Após o pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União) ser preso nesta terça-feira (7/7), depois de a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu carro durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, lideranças do PL defenderam cautela em relação ao apoio à sua candidatura.
Caciques do partido, que apoia o nome do ex-prefeito de Belford Roxo para o Senado, afirmam que aguardarão a decisão do União Brasil sobre Canella, e dizem que é preciso calma ao tratar sobre a retirada do apoio.
Estes líderes lembram que, em 2020, o então candidato à Prefeitura do Rio Eduardo Paes (à época no DEM) foi alvo de uma operação de busca e apreensão às vésperas da eleição e que o partido manteve o apoio à sua candidatura.
A operação investigava supostos repasses de R$ 10,8 milhões da Odebrecht para a campanha de Paes em 2012. Em 2024, o STF remeteu o caso à Justiça Eleitoral, anulando decisões proferidas pela Justiça Federal.
Desta vez, Canella também foi alvo de um mandado de busca e apreensão, no âmbito de uma operação que investiga uma estrutura criminosa que utilizaria empresas do setor de combustíveis para lavagem de dinheiro, com a participação de agentes públicos.
Durante a operação, porém, os agentes encontraram um fuzil no interior de um veículo pertencente a Canella. O ex-prefeito acabou preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo.







