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Multidão em funeral de Ali Khamenei exige vingança contra EUA e Israel

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Multidão em funeral de Ali Khamenei exige vingança contra EUA e Israel

Milhares de pessoas se reuniram neste sábado (4/7) na Grande Mosalla, em Teerã, para o início das homenagens ao ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei. aiatolá morreu durante os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.

Desde as primeiras horas da manhã, fiéis chegaram ao local carregando cartazes com a imagem do dirigente e bandeiras xiitas vermelhas com a palavra “mártir”, enquanto entoavam palavras de ordem contra os Estados Unidos.

Em meio à multidão, muitos expressaram indignação pela morte de Khamenei e defenderam uma resposta do regime iraniano. O jovem Roozbeh Najafi afirmou À RFI, parceira do Metrópoles, que a tristeza dele é comparável à perda da mãe.

Ele atribuiu a responsabilidade pela morte do líder a Israel. “Foi Israel que matou o guia supremo, não os Estados Unidos”, afirmou.

O público presente era formado, em grande parte, por seguidores de perfil conservador. Mulheres vestiam o tradicional tchador, usado em ocasiões religiosas, e muitos homens compareceram de preto em sinal de luto.

Outro participante da cerimônia, Mohsen Maasoumeh, responsabilizou os Estados Unidos pelo conflito, afirmando que Israel atua sob orientação de Washington e depende do apoio militar norte-americano.

“É evidente que Israel não passa do cão raivoso dos americanos. Sabemos de onde vêm as ordens. São os americanos que fornecem a eles os equipamentos e os alvos militares. Sem os americanos, eles não podem fazer nada”, afirmou.

A cerimônia, prevista para durar seis dias, pode se tornar a maior da história do país. Além da dimensão religiosa, o funeral também é visto como uma demonstração de força política em um momento de negociações entre Teerã e Washington, após a assinatura, em junho, de um acordo que busca encerrar a guerra.

Cerimônia seguirá até 9 de julho

A participação de Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo e apontado como seu sucessor desde março, ainda não foi confirmada. Segundo informações divulgadas pelo regime, ele teria ficado ferido no ataque que matou o pai e, desde então, se manifesta apenas por meio de mensagens escritas.

O caixão de Khamenei permanecerá exposto na Mosalla até segunda-feira (6/7), quando terá início uma procissão pelas ruas da capital. Depois, o corpo seguirá por cidades do Irã e do Iraque antes do sepultamento, marcado para 9 de julho, em Mashhad, no nordeste do país, cidade natal do líder.

Na sexta-feira (3), autoridades iranianas e representantes estrangeiros prestaram as últimas homenagens ao dirigente, que comandou o Irã por mais de três décadas e morreu aos 86 anos.

Também reapareceu em público o chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, nomeado para o cargo em março após a morte de seu antecessor, ocorrida no primeiro dia da guerra.

Ao lado do caixão de Khamenei estão os corpos de familiares que morreram no mesmo ataque, entre eles uma filha, um genro, uma nora e uma neta, de 14 meses, segundo as autoridades iranianas.

Em todo o complexo, imagens do líder com o punho erguido, símbolo da resistência defendida por ele contra o Ocidente, dominam o cenário das homenagens.

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