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Mulheres tiveram rosto e corpo tatuados à força por parceiros abusivos, mas tratamento gratuito com laser nos Países Baixos está apagando marcas de violência e devolvendo liberdade às vítimas

Mulheres tiveram rosto e corpo tatuados à força por parceiros abusivos, mas tratamento gratuito com laser nos Países Baixos está apagando marcas de violência e devolvendo liberdade às vítimas

4 min de leitura

Mulheres tiveram rosto e corpo tatuados à força por parceiros abusivos, mas tratamento gratuito com laser nos Países Baixos está apagando marcas de violência e devolvendo liberdade às vítimas

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 29/07/2026 às 10:49

Curiosidades

Mulher apresenta uma fotografia do período em que carregava tatuagens impostas por um agressor, antes de iniciar o tratamento de remoção a laser.

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Fundação de Roterdã remove tatuagens impostas por agressores e ajuda mulheres a recuperar o controle sobre o próprio corpo após anos de violência.

Mulheres vítimas de relacionamentos abusivos nos Países Baixos estão recorrendo ao laser para apagar marcas deixadas por violência, coerção e controle.

Joke, de 53 anos, recebeu aproximadamente 250 tatuagens contra a própria vontade enquanto era mantida em cárcere privado.

O agressor gravava o próprio nome nos locais onde acreditava que outros homens haviam tocado nela.

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Mais de 12 inscrições foram feitas somente no rosto da vítima, atingindo testa, nariz, bochechas, queixo e pálpebras.

A história foi acompanhada pela Agência France-Presse em julho de 2026, durante uma sessão de tratamento realizada em Roterdã.

Anos de violência deixaram cerca de 250 tatuagens

Joke permaneceu durante anos confinada dentro de trailers e galpões.

O parceiro utilizava um dermógrafo doméstico para marcar praticamente todas as partes do corpo dela.

A fuga encerrou o cárcere, mas as inscrições continuaram visíveis.

Olhares, insultos e comentários ofensivos passaram a fazer parte da rotina.

A vergonha também provocou medo de sair de casa.

Joke enfrentou pensamentos suicidas durante aproximadamente 18 meses.

Mulher exibe as tatuagens espalhadas pelas costas e pelos braços, marcas relacionadas a anos de violência, controle e coerção praticados por um ex-companheiro.

Tratamento facial exigiu 12 sessões de laser

A organização Veilig Thuis, dedicada ao atendimento de vítimas de violência doméstica, apresentou Joke à fundação Spijt van Tattoo.

O tratamento do rosto durou dois anos e meio.

Ao todo, 12 sessões de laser foram realizadas.

A intensidade da dor exigiu anestesia aplicada por um cirurgião plástico.

Atualmente, as tatuagens faciais ficaram quase imperceptíveis com o auxílio de maquiagem.

A retirada do nome do ex-parceiro trouxe uma sensação de liberdade.

Pequenas situações, como observar o tempo ou permanecer em casa durante a chuva, passaram novamente a gerar felicidade.

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Viviane Alves

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Bonnie foi marcada como “propriedade” do agressor

Bonnie, nome alterado pela AFP para preservar sua identidade, conheceu o ex-companheiro aos 17 anos.

Cinco anos depois, ela foi levada à força até um estúdio de tatuagem.

A frase “propriedade de”, acompanhada pelo nome do agressor, foi tatuada acima da região pubiana.

Bonnie tentou demonstrar que não concordava com o procedimento.

A presença intimidadora do parceiro garantiu que a tatuagem fosse concluída.

A vítima ainda foi obrigada a mostrar a inscrição aos amigos dele ao retornar para casa.

Ameaças impediram a vítima de abandonar o relacionamento

Bonnie permaneceu mais de dez anos sob violência e manipulação.

Ameaças de morte e intimidações relacionadas aos filhos eram frequentes.

A decisão de fugir ocorreu quando o agressor começou a atacar fisicamente um dos filhos.

O controle psicológico fez Bonnie duvidar da própria capacidade e do próprio valor.

A rejeição ao corpo tornou-se tão intensa que ela passou a evitar o banho.

Cobrir a inscrição com outro desenho chegou a ser considerado.

A tinta original, porém, continuaria presente sob a nova tatuagem.

A remoção representou, portanto, um passo em direção à cura, à liberdade e à retomada do próprio corpo.

Fundação oferece tratamento gratuito desde 2018

Andy e Dex Han administram a Spijt van Tattoo e trabalham com remoção de tatuagens há cerca de 30 anos.

O casal começou, em 2018, a reservar um dia semanal para atender gratuitamente vítimas de violência e coerção.

Os procedimentos variam entre pequenas iniciais nos dedos e nomes de exploradores tatuados na testa de mulheres.

O caso de Joke surpreendeu até mesmo Andy.

Rosto, peito, nariz e olhos estavam cobertos pelo nome do agressor.

A quantidade de tinta tornou difícil até escolher o primeiro local a ser tratado.

Remoção completa foi estimada em 100 mil euros

O tratamento de Joke foi calculado em aproximadamente 100 mil euros.

Uma campanha de financiamento coletivo arrecadou mais de 30 mil euros.

O casal decidiu manter o atendimento apesar do custo elevado.

Fotografias registradas antes e depois das sessões mostram uma transformação física significativa.

Mudanças também foram percebidas na personalidade e na confiança da vítima.

Mulher passa por uma sessão de remoção a laser para apagar tatuagens associadas a anos de violência, coerção e controle exercidos por um ex-companheiro.

Marcas escondidas dificultam identificação da violência

Kylianne Teuben, especialista ligada à Veilig Thuis, explica que muitas tatuagens forçadas permanecem escondidas sob as roupas.

O medo e a manipulação também impedem algumas vítimas de revelar o abuso.

A organização recomenda que mulheres nessa situação procurem apoio quando se sentirem preparadas.

Joke e Bonnie reforçam a mesma mensagem.

A remoção não apaga tudo o que aconteceu, mas permite que as vítimas decidam novamente o que permanece em seus corpos.

Você acredita que tratamentos para remover tatuagens impostas por agressores deveriam ser oferecidos gratuitamente a todas as vítimas? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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