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O shopping levou quase 10 anos para renascer após um dos piores terremotos do Japão; semanas depois da reabertura, um novo tremor de magnitude 7,1 mudou tudo outra vez

O shopping levou quase 10 anos para renascer após um dos piores terremotos do Japão; semanas depois da reabertura, um novo tremor de magnitude 7,1 mudou tudo outra vez

4 min de leitura

O shopping levou quase 10 anos para renascer após um dos piores terremotos do Japão; semanas depois da reabertura, um novo tremor de magnitude 7,1 mudou tudo outra vez

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 28/07/2026 às 12:10

Atualizado em 28/07/2026 às 12:11

Acidentes

Bombeiros, equipes de emergência e agentes de resgate trabalham nos escombros de um grande shopping atingido pelo terremoto de magnitude 7,1 na ilha de Kyushu, no Japão, enquanto as buscas por desaparecidos continuam.

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Shopping Aeon Mall voltou a ser atingido por um forte terremoto apenas semanas após concluir sua reconstrução, reacendendo lembranças do desastre de 2016 e mobilizando uma grande operação de resgate no sul do Japão.

O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28) provocou o desabamento parcial do shopping Aeon Mall, localizado na cidade de Kashima, além de uma explosão registrada no interior do complexo comercial.

O caso ganhou repercussão internacional porque o estabelecimento havia acabado de concluir uma reconstrução que durou aproximadamente dez anos, após ter sido severamente danificado pelo terremoto de magnitude 7,3 que atingiu Kumamoto, em abril de 2016.

Agora, equipes de emergência trabalham na busca por desaparecidos, enquanto o governo japonês mantém alerta para novos tremores nos próximos dias.

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Veja também

Shopping reconstruído após tragédia histórica voltou a ser atingido

O Aeon Mall permaneceu fechado durante cerca de uma década para passar por obras de recuperação e modernização.

O complexo havia sido devastado pelo terremoto registrado em 16 de abril de 2016, considerado um dos mais graves da história recente da região de Kumamoto, na ilha de Kyushu.

Na ocasião, segundo dados oficiais, 250 pessoas morreram e mais de 2,7 mil ficaram feridas.

As obras de reconstrução foram concluídas apenas no mês passado, tornando a nova ocorrência ainda mais simbólica para moradores e comerciantes.

Após o terremoto de 2016, um supermercado instalado no shopping também ficou conhecido por vender bolinhos de arroz onigiri por apenas 10 ienes, equivalente a cerca de R$ 0,06, como forma de auxiliar sobreviventes durante a emergência.

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Caio Aviz

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Equipes de resgate atuam entre os escombros de um grande shopping atingido pelo terremoto de magnitude 7,1 em Kyushu, no Japão, durante a operação de busca por desaparecidos.

Novo terremoto provocou explosão e deixou desaparecidos

O novo terremoto ocorreu na terça-feira (28) e foi seguido por uma explosão registrada dentro do shopping.

Imagens aéreas exibidas pelas emissoras japonesas mostram que parte da cobertura do prédio desabou, deixando o interior completamente destruído.

Segundo informações divulgadas pelas emissoras Fuji TV e TBS, o desastre deixou mortos e feridos, embora o número oficial de vítimas ainda não tenha sido confirmado.

Ao mesmo tempo, a emissora pública NHK informou que entre 20 e 30 trabalhadores permanecem desaparecidos.

Além disso, a Polícia de Kumamoto afirmou acreditar que existe um número considerável de mortos, enquanto o Corpo de Bombeiros de Kumamoto confirmou que o prédio foi evacuado, mas ainda não conseguiu determinar quantas pessoas permaneceram sob os escombros.

Epicentro superficial aumentou o potencial de destruição

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o terremoto teve epicentro entre as cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu.

O tremor ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade, característica considerada superficial e que normalmente amplia os efeitos na superfície.

Além disso, foram registrados quatro tremores secundários, com magnitudes variando entre 4,4 e 5,6.

Ainda conforme informou a agência sul-coreana Yonhap, os reflexos do terremoto também foram sentidos em Incheon, cidade localizada próxima à capital Seul, na Coreia do Sul.

Japão convive com terremotos frequentes por estar no Anel de Fogo

O Japão está situado sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, região conhecida pela intensa atividade sísmica e vulcânica.

Por esse motivo, o país registra um terremoto, em média, a cada cinco minutos.

Além disso, cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6,0 registrados no planeta acontecem em território japonês.

Essa condição faz com que sistemas de monitoramento e protocolos de emergência sejam constantemente utilizados pelas autoridades.

Governo japonês mantém força-tarefa e alerta para novos tremores

Logo após o terremoto, o governo do Japão anunciou a criação de uma força-tarefa de emergência para coordenar as operações de resgate e atendimento às áreas afetadas.

Além disso, alertas sísmicos foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, onde milhares de imóveis ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

Segundo a primeira-ministra Sanae Takaichi, as cidades de Uki e Hikawa registraram intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa.

Por fim, devido à combinação entre alta magnitude e baixa profundidade, as autoridades japonesas alertaram para a possibilidade de novos grandes terremotos nos próximos três dias, mantendo equipes de resgate e monitoramento em estado máximo de prontidão.

Você acredita que o Japão conseguirá reduzir os impactos de novos terremotos nos próximos dias?

Fonte

MSN


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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