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Planta invasora com cheiro de terebintina toma quintais do Arizona, sufoca flores nativas, espalha milhares de sementes viáveis por até cinco anos e, quando seca, aumenta risco de incêndios e pode provocar irritações na pele e problemas respiratórios, levando autoridades a pedir remoção protegida e denúncia de focos
Escrito por Carla Teles
Publicado em 25/07/2026 às 16:06
Ciência e Tecnologia, Curiosidades
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Conhecida como erva-fedorenta, a planta invasora cresce em quintais, calçadas e áreas desérticas, compete com a vegetação local, libera sementes capazes de permanecer viáveis no solo por cinco anos e exige luvas, roupas compridas, descarte seguro e comunicação dos focos encontrados por moradores às autoridades ambientais responsáveis pela região locais.
Uma planta invasora de flores amarelas e cheiro semelhante ao de terebintina está avançando por quintais, calçadas e ambientes desérticos do Arizona, nos Estados Unidos. Conhecida como erva-fedorenta, ou stinknet, a espécie compete com flores nativas, produz milhares de sementes e pode se transformar em material altamente inflamável durante o verão.
As informações foram publicadas pela Popular Science em 4 de março de 2026, com base em orientações da Universidade do Arizona, de organizações ambientais e de autoridades de conservação. A expansão já alcança os condados de Maricopa, Pinal e Pima, além de registros em Nevada, Califórnia, México e Austrália.
Flores amarelas escondem uma espécie agressiva
A erva-fedorenta possui inflorescências amarelo-douradas, arredondadas e formadas por numerosas flores pequenas. Suas folhas são verdes, finamente recortadas e podem lembrar a folhagem de uma cenoura.
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Essa aparência dificulta a identificação por pessoas sem experiência botânica. Em meio às flores silvestres do deserto, a planta invasora pode parecer parte natural da paisagem, permitindo que cresça e produza sementes antes de ser reconhecida como uma ameaça.
Cheiro forte lembra solvente e terebintina
A planta libera um odor pungente, frequentemente comparado ao de terebintina ou solvente de tinta. O cheiro fica ainda mais intenso quando as folhas são tocadas, esmagadas ou removidas.
De acordo com a fonte, a intensidade pode ser suficiente para provocar dor de cabeça em algumas pessoas. O odor desagradável funciona como um sinal de identificação, mas não representa o único risco associado à espécie.
Quintais e rachaduras também viram abrigo
A erva-fedorenta consegue crescer em uma variedade ampla de ambientes. Além de áreas desérticas e ribeirinhas, aparece em terrenos perturbados, jardins residenciais, margens de estradas e pequenas rachaduras de calçadas urbanas.
Essa adaptação facilita sua aproximação de casas e bairros. Um foco aparentemente pequeno no quintal pode produzir sementes suficientes para ampliar a infestação, especialmente quando a planta completa o ciclo sem ser removida.
Crescimento ocorre durante os meses mais amenos
A espécie é uma planta anual que se desenvolve principalmente durante o inverno. Nesse período, aproveita temperatura e umidade favoráveis para ocupar espaços entre outras plantas.
Quando chega o verão, a vegetação seca permanece sobre o solo. Essa mudança transforma uma infestação verde e florida em uma massa combustível, capaz de contribuir para a propagação do fogo em regiões já vulneráveis a incêndios.
Espécie sufoca flores nativas do deserto
Quando cresce sem controle, a erva-fedorenta disputa luz, água, espaço e nutrientes com as plantas locais. Sua expansão densa pode cobrir áreas onde antes se desenvolviam diferentes flores silvestres.
As espécies nativas exercem funções importantes nos ecossistemas do Arizona. Ao dominar o terreno, a planta invasora reduz recursos disponíveis e dificulta a permanência da vegetação adaptada originalmente ao deserto.
Milhares de sementes ampliam o problema
Uma única planta pode liberar milhares de sementes ao completar seu desenvolvimento. Como são pequenas e numerosas, elas podem se espalhar pelo solo, aderir a objetos ou alcançar áreas próximas.
A retirada tardia não elimina necessariamente a infestação. As sementes podem permanecer viáveis no solo por até cinco anos, criando sucessivas gerações mesmo depois que as plantas adultas forem removidas.
Calçados e roupas podem transportar sementes
Depois de caminhar por uma área infestada, sementes e fragmentos vegetais podem permanecer presos em sapatos, roupas ou equipamentos. Sem limpeza adequada, esse material pode ser levado para outros quintais, trilhas ou terrenos.
A recomendação é limpar cuidadosamente os itens usados em locais com a espécie. Evitar o transporte involuntário é uma das formas mais simples de impedir que novos focos surjam longe da área original.
