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Novos estudos apontam que um eventual vazamento na Foz do Amazonas poderia atingir áreas protegidas e países vizinhos como a Guiana Francesa, Suriname e Guiana

Novos estudos apontam que um eventual vazamento na Foz do Amazonas poderia atingir áreas protegidas e países vizinhos como a Guiana Francesa, Suriname e Guiana

Novos estudos apontam que um eventual vazamento na Foz do Amazonas poderia atingir áreas protegidas e países vizinhos como a Guiana Francesa, Suriname e Guiana

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 29/07/2026 às 13:09

Atualizado em 29/07/2026 às 13:10

Petróleo e Gás

Estudos apontam que vazamento de petróleo na Foz do Amazonas pode atingir o Amapá, áreas protegidas e países vizinhos. (imagem meramente ilustrativa gerada por IA).

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Estudos apontam que vazamento de petróleo na Foz do Amazonas pode atingir o Amapá, áreas protegidas e países vizinhos.

Um acidente envolvendo petróleo na Foz do Amazonas poderia levar óleo até o litoral do Amapá e alcançar territórios da Guiana Francesa, do Suriname e da Guiana, indicam dois estudos científicos recentes.

As pesquisas também identificaram ameaças a unidades de conservação e reforçaram a necessidade de ampliar o conhecimento ambiental antes da liberação de novas áreas exploratórias.

Um relatório encaminhado pela companhia ao Ibama e obtido pela DW, já havia admitido a possibilidade de um derramamento nessa área chegar à costa amapaense, cenário que agora recebe novas projeções elaboradas por grupos independentes.

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Pesquisas identificam deslocamento rápido do óleo para outros territórios

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal de Pernambuco avaliaram quatro pontos da bacia por meio do MEDSLIK-II, programa capaz de projetar o movimento do petróleo no oceano.

Um dos estudos reuniu 48 cenários mensais com as condições registradas durante 2023, permitindo observar como a trajetória mudaria ao longo do ano.

Uma das projeções encontrou uma rota que não havia aparecido nas análises apresentadas pela Petrobras.

Caso o acidente ocorresse em março, a mancha poderia chegar à Guiana Francesa e ao Suriname em somente seis dias, demonstrando que os efeitos de uma ocorrência em águas brasileiras teriam potencial para adquirir rapidamente uma dimensão internacional.

As análises também alcançaram regiões vizinhas que permanecem disponíveis para futuras rodadas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Em sete dos 12 cenários anuais simulados nesses locais, o petróleo chegou à costa e se aproximou de ambientes vulneráveis que não integravam as avaliações apresentadas pela estatal.

Entre os pontos ameaçados aparecem o Parque Nacional do Cabo Orange, a Ilha de Maracá, a Reserva Biológica do Lago Piratuba e a entrada do próprio rio Amazonas.

Os estudos observaram maior possibilidade de contato costeiro de setembro a abril, quando a Corrente Norte do Brasil perde força e reduz o transporte da mancha em direção ao oceano aberto.

Estudos científicos calculam milhares de trajetórias possíveis

Outra equipe, formada por especialistas da Universidade Federal do Sul da Bahia, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e da Climatempo, ampliou a análise para 95 poços.

Os pesquisadores calcularam 47.500 possibilidades, combinando informações sobre ondas, ventos e correntes marítimas em um sistema testado com boias acompanhadas por satélite.

Entre janeiro e abril, os ventos associados à Zona de Convergência Intertropical favorecem o deslocamento em direção ao continente.

Nessas condições, os estudos apontam que a probabilidade de o óleo chegar a trechos costeiros do Amapá e da Guiana Francesa ultrapassa a faixa de 40% a 50%, com intervalo estimado de dez a 20 dias.

Durante a fase mais preocupante do ano, os cálculos indicaram cerca de 12,5% de chance de entrada de óleo na Foz do Amazonas.

A possibilidade de avanço até as baías de Marajó e de São Marcos chegou a 5%, revelando que a ameaça não ficaria restrita ao mar aberto ou às faixas litorâneas diretamente próximas dos poços. De julho a outubro, as probabilidades costeiras diminuem, mas não desaparecem.

Mesmo nessa temporada, os estudos calculam em aproximadamente 2% a chance de intrusão na foz, enquanto o petróleo ainda poderia alcançar territórios estrangeiros e transformar uma emergência ambiental brasileira em um problema compartilhado por diferentes países.

Mais cautela antes de decidir sobre novas áreas petrolíferas

Diante das incertezas, os pesquisadores defendem análises que contemplem diferentes tipos de petróleo e as variações climáticas observadas de um ano para outro.

Também recomendam a criação antecipada de mecanismos de cooperação internacional, considerados importantes para organizar respostas conjuntas caso uma mancha ultrapasse os limites marítimos brasileiros.

A preocupação envolve ainda a expansão das áreas disponíveis para exploração, pois a ANP indicou 36 setores da bacia para possíveis leilões, oito deles inéditos.

Ao demonstrarem riscos durante diferentes épocas e em pontos ainda pouco avaliados, os estudos sustentam que novas licenças e ofertas de blocos devem aguardar uma compreensão ambiental mais completa da Foz do Amazonas.

Veja o estudo publicado na revista Continental Shelf Research e o segundo estudo, esse foi publicado no Journal of Marine Science and Engineering.

Com informações do site Um Só Planeta e Climainfo

Fonte

Um só Planeta


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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