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No Chile, uma mina abriu uma cratera de 5 quilômetros no deserto, fez uma cidade inteira desaparecer do mapa e agora avança por túneis a 1 quilômetro de profundidade

No Chile, uma mina abriu uma cratera de 5 quilômetros no deserto, fez uma cidade inteira desaparecer do mapa e agora avança por túneis a 1 quilômetro de profundidade

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No Chile, uma mina abriu uma cratera de 5 quilômetros no deserto, fez uma cidade inteira desaparecer do mapa e agora avança por túneis a 1 quilômetro de profundidade

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 26/07/2026 às 22:51

Meio Ambiente

Uma mina de cobre abriu uma cava de 5 quilômetros no deserto do Atacama

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A mina de Chuquicamata, no deserto do Atacama, abriu uma cava colossal perto de Calama e mudou a paisagem do norte do Chile. A poeira, os gases e as necessidades da operação levaram os moradores a deixar a antiga cidade. Com a cava próxima dos limites de trabalho, a extração de cobre avançou para túneis subterrâneos.

Uma mina de cobre abriu uma cava de 5 quilômetros no deserto do Atacama, no norte do Chile, e transformou completamente a paisagem ao redor. A escavação possui aproximadamente 3 quilômetros de largura e chega a 1 quilômetro de profundidade.

A antiga cidade de Chuquicamata não foi tragada fisicamente pela cratera. Ela ficou vazia porque os moradores precisaram partir diante da proximidade com a mineração, da exposição à poeira e aos gases da fundição e das necessidades de expansão da operação.

A informação foi publicada por NASA Earth Observatory, programa de observação da Terra da agência espacial americana. As imagens de satélite revelam a enorme cava, os depósitos de rochas e a área onde funcionava a cidade ligada à mina.

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Uma cava de 5 quilômetros domina a paisagem vista do espaço

Ao observar uma imagem de satélite da região, é preciso procurar com atenção para localizar ruas e construções. A cava de Chuquicamata aparece primeiro, com grandes círculos formados pelos diferentes níveis da escavação.

Esses níveis funcionam como enormes degraus abertos nas paredes da mina. Eles permitem a circulação das máquinas, ajudam no acesso às áreas de trabalho e reduzem a queda direta de materiais para o fundo.

Uma cava de 5 quilômetros domina a paisagem vista do espaço

A estrutura possui aproximadamente 5 quilômetros de comprimento, 3 quilômetros de largura e 1 quilômetro de profundidade. A escala faz com que veículos e prédios próximos pareçam pequenos quando observados do espaço.

Como analogia espacial, imagine percorrer uma grande avenida brasileira durante 5 quilômetros, atravessando vários bairros seguidos. A comparação serve apenas para facilitar a compreensão do comprimento, pois o formato da cava é diferente de uma avenida.

A cidade de Chuquicamata ficou perto demais da mineração

A cidade surgiu como um acampamento ligado à mina. Trabalhadores e famílias passaram a viver perto da área de extração, formando uma comunidade com casas, ruas, serviços e espaços de convivência.

Durante muito tempo, morar perto da mina facilitava o acesso ao trabalho. Porém, a expansão da atividade aproximou ainda mais a área industrial das residências e aumentou a presença de poeira, gases e resíduos da mineração.

A fundição, local onde o minério passa por altas temperaturas para separar o cobre de outros materiais, também fazia parte desse ambiente industrial. A permanência de moradores tão perto dessas operações se tornou inadequada.

A cidade também ocupava uma área importante para o funcionamento e a expansão da mina. A combinação entre questões ambientais e operacionais levou ao esvaziamento de Chuquicamata.

A mudança para Calama deixou ruas e casas sem moradores

Os moradores foram transferidos para Calama, cidade próxima da mina. A mudança separou as áreas residenciais das atividades industriais e encerrou a rotina de famílias que viviam dentro de uma comunidade criada em função da extração de cobre.

Com a saída da população, a antiga Chuquicamata perdeu sua função urbana. Casas, ruas e prédios permaneceram no deserto, mas deixaram de formar uma cidade habitada.

NASA Earth Observatory, programa de observação da Terra da agência espacial americana, registrou a área urbana esvaziada e a transformação provocada pelo crescimento da mina. O material também acompanha a redução da extração na superfície e o avanço da atividade para o subsolo.

A mudança para Calama mostra como uma grande operação industrial pode alterar não apenas o relevo, mas também a vida das pessoas. Uma comunidade inteira precisou abandonar o local onde havia construído sua rotina.

Quando a mineração de cobre passa a descer por túneis

Uma mina a céu aberto retira o minério por meio de uma grande escavação na superfície. As máquinas cortam as paredes em níveis, enquanto caminhões percorrem longas rampas para transportar rochas e minério.

Quanto mais profunda fica a cava, maior se torna o caminho entre o fundo e a superfície. O transporte demora mais, as rotas ficam mais extensas e a retirada de novas camadas exige movimentar grandes quantidades de material.

Em Chuquicamata, a cava se aproximou dos limites de funcionamento desse modelo. A produção passou a avançar por uma estrutura subterrânea, permitindo alcançar o cobre localizado abaixo da área já escavada.

Reprodução/ IA

A mudança não faz a grande cratera desaparecer. A cava permanece aberta e visível no deserto, enquanto a extração de cobre muda de direção e avança por túneis construídos sob o terreno.

Ventilação, transporte e segurança mudam no subsolo

A mineração subterrânea exige um sistema de ventilação para manter o ar circulando dentro dos túneis. Esse sistema ajuda a retirar calor, poeira e gases das áreas onde trabalham pessoas e máquinas.

O transporte também precisa seguir caminhos planejados. O minério retirado das áreas profundas percorre rotas internas até chegar aos pontos onde pode ser levado para o processamento.

Como os túneis possuem espaço limitado, a circulação de máquinas e trabalhadores exige organização constante. Um bloqueio em uma passagem pode afetar outras partes da operação.

A segurança subterrânea envolve o acompanhamento das paredes, do teto, da qualidade do ar e das rotas de saída. As equipes precisam identificar possíveis movimentos nas rochas e manter as passagens acessíveis.

A mina mudou a paisagem, a cidade e a direção da produção

Chuquicamata reúne três grandes transformações no mesmo lugar. A mineração abriu uma cava com 5 quilômetros de comprimento, esvaziou a cidade construída ao seu lado e levou a produção de cobre para baixo da terra.

A antiga área urbana permanece como lembrança de uma comunidade que cresceu perto da mina e precisou partir. Enquanto isso, a busca por cobre continua por túneis localizados sob uma das paisagens industriais mais marcantes do deserto do Atacama.

Na sua opinião, até onde uma mina pode avançar quando a produção de cobre entra em conflito com a vida de uma cidade? Deixe seu comentário e compartilhe esta publicação.

Tags

cava colossalmina de Chuquicamata

Fonte

NASA Earth Observatory


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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