a retirada cuidadosa da terra.

Dentro de uma casa atual, o mosaico permaneceu separado da superfície por apenas 2,5 metros de solo sob a residência, distância pequena para ser alcançada por uma obra doméstica, mas suficiente para mantê-lo invisível durante séculos.

Embora classificado como romano, o painel reúne uma inscrição em grego e uma divindade da tradição grega, combinação que registra referências culturais presentes na composição documentada pelos especialistas no painel central durante a escavação.

Além da figura e da mensagem, o desenho geométrico acrescenta informações importantes sobre a obra, já que a moldura trançada, o octógono, os oito quadros e os dois painéis laterais distribuem o espaço ao redor de Tyche.

Piso antigo ocupava área maior que muitos cômodos

Com 4,30 metros por 2 metros, o piso ocupa uma área maior do que muitos ambientes domésticos compactos, reunindo retrato, escrita e campos ornamentais em uma única superfície escondida sob a residência até a abertura do poço.

Achados desse tipo mostram como intervenções comuns podem alcançar estruturas arqueológicas em áreas ocupadas há muitos séculos, sobretudo quando construções modernas se sobrepõem a antigas camadas de ocupação preservadas abaixo do nível atual do terreno.

Sem atribuir ao edifício original uma função não confirmada, o próprio mosaico oferece dados concretos para análise, incluindo dimensões, materiais, inscrição, iconografia de Tyche e padrões geométricos registrados durante a escavação conduzida pelas autoridades sírias.

Entre todos esses elementos, a mensagem de boa fortuna permanece como o detalhe mais acessível ao público, porque reapareceu ao lado da deusa da sorte justamente durante uma descoberta acidental provocada por uma obra doméstica.

Que outro vestígio do mundo antigo ainda pode permanecer escondido sob construções atuais, separado da superfície por poucos metros de solo e à espera de uma intervenção cotidiana para voltar à luz diante de seus moradores?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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