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OpenAI prepara complexo de mais de US$ 30 bilhões nos Estados Unidos, com energia comparável ao consumo de 2,4 milhões de casas e capacidade para ampliar a operação dos modelos de inteligência artificial
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 22/07/2026 às 21:33
Atualizado em 22/07/2026 às 21:38
Ciência e Tecnologia
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A criadora do ChatGPT já investiu US$ 20 bilhões no complexo da Geórgia, que terá capacidade de até 3,2 gigawatts e construção prevista até 2032
A OpenAI prepara um complexo de data centers no condado de Effingham, próximo a Savannah, na Geórgia, com capacidade de até 3,2 gigawatts e investimento total estimado em mais de US$ 30 bilhões até a próxima década.
Data center da OpenAI terá energia comparável ao consumo de 2,4 milhões de casas
A OpenAI garantiu da Georgia Power o fornecimento de até 3,2 gigawatts de eletricidade para o campus planejado na costa da Geórgia. A capacidade será destinada ao treinamento e à operação de modelos avançados de inteligência artificial.
O volume de energia é comparável às necessidades de eletricidade de aproximadamente 2,4 milhões de residências nos Estados Unidos. Os primeiros centenas de megawatts deverão ficar disponíveis em 2028.
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A construção está prevista para continuar até 2032. Sachin Katti, vice-presidente de estratégia de computação da OpenAI, teria afirmado que o custo da instalação completa provavelmente ultrapassará US$ 30 bilhões.
A empresa já investiu US$ 20 bilhões no empreendimento e procura parceiros para financiar e desenvolver as etapas restantes. O projeto dará à criadora do ChatGPT maior capacidade computacional diante do crescimento da demanda por serviços de inteligência artificial.
OpenAI amplia participação no planejamento da infraestrutura
O campus representa uma mudança na estratégia de infraestrutura da companhia. O Stargate começou como um esforço conjunto com Oracle e SoftBank, mas a OpenAI passou a assumir participação maior no planejamento e no projeto de novas instalações.
Segundo Katti, a experiência acumulada em diferentes gerações de projetos permitiu à empresa aperfeiçoar o desenho das instalações, a arquitetura das redes e os projetos dos sistemas.
A padronização busca reduzir custos e acelerar os cronogramas de implantação. A empresa pretende desenvolver modelos replicáveis para data centers, sistemas de rede e equipamentos, permitindo que futuros campi sejam colocados em funcionamento mais rapidamente.
A OpenAI também realizou ajustes em seu portfólio internacional. A companhia desistiu recentemente de projetos selecionados no Reino Unido e na Noruega e suspendeu a expansão de seu principal campus Stargate no Texas.
Essas decisões permitem que recursos sejam concentrados em empreendimentos maiores, considerados pela empresa de maior valor estratégico no longo prazo.
Empresa promete assumir custos de transmissão e reduzir consumo nos picos
Grandes complexos destinados à inteligência artificial enfrentam críticas relacionadas ao consumo de eletricidade e água, além da pressão exercida sobre a infraestrutura das comunidades onde são instalados.
A OpenAI informou que assumirá os custos das melhorias necessárias nas redes de transmissão e distribuição de energia para atender ao campus. Segundo a empresa, essas despesas não serão repassadas aos consumidores locais.
Também está prevista a redução do consumo de eletricidade nos períodos de maior demanda da rede. O complexo deverá utilizar um sistema fechado de refrigeração para limitar o uso de água durante as operações.
A expectativa da OpenAI é contribuir, ao longo do tempo, com centenas de milhões de dólares em impostos estaduais e locais. A companhia também pretende criar um fundo comunitário e oferecer créditos de produtos a estudantes da região.
Presence conecta agentes de IA aos sistemas das empresas
Paralelamente à expansão física, a OpenAI anunciou em 22 de julho de 2026 o Presence, plataforma empresarial que conecta seus modelos de inteligência artificial a dados internos, programas e fluxos de trabalho das organizações.
A ferramenta permite implantar agentes de voz e texto para realizar tarefas como atendimento ao cliente, operações de vendas e solicitações de serviços de tecnologia da informação, com intervenção humana mínima.
Esses agentes podem responder a perguntas, acessar sistemas empresariais, executar ações previamente aprovadas e transferir casos para profissionais quando necessário. A plataforma também prevê o aprimoramento contínuo dessas ferramentas.
O lançamento amplia a atuação da OpenAI para além da comercialização de acesso aos modelos básicos. A estratégia reúne infraestrutura computacional de grande escala e ferramentas empresariais voltadas à incorporação de agentes de inteligência artificial nas atividades das organizações.
Sam Altman, CEO da OpenAI, também deverá visitar Washington na semana seguinte ao anúncio para apresentar modelos de nova geração ao governo Trump e a integrantes do Congresso, enquanto os Estados Unidos discutem sua estrutura regulatória para inteligência artificial.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

