O líder do partido Reform UK, Nigel Farage, afirmou que vai renunciar ao cargo de deputado para disputar uma eleição suplementar em seu distrito eleitoral.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (7/7) durante uma declaração televisionada pela imprensa britânica. Durante o discurso, Farage disse que deixar o cargo fazia parte de “mostrar o dedo do meio para o Establishment (elite composta por políticos, monarquia, finanças e mídia)” e que provaria que o público reagiria mal com sua saída, uma vez queo aprova como deputado
O líder do Reform UK ainda diz que o Establishment estava empenhado para impedi-lo de exercer o próprio trabalho, porque, segundo ele, a mídia britânica estava “linchando” e “assediando” sua família.
“Esta será uma eleição suplementar entre o povo e o establishment. É uma oportunidade para mostrar o dedo do meio a todo o establishment, para dizer francamente a eles onde se danem, e é por isso que vou apresentar minha candidatura para concorrer nesta eleição suplementar”, afirmou Farage durante a declaração televisionada.
O anúncio de renúncia de Farage ocorre após o político britânico enfrentar uma investigação rigorosa devido a “presentes financeiros não declarados”, provenientes das eleições gerais de 2024 no Reino Unido.
À época, Farage foi eleito como deputado na House of Commons, a Câmara Baixa do Parlamento do Reino Unido. Passado a eleição, acusações do político receber presentes não declarados vieram à tona, incluindo £ 5 milhões (US$ 6,7 milhões) do investidor em criptomoedas Christopher Harborne, radicado na Tailândia, que é alvo de uma investigação do Comissário Parlamentar para Padrões, Daniel Greenberg.
Nigel Farage é considerado o “pai do Brexit” (ou “Sr. Brexit”) porque ele passou quase 25 anos fazendo campanha ativa pela saída do Reino Unido da União Europeia
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