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PM do DF faz acordo após atropelar cabo que socorria cantor Israel

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PM do DF faz acordo após atropelar cabo que socorria cantor Israel

O policial militar do Distrito Federal Vinícius Carvalho Pedrosa firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público de Goiás (MPGO) para evitar o prosseguimento de uma ação penal após ser indiciado por atropelar um outro policial militar que prestava socorro ao cantor Israel (foto em destaque), da dupla com Rodolffo, na BR-153, em Goiânia. O soldado de 1ª classe respondia por lesão corporal culposa na direção de veículo e omissão de socorro.

Segundo o inquérito policial, o acidente ocorreu por volta das 5h28 de 25 de maio, no km 494,5 da BR-153. O cantor Israel dirigia um veículo quando atingiu um cavalo que atravessava a rodovia. Com o impacto, o automóvel ficou travado na pista após o acionamento dos airbags.

De acordo com a investigação, o cabo da Polícia Militar de Goiás Alessandro de Oliveira Lopes, que passava pelo local, estacionou no acostamento e atravessou a pista para prestar socorro ao artista, acreditando que havia vítimas presas no interior do veículo. Enquanto tentava abrir a porta do motorista, ele foi atingido pelo Ford Fiesta conduzido pelo soldado da PMDF. 

A Polícia Civil de Goiás apontou que Vinícius trafegava “em alta velocidade” e colidiu entre o carro acidentado e a mureta central da rodovia, atropelando o cabo, que foi arremessado ao solo.

Ainda segundo o inquérito, após o atropelamento, o soldado deixou o local sem prestar socorro e abandonou o veículo cerca de 100 metros adiante.

Para os investigadores, foi a condução do Ford Fiesta em velocidade incompatível e sem o devido domínio do veículo que deu causa direta às lesões sofridas pela vítima.

Acordo com MPGO

A proposta de ANPP foi apresentada pelo Ministério Público de Goiás e aceita pelo investigado. O acordo inclui o pagamento de R$ 3 mil ao Estado, dividido em dez parcelas de R$ 300, e R$ 20 mil à vítima.

Ao homologar o acordo, nessa terça-feira (7/7), a Justiça entendeu que estavam preenchidos os requisitos previstos no artigo 28-A do Código de Processo Penal, entre eles a confissão formal do investigado, a inexistência de crime cometido com violência ou grave ameaça e a pena mínima inferior a quatro anos.

A reportagem não localizou a defesa do soldado da PMDF para se manifestar sobre o acordo. O espaço segue aberto.


Relembre acidente 


“Não consegui nem frear”

À época do acidente, o cantor sertanejo publicou um vídeo explicando como foi a dinâmica do acidente que matou o cavalo.

“Tinha um carro na minha frente. Quando ele abriu, tinha um cavalo bem na minha frente. