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Muito antes do asfalto, romanos já preenchiam buracos com calcário, e uma obra na rodovia A1 encontrou os remendos preservados após cerca de 2 mil anos

Muito antes do asfalto, romanos já preenchiam buracos com calcário, e uma obra na rodovia A1 encontrou os remendos preservados após cerca de 2 mil anos

4 min de leitura

Muito antes do asfalto, romanos já preenchiam buracos com calcário, e uma obra na rodovia A1 encontrou os remendos preservados após cerca de 2 mil anos

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 22/07/2026 às 22:36

Construção, Indústria

Escavações na rodovia A1, no norte da Inglaterra, revelaram buracos preenchidos com calcário

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Escavações na rodovia A1, no norte da Inglaterra, revelaram buracos preenchidos com calcário, um cruzamento antigo e possíveis sinais de produção de moedas, mostrando que a manutenção de estradas já era necessária há cerca de 2 mil anos.

Muito antes do asfalto, das máquinas e dos caminhões usados na manutenção viária, os romanos já precisavam tapar buracos. Uma obra na rodovia A1, perto de Scotch Corner, encontrou trechos de uma estrada romana que haviam sido reparados com calcário local.

As informações foram divulgadas em 4 de agosto de 2020 por Highways England, empresa pública responsável pelas rodovias estratégicas da Inglaterra. Os achados surgiram durante a modernização do trecho entre Leeming e Barton.

Além dos remendos preservados, arqueólogos localizaram um cruzamento anterior à conquista romana, um assentamento da Idade do Ferro e indícios de possível produção de moedas ao norte do rio Humber. As descobertas mostram que o local já era movimentado antes da chegada dos romanos.

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Modernização da rodovia A1 revelou o que estava sob Scotch Corner

A escavação arqueológica fez parte da preparação para a obra na rodovia A1. Antes da movimentação mais profunda do solo, equipes retiraram cuidadosamente as camadas superficiais para identificar, registrar e preservar informações sobre possíveis estruturas antigas.

Escavações na rodovia A1, no norte da Inglaterra, revelaram buracos preenchidos com calcário, sinais de produção de moedas e mais.

A empresa AECOM, responsável pelo projeto da A1, administrou os trabalhos arqueológicos e a análise dos materiais. Esse cuidado permitiu encontrar estradas antigas, áreas de ocupação e pontos reparados há cerca de 2 mil anos.

Isso não significa que a A1 atual seja uma estrada construída pelos romanos. A rodovia moderna atravessa uma área que já funcionava como rota de circulação muito antes da infraestrutura existente no local.

Scotch Corner já era um cruzamento antes da chegada dos romanos

Scotch Corner continua sendo um importante entroncamento no norte da Inglaterra. Porém, as escavações revelaram que a posição estratégica do local era aproveitada muito antes da construção da rodovia moderna.

Os vestígios pertencem a diferentes momentos da história. Entre eles aparece um assentamento da Idade do Ferro, período anterior ao domínio romano naquela parte do território britânico.

Scotch Corner já era um cruzamento antes da chegada dos romanos

Essa separação é importante porque nem tudo o que foi encontrado pode ser chamado de romano. O cruzamento antigo, a ocupação local e parte da atividade econômica já existiam antes da conquista romana.

Possível produção de moedas ocorreu ao norte do rio Humber

Highways England, empresa pública responsável pelas rodovias estratégicas da Inglaterra, detalhou indícios de que moedas poderiam estar sendo produzidas no assentamento da Idade do Ferro. Essa pode ter sido a primeira atividade desse tipo identificada ao norte do rio Humber.

A descoberta não comprova a existência de uma fábrica romana de moedas nos moldes conhecidos atualmente. Os vestígios apontam para uma possível produção local, ligada a uma comunidade que ocupava Scotch Corner durante um período de aproximação com os romanos.

As escavações também ajudaram a compreender o contato entre os habitantes locais e os grupos que chegavam à região. Scotch Corner não servia apenas como passagem, pois reunia circulação, encontros e atividade econômica.

Romanos tapavam buracos da estrada com calcário local

Os arqueólogos encontraram pontos danificados na antiga estrada que haviam recebido material novo. Em vez de asfalto ou concreto, os reparos foram feitos com calcário disponível na própria região.

A finalidade era simples: preencher a parte deteriorada e permitir que o caminho continuasse sendo utilizado. Os remendos mostram que construir uma estrada não eliminava a necessidade de voltar ao local para corrigir os danos causados pelo uso.

O achado aproxima uma situação antiga de um problema conhecido por motoristas de qualquer época. Mesmo com materiais diferentes, os romanos já aplicavam uma forma de manutenção corretiva, que é o conserto realizado depois que um defeito aparece.

Remendos romanos lembram reparos vistos nas rodovias brasileiras

Nas rodovias brasileiras, os remendos costumam aparecer onde uma parte do pavimento perdeu resistência e recebeu novo material. Em Scotch Corner, o princípio era parecido, mas o preenchimento utilizava calcário em vez do asfalto atual.

Modernização da rodovia A1 revelou o que estava sob Scotch Corner

A comparação não significa que as técnicas eram iguais. As estradas modernas recebem materiais e projetos preparados para veículos muito mais pesados, enquanto a estrutura romana atendia às necessidades de circulação daquele período.

O ponto em comum está no problema enfrentado. Uma estrada sofre desgaste, apresenta partes danificadas e exige manutenção para permanecer em uso. Por isso, tapar buracos é uma necessidade que atravessa milênios.

A modernização da rodovia A1 revelou uma área ocupada antes e depois da conquista romana. Sob o terreno estavam um cruzamento antigo, possíveis sinais de produção de moedas e reparos preservados em uma estrada romana.

Os buracos preenchidos com calcário mostram que a preocupação com a manutenção viária existia muito antes do asfalto. Após cerca de 2 mil anos, conservar uma estrada continua sendo tão importante quanto construí la.

Se até uma estrada romana precisava de remendos, o que essa descoberta ensina sobre cuidar das rodovias atuais? Comente e compartilhe.

Fonte

Highways England


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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