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O mercado de grãos ficou de cabeça para baixo: milho despenca na Bolsa de Chicago, soja perde força, trigo avança e os relatórios do USDA e da Conab podem redesenhar os preços no Brasil e no mundo

O mercado de grãos ficou de cabeça para baixo: milho despenca na Bolsa de Chicago, soja perde força, trigo avança e os relatórios do USDA e da Conab podem redesenhar os preços no Brasil e no mundo

5 min de leitura

O mercado de grãos ficou de cabeça para baixo: milho despenca na Bolsa de Chicago, soja perde força, trigo avança e os relatórios do USDA e da Conab podem redesenhar os preços no Brasil e no mundo

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 30/07/2026 às 18:45

Atualizado em 30/07/2026 às 18:46

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Milho, soja e trigo em destaque simbolizam as principais commodities agrícolas acompanhadas pelo mercado internacional, em um cenário marcado por oscilações na Bolsa de Chicago e expectativa pelos relatórios do USDA e da Conab.

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Milho e soja encerraram o pregão desta quinta-feira (30) em queda na Bolsa de Chicago, enquanto o trigo registrou valorização impulsionada pelas tensões no Mar Negro. Agora, investidores acompanham com atenção os próximos relatórios do USDA e da Conab, que poderão influenciar os preços dos grãos nas próximas semanas.

O mercado internacional de grãos viveu mais um dia de fortes movimentações nesta quinta-feira (30). Enquanto o milho perdeu força diante da combinação entre clima favorável nos Estados Unidos e o avanço da oferta global, a soja também recuou pressionada pelas previsões de chuvas em importantes regiões produtoras norte-americanas.

Em contrapartida, o trigo seguiu caminho oposto. A commodity foi sustentada pela escalada das tensões no Mar Negro, uma das principais rotas de exportação de grãos do planeta, fator que voltou a aumentar a preocupação dos agentes do mercado com possíveis impactos no comércio internacional.

Milho recua em Chicago enquanto mercado acompanha clima e oferta mundial

Carregamento de milho em carreta agrícola durante a colheita, ilustrando o abastecimento da cadeia de exportação e o comportamento do mercado internacional de grãos.

Os preços do milho encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT).

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O contrato futuro com vencimento em dezembro caiu 0,69%, fechando cotado a US$ 4,68 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, embora as condições climáticas nos Estados Unidos permaneçam sendo observadas diariamente pelos investidores, outro fator ganhou importância nas últimas semanas.

Trata-se do avanço da colheita no Brasil e na Argentina, dois dos maiores exportadores mundiais do cereal.

Com maior disponibilidade de produto no mercado internacional, a oferta continua exercendo influência direta sobre a formação das cotações negociadas em Chicago.

Além disso, a Bolsa de Chicago reflete o equilíbrio entre produção, estoques, exportações e disponibilidade física dos principais produtores globais.

Relatórios do USDA e da Conab entram no centro das atenções

Se o mercado acompanhou o clima durante os últimos dias, agora o foco começa a mudar.

Os investidores direcionam praticamente toda a atenção para os próximos levantamentos oficiais de oferta e demanda, considerados decisivos para definir o comportamento dos preços no curto prazo.

No dia 12 de agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu novo relatório mensal, trazendo atualizações sobre produção, estoques e consumo mundial de grãos.

Já no dia 13 de agosto, será a vez da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentar sua revisão para a safra brasileira.

Segundo avaliação da Royal Rural, esses dois documentos poderão provocar elevada volatilidade tanto nas negociações da Bolsa de Chicago quanto na formação dos preços praticados no mercado brasileiro.

Por isso, operadores e produtores acompanham a divulgação dos números com expectativa.

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Caio Aviz

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Soja perde força após previsão de chuvas nos Estados Unidos

Assim como aconteceu com o milho, a soja também encerrou o dia em queda.

O contrato futuro para novembro recuou 0,34%, fechando cotado a US$ 11,88 por bushel.

Segundo análise da Granar, as chuvas registradas nas Grandes Planícies Centrais e no estado de Iowa melhoraram as perspectivas para parte das lavouras norte-americanas.

Além disso, a previsão meteorológica indica que esse sistema climático deverá avançar nos próximos dias para o cinturão central e leste de produção de soja e milho.

Esse cenário poderá beneficiar áreas que enfrentaram temperaturas acima da média justamente durante o período mais sensível da floração.

Mesmo assim, o monitoramento da seca continua preocupando parte do mercado.

Seca ainda preocupa produtores norte-americanos

Embora as previsões indiquem chuvas, os dados mais recentes mostram deterioração das condições em parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos.

O levantamento aponta que a área com seca moderada aumentou de 12,9% para 21,52%.

Ao mesmo tempo, a área classificada com seca severa passou de 3,35% para 6,89%.

Além disso, o USDA elevou de 18% para 26% a parcela da área cultivada com soja afetada por algum nível de seca.

Mesmo diante desse cenário, o mercado interpretou que as precipitações previstas poderão limitar perdas produtivas, reduzindo parte das preocupações e contribuindo para a queda das cotações em Chicago.

Trigo sobe após novos ataques na região do Mar Negro

Enquanto milho e soja encerraram o dia pressionados, o trigo registrou valorização.

O contrato futuro com vencimento em setembro avançou 0,42%, encerrando o pregão cotado a US$ 6,63 por bushel.

Segundo análise da Granar, embora parte dos ganhos obtidos durante a madrugada tenha sido devolvida ao longo da sessão, o mercado permaneceu sustentado pelas preocupações relacionadas ao comércio internacional de grãos.

Durante a sessão noturna, os preços chegaram a subir aproximadamente US$ 9 por tonelada.

Ataques elevam preocupação com exportações de grãos

De acordo com informações publicadas pela Reuters, a valorização do trigo ocorreu após a intensificação dos ataques da Ucrânia contra alvos estratégicos da Rússia na região do Mar Negro.

Entre os episódios registrados está um ataque com drones ao porto de Taman, localizado na região de Krasnodar.

Segundo a agência, um terminal de exportação de grãos pertencente à Demetra, uma das maiores empresas agrícolas russas, sofreu danos considerados significativos.

Na mesma região, também foi atingida uma unidade de exportação de óleo de girassol da Efko, importante processadora de alimentos da Rússia.

Os ataques se somaram ao bombardeio registrado na véspera contra uma refinaria da Lukoil, em Perm, que interrompeu as operações da unidade.

Além disso, novas ofensivas contra embarcações russas nos mares de Azov e Negro ampliaram as preocupações sobre possíveis impactos na logística de exportação.

Mercado segue atento aos próximos desdobramentos

Com esse cenário, o mercado internacional de grãos permanece dividido entre fatores climáticos, aumento da oferta global e riscos geopolíticos.

Enquanto o milho e a soja continuam reagindo às expectativas para a produção norte-americana e sul-americana, o trigo permanece sustentado pelas incertezas envolvendo o corredor de exportação do Mar Negro.

Agora, entretanto, as atenções se concentram nos relatórios do USDA, em 12 de agosto, e da Conab, em 13 de agosto, que poderão redefinir as expectativas para a produção, os estoques e os preços internacionais dos grãos nas próximas semanas.

Você acredita que os próximos relatórios do USDA e da Conab poderão mudar o rumo dos preços do milho, da soja e do trigo no mercado internacional?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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