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Operação reforça segurança após invasão e ameaças a lideranças Ashaninka em Marechal Thaumaturgo

A Secretaria de Estado de Segurança Pública mantém, sem previsão de encerramento, a Operação Ashaninka, desencadeada após a denúncia de que um grupo armado invadiu a Aldeia Apiwtxa, na Terra Indígena Ashaninka, às margens do rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo. Segundo a liderança Francisco Pyanko, os invasores procuravam lideranças indígenas e fizeram ameaças à comunidade.

Durante a chegada das equipes do Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON), Francisco Pyanko agradeceu o apoio das forças de segurança e afirmou que a presença do Estado transmite segurança às famílias. “A gente está num momento de muita tensão por conta da invasão ao nosso território. Vocês chegaram de imediato e isso passa para a gente segurança”, declarou. Ele também ressaltou que as lideranças decidiram permanecer na aldeia. “Nós tomamos a decisão de que as lideranças não vão sair do seu território, fugir por medo desses criminosos”, afirmou.

De acordo com a denúncia encaminhada à Segurança Pública, as ameaças ocorreram após as lideranças proibirem a passagem de não indígenas pela terra indígena, em uma medida para combater o tráfico de drogas, o desmatamento e o garimpo ilegal na região de fronteira com o Peru. “Nesse lugar não vai se enraizar, não vai crescer o crime organizado. Nós estamos a favor da proteção do nosso direito e a garantia desse direito também depende da presença de vocês”, disse Pyanko.

Desde o início da operação, equipes do GEFRON realizam patrulhamento rural e fluvial na região com apoio dos indígenas, além de reuniões com as comunidades e articulação com órgãos federais e o Ministério Público Federal. Nesta sexta-feira (11), o Exército Brasileiro passa a integrar a força-tarefa em patrulhamento pelo rio Amônia, entre Marechal Thaumaturgo e a fronteira com o Peru, reforçando as ações de segurança na região.

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