Animais de estimação devem evitar os focos
A fonte também recomenda não permitir que animais de estimação corram entre grandes concentrações da erva-fedorenta. O contato pode espalhar material vegetal pelo pelo e pelas patas.
Além do transporte de sementes, existe preocupação com possíveis reações ao contato. Manter cães e outros animais afastados reduz a chance de levar fragmentos da planta para dentro de casa ou para outras áreas.
Planta seca aumenta o risco de incêndios
Durante o período quente e seco, a vegetação morta torna-se altamente inflamável. Em áreas com infestações extensas, o material pode formar uma continuidade entre diferentes pontos do terreno.
Essa camada facilita o avanço das chamas. A planta invasora não precisa iniciar o incêndio para agravar o problema, pois sua biomassa seca pode funcionar como combustível quando o fogo já está presente.
Fumaça também pode afetar a respiração
O contato direto com a planta pode provocar irritações cutâneas, segundo as informações divulgadas. Pessoas que tentam removê-la sem proteção podem apresentar erupções ou desconforto na pele.
Quando a vegetação queima, a fumaça também pode provocar problemas respiratórios. O risco combina exposição física, partículas suspensas e gases produzidos pela combustão do material vegetal.
Remoção exige luvas e roupas compridas
Em quintais, a orientação é retirar cuidadosamente a planta pela raiz, evitando deixar partes capazes de continuar o desenvolvimento. A atividade deve ser feita com luvas, mangas compridas e outras roupas de proteção.
Todo o material retirado precisa ser recolhido e descartado de forma segura. Deixar as plantas arrancadas sobre o terreno pode permitir que sementes maduras continuem se espalhando, anulando parte do esforço de controle.
Retirada antecipada reduz a dispersão
O momento da remoção influencia o resultado. Plantas jovens, ainda sem sementes maduras, oferecem menor risco de espalhamento durante o manuseio.
Quando as flores já estão desenvolvidas, o cuidado precisa ser maior. Controlar o foco antes da produção de sementes reduz a quantidade que permanecerá escondida no solo durante os anos seguintes.
Herbicidas exigem aplicação responsável
A fonte informa que determinados herbicidas, incluindo produtos com glifosato e opções pré-emergentes, podem ser utilizados no controle da espécie. Entretanto, a aplicação depende das condições do local e do estágio de crescimento.
Qualquer produto químico deve ser empregado conforme as instruções do rótulo e com proteção adequada. O uso incorreto pode atingir plantas desejadas, expor moradores e não resolver o banco de sementes existente no terreno.
Fotografias ajudam a registrar novos focos
Moradores que identificarem uma possível infestação são orientados a fotografar a planta antes da retirada. O registro contribui para verificar a identificação e documentar a distribuição da espécie.
Os focos também podem ser comunicados na plataforma indicada pelas organizações responsáveis pelo acompanhamento. Os relatos ajudam a formar mapas e direcionar ações para regiões onde a erva-fedorenta ainda está se estabelecendo.
Origem no Arizona ainda não foi confirmada
Não está totalmente esclarecido quando nem como a espécie chegou ao Arizona. Uma das hipóteses é que tenha sido transportada em solo ou aderida a algum veículo vindo da Califórnia.
A planta foi registrada naquele estado em 1981 e pode ter permanecido pouco percebida durante parte de sua expansão. Espécies introduzidas frequentemente só chamam atenção quando já formaram populações numerosas e difíceis de eliminar.
Avanço ultrapassou fronteiras estaduais
Além dos condados de Maricopa, Pinal e Pima, a erva-fedorenta foi identificada em outras regiões. Há registros em Nevada, Califórnia, México e Austrália.
A distribuição mostra que o problema não está restrito a um único ambiente. A capacidade de crescer em solos perturbados ou preservados aumenta as oportunidades de colonização e dificulta o controle em grande escala.
Identificação rápida pode conter a expansão
A aparência de flor silvestre, o pequeno tamanho das sementes e a capacidade de permanecer no solo durante anos tornam o controle prolongado. Retirar apenas as plantas visíveis em uma temporada pode não ser suficiente.
Áreas afetadas precisam ser acompanhadas para detectar novas germinações. Reconhecer a planta invasora cedo, remover os exemplares com proteção e evitar a dispersão são medidas essenciais para impedir que pequenos focos dominem grandes terrenos.
Quintais podem se tornar a primeira linha de controle
A erva-fedorenta demonstra como uma espécie visualmente discreta pode alterar a vegetação, ampliar o risco de incêndios e afetar pessoas antes de ser reconhecida como ameaça. O controle depende tanto das autoridades quanto da atenção dos moradores.
A retirada protegida e a denúncia dos focos podem evitar que novas sementes permaneçam no solo por anos. Você saberia diferenciar essa planta invasora de uma flor silvestre comum em seu quintal? Deixe nos comentários como sua região controla espécies que se espalham rapidamente.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

