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Pequeno chip implantado atrás do olho se conecta a óculos com câmera, transforma imagens em estímulos visuais e pode devolver parte da visão perdida pela degeneração macular

Pequeno chip implantado atrás do olho se conecta a óculos com câmera, transforma imagens em estímulos visuais e pode devolver parte da visão perdida pela degeneração macular

5 min de leitura

Pequeno chip implantado atrás do olho se conecta a óculos com câmera, transforma imagens em estímulos visuais e pode devolver parte da visão perdida pela degeneração macular

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 23/07/2026 às 01:05

Ciência e Tecnologia

Imagem ilustrativa de um olho humano relacionada ao PRIMA, implante que utiliza óculos com câmera para produzir estímulos visuais.

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Sistema PRIMA recebe aprovação europeia e abre uma nova possibilidade para pacientes com perda grave da visão central.

Uma tecnologia desenvolvida para auxiliar pessoas afetadas pela degeneração macular relacionada à idade recebeu autorização para comercialização na Europa.

O sistema PRIMA combina um pequeno chip implantado na região posterior do olho com óculos equipados com câmera.

As imagens captadas pelos óculos são enviadas ao implante, que transforma essas informações em estímulos visuais interpretados pelo cérebro.

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A Science Corporation, empresa responsável pelo dispositivo, pretende utilizar a tecnologia para recuperar parte da visão funcional de pacientes com danos severos na retina.

Aprovação europeia marca avanço para o implante ocular

A autorização foi concedida pelo regulador europeu de dispositivos médicos e permite que a Science Corporation prepare a comercialização do PRIMA.

O avanço representa uma etapa importante para a empresa fundada por Max Hodak, cofundador e ex-presidente da Neuralink.

Hodak deixou a companhia criada por Elon Musk em 2021 para desenvolver tecnologias voltadas à integração entre componentes eletrônicos e estruturas biológicas.

A Science Corporation também recebeu uma designação inicial da agência norte-americana FDA.

Essa classificação poderá acelerar futuras avaliações regulatórias relacionadas a determinados tipos raros de cegueira nos Estados Unidos.

Como funciona o chip ocular PRIMA

A degeneração macular associada ao envelhecimento danifica as células sensíveis à luz localizadas na parte posterior dos olhos.

Essa condição compromete principalmente a visão central e dificulta tarefas como leitura, reconhecimento de rostos e identificação de detalhes.

O PRIMA foi criado para substituir parcialmente a função perdida dessas células por meio de estímulos produzidos pelo chip.

O paciente utiliza óculos com câmera integrada após a implantação do equipamento.

A câmera capta imagens do ambiente e transmite as informações diretamente ao dispositivo instalado no olho.

O chip converte esses dados em sinais elétricos, que são interpretados pelo cérebro como elementos visuais.

A tecnologia não devolve uma visão completamente natural, mas busca oferecer uma capacidade visual funcional e limitada.

Chip ocular e óculos com câmera representam o sistema PRIMA, criado para auxiliar pacientes com degeneração macular.

Procedimento dura cerca de uma hora

A instalação do implante é realizada por meio de um procedimento que dura aproximadamente uma hora.

A cirurgia pode ser feita em regime ambulatorial, sem necessidade de uma internação prolongada.

O paciente passa a utilizar os óculos especiais depois da implantação e do período de adaptação.

A câmera integrada se torna responsável por captar o ambiente e enviar os dados necessários ao chip.

O funcionamento conjunto entre óculos, câmera e implante permite que o sistema produza os estímulos visuais.

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Viviane Alves

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Pacientes voltaram a ler e resolver jogos

Segundo Max Hodak, alguns participantes dos testes conseguiram realizar tarefas consideradas impossíveis após a perda da visão.

Pacientes voltaram a ler livros extensos, resolver palavras cruzadas e completar jogos de Sudoku.

Outros participantes também conseguiram identificar letras, números, palavras e determinados objetos.

Esses resultados foram apresentados pela Science Corporation como demonstrações do potencial funcional do equipamento.

A empresa ressalta, porém, que os benefícios podem variar conforme o quadro clínico e o processo de adaptação de cada paciente.

Tecnologia foi criada pela Pixium

O sistema PRIMA foi desenvolvido originalmente pela Pixium, empresa francesa especializada em tecnologias para recuperação visual.

A Science Corporation adquiriu a companhia e seus ativos relacionados ao implante em 2024.

A aquisição permitiu que a empresa incorporasse a tecnologia ao seu próprio portfólio de interfaces bioeletrônicas.

A companhia passou então a aprimorar os documentos regulatórios, os processos técnicos e a preparação comercial do dispositivo.

A plataforma da Science Corporation também foi utilizada para organizar os próximos passos do desenvolvimento do equipamento.

Tratamento deve começar pela Alemanha

A comercialização do PRIMA deve ser estruturada inicialmente na Alemanha, país onde ocorreram os testes clínicos europeus.

Cada unidade do equipamento poderá custar centenas de milhares de dólares.

A Science Corporation e seus parceiros médicos negociam modelos de reembolso com os sistemas europeus de saúde.

Essas negociações serão essenciais para definir como os pacientes poderão ter acesso ao tratamento.

A empresa ainda trabalha na organização da produção, do atendimento médico e da distribuição do dispositivo.

Novos chips e óculos estão em desenvolvimento

A Science Corporation pretende ampliar as capacidades do PRIMA com novos chips e versões aprimoradas dos óculos.

O objetivo é aproximar o formato do equipamento dos óculos de realidade aumentada já disponíveis no mercado.

A tecnologia médica, entretanto, exige maior capacidade de processamento e um consumo mais elevado de energia.

Os próximos modelos deverão buscar melhor desempenho, maior conforto e mais praticidade para os pacientes.

A evolução do equipamento poderá também ampliar as atividades realizadas com auxílio do sistema.

Empresa prepara novo sensor cerebral

A Science Corporation trabalha ainda em parceria com Murat Günel, chefe do Departamento de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Yale.

O projeto envolve a preparação de testes em humanos de um sensor cerebral bio-híbrido implantado diretamente.

A estratégia da companhia, porém, começa pela construção de um negócio sustentável voltado à recuperação da visão.

Para Max Hodak, uma operação comercial consolidada poderá financiar projetos mais avançados de interfaces bio-híbridas.

A aprovação europeia do PRIMA representa, portanto, um passo importante para a empresa e para os pacientes afetados pela degeneração macular.

Você acredita que tecnologias como o chip ocular PRIMA poderão transformar a qualidade de vida de pessoas com perda grave da visão? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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