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Para resolver a falta de espaço e o barulho, o Japão criou uma ilha de 4 km, ergueu um aeroporto sobre ela, gastou R$ 100 bilhões e hoje enfrenta afundamento, tufões e inundações

Para resolver a falta de espaço e o barulho, o Japão criou uma ilha de 4 km, ergueu um aeroporto sobre ela, gastou R$ 100 bilhões e hoje enfrenta afundamento, tufões e inundações

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Para resolver a falta de espaço e o barulho, o Japão criou uma ilha de 4 km, ergueu um aeroporto sobre ela, gastou R$ 100 bilhões e hoje enfrenta afundamento, tufões e inundações

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 28/07/2026 às 10:27

Curiosidades

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Erguido em uma ilha artificial de quatro quilômetros na baía de Osaka, o aeroporto enfrenta solo instável, tufões, terremotos e inundações, enquanto sistemas hidráulicos corrigem o nível dos terminais, pilares e pistas todos os dias

O aeroporto de Kansai foi construído sobre uma ilha artificial de quatro quilômetros na baía de Osaka para ampliar a capacidade aérea da região e afastar o barulho dos centros urbanos. Avaliada em R$ 100 bilhões, a estrutura enfrenta o afundamento gradual do solo e precisou ser adaptada contra terremotos, tufões e inundações.

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Kansai surgiu da falta de espaço em Osaka e Kobe

A escassez de terrenos planos em Osaka e Kobe dificultava a expansão dos voos. Ao mesmo tempo, moradores próximos às áreas aeroportuárias reclamavam do ruído constante provocado pelas aeronaves.

A solução encontrada pelos engenheiros japoneses foi levar o aeroporto para o mar. Navios transportaram e despejaram grandes volumes de rochas e areia na baía, formando a plataforma que receberia pistas, terminais e outras instalações.

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O trabalho exigiu anos de preparação porque a ilha artificial foi montada sobre um leito marinho formado por camadas espessas de solo mole. A primeira pista ficou cercada por água em todos os lados.

Uma ponte de dois andares passou a conectar o aeroporto ao continente. A estrutura reúne linhas ferroviárias e faixas destinadas aos automóveis, permitindo o deslocamento de passageiros, trabalhadores e cargas entre o terminal e a região urbana.

Imagem: Reprodução

Ilha artificial afundou mais rapidamente que o previsto

Os projetistas já esperavam que o peso da ilha comprimisse as camadas de lama existentes no fundo do mar.

O afundamento, portanto, fazia parte dos cálculos da obra, mas ocorreu em ritmo superior ao estimado inicialmente.

O problema também não acontece de maneira uniforme. Algumas partes do terreno podem ceder mais do que outras, causando diferenças de altura capazes de afetar pisos, pilares e estruturas do terminal.

Para controlar essa movimentação, foram instalados macacos hidráulicos sob os pilares dos edifícios. Os equipamentos permitem elevar ou ajustar pontos específicos sempre que o solo apresenta um rebaixamento desigual.

Sensores a laser também acompanham a inclinação do terreno. O monitoramento contínuo fornece informações para as correções, enquanto paredes de contenção reforçadas ajudam a proteger a ilha contra a elevação das águas.

Imagem: Reprodução

Tufão de 2018 expôs a vulnerabilidade do aeroporto

A localização no mar deixa o aeroporto de Kansai diretamente exposto aos ventos, ondas e tempestades que atingem a costa japonesa.

Em 2018, um ciclone lançou grandes volumes de água sobre as pistas e causou uma inundação grave.

Depois do episódio, os diques de proteção foram reforçados e novos sistemas de bombeamento e drenagem passaram a integrar as medidas destinadas a retirar a água acumulada sobre a plataforma.

A estrutura também foi planejada para enfrentar abalos sísmicos. O solo abaixo da ilha e a capacidade de flexão da plataforma ajudam a distribuir a energia durante os tremores, reduzindo o risco de rachaduras no pavimento.

Essas adaptações transformaram a manutenção do aeroporto em uma operação permanente. Além das atividades comuns de um terminal internacional, equipes precisam acompanhar o nível do solo, a estabilidade dos prédios e as condições das barreiras marítimas.

Projeto de R$ 100 bilhões também mudou o terminal de passageiros

O custo informado de R$ 100 bilhões inclui a formação da ilha, o transporte de milhões de toneladas de materiais, a ponte de acesso e as soluções desenvolvidas para suportar o ambiente marítimo.

A exposição constante ao sal exigiu materiais resistentes à corrosão. Sistemas de sustentação, contenção e monitoramento também ampliaram a complexidade financeira e técnica da construção.

O terminal principal foi desenhado no formato de uma asa aberta. Seu teto curvo conduz o ar naturalmente pelos ambientes, enquanto paredes de vidro permitem a entrada de iluminação durante o dia.

Trens internos transportam passageiros até portões mais distantes. O prédio ainda possui isolamento acústico e pisos preparados para suportar a circulação intensa de pessoas, malas e equipamentos aeroportuários.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações, dados técnicos, números e descrições presentes no material-base fornecido, preservados conforme o conteúdo consultado.

Fonte

https://midiamax.com.br/t


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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