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O Pacífico esquentou e os tubarões perceberam primeiro: El Niño pode levar mais tubarões-brancos às praias da Califórnia, antecipar a chegada de filhotes e criar um verão diferente entre julho e setembro de 2026, mas pesquisadores que monitoram a espécie desde 2009 explicam por que a mudança não significa uma onda de ataques
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 22/07/2026 às 20:18
Atualizado em 22/07/2026 às 20:19
Ciência e Tecnologia
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Aquecimento das águas pode deslocar tubarões-brancos juvenis para áreas mais frias da Califórnia, segundo pesquisadores que monitoram a espécie desde 2009
A possível chegada de mais tubarões-brancos às praias da Califórnia chama atenção por estar relacionada ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico.
Principalmente, pesquisadores esperam encontrar mais animais no litoral californiano entre julho e setembro de 2026, embora o risco para banhistas permaneça extremamente baixo.
Aquecimento do Pacífico pode alterar migração dos tubarões
Segundo Chris Lowe, diretor do Shark Lab da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, a temperatura influencia diretamente os deslocamentos desses animais.
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Desde 2009, a equipe acompanha grandes tubarões-brancos no sul da Califórnia e já marcou aproximadamente 350 exemplares.
Recentemente, os pesquisadores também identificaram uma chegada antecipada de filhotes à região.
Precisamente, os animais começaram a aparecer ainda em fevereiro de 2026, embora esse movimento normalmente fosse esperado somente em abril.
Consequentemente, o aquecimento das águas pode levar os juvenis a procurarem áreas relativamente mais frias ao longo da costa californiana.
Por que mais tubarões podem aparecer nas praias?
Principalmente, os tubarões-brancos juvenis evitam águas excessivamente quentes durante seus deslocamentos migratórios.
Por isso, conforme o Pacífico aquece, esses animais podem avançar desde o sul da Califórnia até regiões próximas de Monterey.
Além disso, Lowe considera possível um aumento na presença de tubarões-martelo-lisos nas águas costeiras do estado americano.
Atualmente, a Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach relaciona essa movimentação antecipada dos juvenis às condições provocadas pelo El Niño.
Portanto, o fenômeno pode modificar tanto o período de chegada quanto a distribuição dos tubarões ao longo do litoral.
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Caio Aviz
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Como funciona o El Niño?
Basicamente, o El Niño representa a fase quente da Oscilação Sul do El Niño, conhecida internacionalmente pela sigla ENSO.
Periodicamente, o fenômeno modifica a temperatura das águas do Pacífico tropical e influencia padrões de chuva, ventos e temperatura em diferentes regiões.
Em contrapartida, a La Niña corresponde à fase fria do ciclo e provoca o resfriamento dessas águas.
Normalmente, as oscilações entre as duas fases acontecem em intervalos que variam de dois a sete anos.
Satélite identificou aquecimento no Oceano Pacífico
Inicialmente, em 27 de maio de 2026, a NASA divulgou medições realizadas pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich.
Na ocasião, o equipamento identificou uma onda de água aquecida avançando pelo Pacífico equatorial em direção à costa sul-americana.
Tecnicamente, a água ocupa mais volume quando esquenta e, consequentemente, eleva o nível da superfície do oceano.
Posteriormente, em 11 de junho, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos confirmou a formação do El Niño.
Em seguida, no dia 3 de julho, a Organização Meteorológica Mundial previu um El Niño forte entre julho e setembro de 2026.
Finalmente, em 9 de julho, a NOAA apontou 81% de possibilidade de intensidade muito forte entre outubro e dezembro.
Portanto, “Super El Niño” funciona como uma expressão informal, pois não representa uma categoria oficial já confirmada pelos órgãos meteorológicos.
Risco de ataques continua extremamente baixo
Apesar da possível presença maior de tubarões, especialistas destacam que os ataques contra pessoas permanecem extremamente raros.
Conforme o International Shark Attack File, os Estados Unidos registraram 25 mordidas não provocadas em 2025, incluindo uma morte.
Especificamente, cinco ocorrências foram registradas na Califórnia durante o mesmo período.
Globalmente, entretanto, nove pessoas morreram em ataques não provocados no ano passado.
Comparativamente, estimativas citadas pelos pesquisadores apontam aproximadamente 24 mil mortes anuais provocadas por raios.
Consequentemente, a possível chegada de mais tubarões-brancos exige acompanhamento, mas não representa um aumento proporcional do perigo para os banhistas.
Você teria coragem de entrar no mar sabendo que o El Niño pode levar mais tubarões-brancos para perto das praias da Califórnia?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

