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Noruega leva chefs próprios para a Copa para garantir comida caseira

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Noruega leva chefs próprios para a Copa para garantir comida caseira

Para garantir que os jogadores se sintam em casa e mantenham a alta performance, os chefs Aron Espeland, Eirik Tufte e Christian Karlsson preparam quatro refeições diárias personalizadas para a seleção da Noruega e o craque Erling Haaland em Boston, nos Estados Unidos, recriando pratos da infância dos atletas com toneladas de suprimentos escandinavos importados.

De acordo com informações do portal internacional The New York Times, a federação norueguesa levou os profissionais para a Copa do Mundo com o objetivo de oferecer um cardápio afetivo e puramente norueguês. A complexa operação de logística transportou 300 kg de salmão e truta ártica, além de 180 kg de queijos típicos, para abastecer a delegação e aliviar a saudade de casa dos jogadores, que atuam e vivem fora do país desde muito jovens.

Entenda os pontos principais da operação:

O sabor de voltar para casa longe da Noruega

A decisão de levar chefs exclusivos foi estratégica para o bem-estar do elenco. Como a maioria dos jogadores deste elenco atua em clubes estrangeiros, a concentração da seleção nos Estados Unidos foi desenhada para ser um refúgio de identidade nacional.

“Quando eles vêm se encontrar com a seleção nacional, é como voltar para casa. Aquele tipo de sensação de ‘Minha avó costumava fazer isso para mim’”, explica o experiente chef Christian Karlsson.

Para alcançar esse objetivo, a cozinha foi equipada com itens que vão além da nutrição científica. O trio levou suas próprias máquinas de waffle e ingredientes clássicos do café da manhã norueguês, como o Mills Polar Kaviar (caviar em tubo), o queijo marrom artesanal e o Nugatti, a versão local da Nutella. Até o mingau de aveia tradicional, cozido lentamente em leite por uma hora, virou o combustível favorito de Haaland e dos atletas antes dos treinos.

Os chefs que alimentam Erling Haaland e a Noruega na Copa do Mundo

Logística pesada para o “Wagyu do oceano”

A manutenção desse cardápio caseiro exige uma logística impecável. Como o peixe dos Estados Unidos não atende às exigências dos noruegueses, a delegação despachou centenas de quilos de salmão e truta da Noruega, mantidos em congeladores especiais entre -4°C e -15°C durante os voos internos pelo país. O salmão nativo, apelidado de Wagyu do oceano, é preparado com técnicas simples e honestas, mantendo o interior do peixe suculento a 40°C, exatamente como os jogadores gostam de comer em suas casas.

Seleção da Noruega

Além dos clássicos da culinária nórdica, os chefs aboliram o formato de bandejas individuais e instalaram grandes mesas de banquete para que atletas e comissão técnica jantem juntos, sem celulares.

Para os cozinheiros, o maior sucesso do torneio até agora não foi um prato de alta gastronomia, mas o tradicional assado de porco de domingo com molho de mel e mostarda. O foco é humanizar o isolamento: se um waffle com queijo ajudar Haaland e seus companheiros a relaxar na busca pelo título mundial, o objetivo dos chefs terá sido alcançado.

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