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Nem planeta, nem lua e muito menos um sistema comum: descoberta publicada na Nature revela um misterioso corpo celeste com quase a massa de Júpiter orbitando uma anã marrom a 71 anos-luz da Terra, desafia as regras da astronomia moderna, coloca em dúvida as classificações tradicionais dos corpos celestes e reforça que o Sistema Solar pode ser apenas uma exceção em meio à enorme diversidade de sistemas planetários existentes no Universo

Nem planeta, nem lua e muito menos um sistema comum: descoberta publicada na Nature revela um misterioso corpo celeste com quase a massa de Júpiter orbitando uma anã marrom a 71 anos-luz da Terra, desafia as regras da astronomia moderna, coloca em dúvida as classificações tradicionais dos corpos celestes e reforça que o Sistema Solar pode ser apenas uma exceção em meio à enorme diversidade de sistemas planetários existentes no Universo

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Nem planeta, nem lua e muito menos um sistema comum: descoberta publicada na Nature revela um misterioso corpo celeste com quase a massa de Júpiter orbitando uma anã marrom a 71 anos-luz da Terra, desafia as regras da astronomia moderna, coloca em dúvida as classificações tradicionais dos corpos celestes e reforça que o Sistema Solar pode ser apenas uma exceção em meio à enorme diversidade de sistemas planetários existentes no Universo

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 24/07/2026 às 21:06

Atualizado em 24/07/2026 às 21:07

Ciência e Tecnologia

Ilustração realista do sistema CD-35 2722, localizado a cerca de 71 anos-luz da Terra, onde um objeto com quase a massa de Júpiter orbita uma anã marrom, em uma configuração inédita estudada por pesquisadores e publicada na revista Nature.

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Descoberta publicada na revista Nature apresenta uma configuração orbital incomum, localizada a cerca de 71 anos-luz da Terra, e levanta dúvidas sobre o termo “exolua”

Astrônomos identificaram fortes evidências de um objeto com massa planetária orbitando uma anã marrom no sistema CD-35 2722.

Por sua vez, essa anã marrom gira ao redor de uma estrela pequena. Portanto, foi encontrada uma estrutura orbital difícil de classificar.

O estudo foi publicado em 22 de julho de 2026, na revista científica Nature. A pesquisa foi liderada por Kevin Hoy, da Universidade Diego Portales, no Chile.

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Além disso, participaram pesquisadores do Observatório Europeu do Sul (ESO) e de outras instituições científicas.

Como é formado o sistema CD-35 2722

Primeiramente, o sistema está localizado a aproximadamente 71 anos-luz da Terra.

No centro está uma anã vermelha com cerca de 40% da massa do Sol. Ao redor dela, orbita a anã marrom CD-35 2722 B.

Finalmente, ao redor dessa anã marrom, foi detectado um terceiro corpo. Sua massa mínima corresponde a aproximadamente 90% da massa de Júpiter.

Assim, a estrutura pode ser resumida da seguinte maneira:

Consequentemente, o corpo recém-identificado apresenta uma dinâmica semelhante à de um satélite.

Entretanto, ele não gira ao redor de um planeta. Além disso, sua massa é muito superior à das luas conhecidas do Sistema Solar.

Exossatélite ou exolua? Entenda por que os cientistas ainda discutem a classificação

Por enquanto, os pesquisadores utilizam a expressão “exossatélite” para descrever o objeto.

Embora “exolua” seja uma classificação mais específica, ainda não existe uma definição formal amplamente aceita para luas localizadas fora do Sistema Solar.

Além disso, o objeto é massivo o suficiente para ser considerado um planeta. Contudo, ele não orbita diretamente uma estrela.

Segundo Kevin Hoy, as palavras criadas para definir o Sistema Solar estão chegando ao limite quando são aplicadas a configurações tão diferentes.

Até agora, mais de 6 mil exoplanetas foram descobertos. Entretanto, nenhum satélite orbitando um exoplaneta foi confirmado de maneira incontestável.

Observações com o Very Large Telescope revelaram detalhes da órbita do objeto

Para investigar o sistema, foram analisados espectros da anã marrom obtidos com o instrumento CRIRES+.

O equipamento está instalado no Very Large Telescope (VLT), operado pelo Observatório Europeu do Sul, no Chile.

As observações foram realizadas entre outubro de 2023 e fevereiro de 2026.

Em seguida, foi aplicado o método da velocidade radial. Dessa forma, pequenas oscilações provocadas pela atração gravitacional do objeto foram detectadas.

Além disso, o sinal observado indica uma órbita de aproximadamente 170 dias.

Pesquisadores trabalham com duas hipóteses para explicar a origem do sistema

Agora, os pesquisadores consideram duas possibilidades principais.

Primeiramente, o objeto pode ter surgido no material localizado ao redor da própria anã marrom.

Nesse cenário, matéria suficiente teria sido acumulada até formar um corpo comparável a Júpiter.

Por outro lado, pode ter ocorrido uma captura gravitacional.

Nesse caso, o objeto teria surgido em outra região. Posteriormente, ele teria sido capturado pela gravidade da anã marrom.

Entretanto, esse processo exige condições específicas, incluindo a perda de energia orbital.

Próximas observações poderão confirmar uma nova classe de objetos na astronomia

Ainda não é possível determinar qual hipótese explica corretamente a origem do sistema.

Por isso, novas observações serão realizadas para verificar se o sinal continua aparecendo de maneira consistente.

Com isso, a órbita poderá ser compreendida com maior precisão.

Finalmente, a descoberta reforça que o Sistema Solar talvez não represente um modelo universal de formação planetária.

Assim, o CD-35 2722 pode apresentar a primeira evidência de uma classe de objetos que a astronomia ainda não sabe exatamente como nomear.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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