O principal negociador do Irã e presidente do parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse nesta quarta-feira (8/7) que o Estreito de Ormuz não será reaberto com ameaças dos Estados Unidos.
“Não se debatam inutilmente, pois vão afundar ainda mais: o Estreito de Ormuz só se abre com “acordos iranianos”, não com ameaças americanas”, disse pelas redes sociais.
Ghalibaf também fez ameaças de novos ataques, caso os dos Estados Unidos persistam. “A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar”.
آمریکا هنوز یاد نگرفته است که زورگویی و بدعهدی دیگر بیهزینه نیست. شفاف بگویم: بزنید، میخورید.
دست و پای بیهوده نزنید که بیشتر فرو خواهید رفت: تنگه هرمز، فقط با «ترتیبات ایرانی» باز میشود نه با تهدیدات آمریکایی.
— محمدباقر قالیباف | MB Ghalibaf (@mb_ghalibaf) July 9, 2026
Mais cedo, a emissora estatal iraniana Press TV, com base em uma fonte de segurança que falou sob condição de anonimato, disse que o Irã poderia fechar o Estreito de Ormuz caso os EUA continuassem a atacar.
Acordo foi desfeito
Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Irã entrou em contato com Washington para tentar negociar um novo acordo. Mais cedo, Trump disse que o memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho está “acabado”.
Os EUA voltaram a atacar o Irã na terça-feira (7/7). Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques foram uma resposta direta às supostas investidas iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
O memorando de entendimento previa a liberação do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, que estava fechado pelo Irã desde o início da guerra, em fevereiro.

