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Para ampliar a vida fora dos apartamentos, arquitetos construíram torre francesa de 17 andares com 113 moradias, varandas de até 7,5 metros, hastes de aço, pergolados e aparência de árvore branca gigante
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 22/07/2026 às 22:12
Construção, Indústria
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Em Montpellier, a torre L’Arbre Blanc usa varandas em balanço de até 7,5 metros, hastes de aço e pergolados para ampliar 113 moradias, criar sombra, abrir áreas de convivência e transformar 17 andares em uma árvore branca gigante.
Uma torre francesa de 17 andares levou as varandas muito além dos limites comuns da fachada. Algumas avançam até 7,5 metros sobre a cidade, criando grandes áreas externas e fazendo o edifício parecer uma árvore coberta por galhos brancos.
A informação foi publicada por Architectural Record, publicação especializada em arquitetura e projetos construídos. Batizado de L’Arbre Blanc, o prédio reúne 113 apartamentos em Montpellier, no sul da França.
O projeto foi criado por uma equipe liderada pelo arquiteto Sou Fujimoto, com participação de Manal Rachdi, Nicolas Laisné e Dimitri Roussel. Os terraços não servem apenas para decorar a construção. Eles ampliam o espaço das moradias, protegem partes da fachada do sol e incentivam a convivência ao ar livre.
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Varandas saem da torre e viram extensões das moradias
As varandas aparecem distribuídas em diferentes alturas e direções. Em vez de acompanhar a fachada como uma faixa estreita, elas se projetam para fora e formam áreas externas ligadas diretamente aos apartamentos.
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Alguns imóveis possuem mais de uma varanda. Nos apartamentos de dois pavimentos, existem casos em que escadas externas conectam terraços instalados em níveis diferentes, aumentando a sensação de que os espaços continuam fora do prédio.
Essa distribuição cria a imagem de uma árvore. O corpo curvo da torre funciona como o tronco, enquanto as varandas de até 7,5 metros parecem galhos espalhados ao redor da construção.
Estrutura em balanço precisa controlar peso e deformação
Uma estrutura em balanço surge quando parte de uma construção avança além de seu principal apoio. Quanto maior essa distância, maior é o esforço concentrado na ligação com o prédio.
O peso da estrutura, das pessoas, dos móveis e dos objetos precisa ser levado com segurança até as partes resistentes do edifício. A extremidade mais distante também não pode abaixar além do limite calculado pelos engenheiros.
Esse pequeno movimento recebe o nome de deformação. Não significa que a varanda esteja quebrando, mas indica que os materiais mudam levemente de forma quando recebem peso. Em projeções de até 7,5 metros, controlar essa movimentação é indispensável.
Vento muda a força recebida por cada varanda
As varandas da L’Arbre Blanc apontam para várias direções. Por isso, cada uma recebe o vento de uma maneira diferente, principalmente porque comprimento, posição e altura não são iguais.
Uma superfície longa pode sofrer pressões que empurram sua estrutura em diferentes sentidos. Os cálculos precisam considerar a ação do vento, o peso e a orientação de cada terraço.
A combinação dessas forças explica por que as varandas não poderiam ser apenas grandes lajes de concreto lançadas para fora. O projeto exigiu uma estrutura metálica própria para manter os terraços firmes e ligados ao edifício.
Hastes e perfis de aço prendem os terraços ao prédio
Architectural Record, publicação especializada em arquitetura e projetos construídos, detalhou a montagem das varandas. Elas foram produzidas com peças de aço soldadas e parafusadas a perfis verticais presos às lajes de concreto.
Embora pareçam sustentadas apenas pelo ponto em que encontram a fachada, as estruturas também utilizam hastes metálicas de tração. Essas barras ajudam a transferir os esforços das varandas para o corpo da torre.
Os terraços funcionam como grandes bandejas metálicas. A estrutura recebeu proteção contra incêndio e acabamento com piso de madeira, criando uma superfície adequada ao uso dos moradores.
Pergolados criam sombra e ajudam a aproveitar o exterior
Acima de várias varandas aparecem pergolados metálicos. Eles barram parte da luz direta e criam áreas mais protegidas durante os períodos de maior presença do sol.
As próprias varandas também projetam sombra sobre trechos inferiores da fachada. Essa disposição reduz a exposição direta em determinadas áreas e produz mudanças de luz e sombra ao longo do dia.
Montpellier fica próxima ao Mediterrâneo e possui condições favoráveis ao uso de espaços externos. Por isso, os terraços foram tratados como continuação das salas e dos quartos, permitindo uma ligação mais direta entre o interior e o exterior.
Escala diferencia a torre francesa das sacadas brasileiras
Uma sacada brasileira profunda pode cumprir funções parecidas, como receber mesas, cadeiras, plantas e espaços de descanso. A principal diferença está na escala alcançada pela torre francesa.
Quando uma varanda avança até 7,5 metros, ela deixa de ser percebida apenas como uma faixa presa ao prédio. O espaço passa a funcionar como uma grande área externa suspensa, com dimensão suficiente para mudar a maneira como o apartamento é usado.
A comparação climática também exige cuidado. No Brasil, cada cidade apresenta condições próprias de chuva, calor, umidade, sol e vento. Uma solução semelhante precisaria ser calculada para o local, sem copiar diretamente a estrutura construída em Montpellier.
L’Arbre Blanc une aparência marcante e uso diário
A torre de 17 andares não recebeu grandes varandas apenas para criar uma fachada diferente. Os terraços aumentam a área externa das 113 moradias, oferecem sombra e transformam a relação dos moradores com o espaço fora dos apartamentos.
Você moraria em uma torre onde sua varanda avançasse 7,5 metros sobre a cidade, sustentada por aço e exposta ao vento? Conte nos comentários o que pesaria mais em sua decisão, a vista, o espaço ou a altura.
Fonte
Architectural Record
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

