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Pentágono muda divulgação das baixas na guerra contra o Irã, separa números em páginas diferentes e torna contagem mais difícil

Pentágono muda divulgação das baixas na guerra contra o Irã, separa números em páginas diferentes e torna contagem mais difícil

4 min de leitura

Pentágono muda divulgação das baixas na guerra contra o Irã, separa números em páginas diferentes e torna contagem mais difícil

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 28/07/2026 às 10:43

Atualizado em 28/07/2026 às 10:44

Geopolítica

Sede do Pentágono, nos Estados Unidos, responsável pela divulgação dos números de militares mortos e feridos no conflito contra o Irã.

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Departamento de Defesa criou nova categoria para registrar baixas posteriores a 7 de julho, enquanto parlamentares, veteranos e familiares cobraram explicações

Em 27 de julho de 2026, o Pentágono modificou a forma de apresentar as baixas da guerra contra o Irã. Os registros posteriores a 7 de julho deixaram de aparecer na mesma página que reunia os números acumulados desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

A alteração ocorreu após críticas de que o Departamento de Defesa teria minimizado o total de militares mortos e feridos. A nova organização também surgiu enquanto os Estados Unidos mantinham uma pausa nos ataques e enfrentavam questionamentos sobre a divulgação dos impactos de ofensivas iranianas.

Pentágono criou categoria separada para baixas posteriores a 7 de julho

Os dados da guerra estavam concentrados na página da Operação Epic Fury, nome utilizado pelo Departamento de Defesa para o conflito contra o Irã. Com a mudança, os casos registrados depois de 7 de julho passaram a integrar uma seção chamada “baixas em operações no exterior”.

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A divisão obriga o público a consultar páginas distintas e somar os números para chegar ao total de mortos e feridos. A nova categoria incluiu quatro militares mortos no último fim de semana, cujos registros haviam desaparecido da contagem principal.

Essas mortes voltaram ao Sistema de Análise de Baixas da Defesa com a observação “Baixas em operações no exterior a partir de 7 de julho de 2026”. O site, porém, não apresentou uma explicação detalhada para a separação.

Número de militares feridos aumentou para 624 desde fevereiro

A atualização também elevou o número de militares americanos feridos desde 7 de julho. O Pentágono informava anteriormente que menos de 100 soldados haviam sido atingidos durante esse período.

O novo levantamento passou a registrar 207 feridos, elevando para 624 o total desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O número oficial de militares mortos chegou novamente a 18.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, havia declarado na semana anterior que o número de feridos posteriores a 7 de julho permanecia abaixo de 100. Naquele momento, o governo também não havia detalhado os efeitos de vários ataques iranianos contra bases com tropas americanas.

Militares americanos em uma base no Oriente Médio.

Quatro militares foram retirados da contagem principal de mortos

O The New York Times revelou que o Pentágono havia reduzido o número oficial de mortos de 18 para 14. A mudança provocou reação entre parlamentares, veteranos e familiares de militares.

Autoridades ouvidas pelo jornal afirmaram que quatro soldados mortos na Jordânia e no Iraque foram retirados da contagem. As mortes ocorreram depois do cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã em abril.

O secretário de imprensa interino do Pentágono, Joel Valdez, atribuiu a alteração a falhas temporárias no sistema oficial. Ele afirmou que o problema seria corrigido rapidamente, mas a página da Operação Epic Fury ainda apresentava 14 mortes até a manhã de sábado.

Porta-voz negou tentativa de ocultar dados da guerra

Sean Parnell rejeitou as críticas e classificou as acusações de ocultação como “fabricações destinadas a aumentar ainda mais a angústia do povo americano”. A declaração foi feita após a morte de três militares em combate.

Um porta-voz do Pentágono direcionou posteriormente as perguntas sobre os números para a Casa Branca. O governo não respondeu imediatamente aos pedidos de esclarecimento.

Senadores pediram prestação de contas sobre as baixas

Senadores democratas enviaram uma carta ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, na quinta-feira. O grupo solicitou uma prestação de contas completa sobre o número de militares mortos e feridos.

Os parlamentares afirmaram que o público, o Congresso e as famílias dos soldados têm direito a informações transparentes sobre o custo humano da guerra. Também disseram que o Departamento de Defesa não apresentou dados completos e dentro do prazo necessário.

Outros três ataques iranianos já haviam deixado dezenas de militares feridos antes das ofensivas que mataram três soldados na Jordânia. Esses registros também não foram divulgados imediatamente.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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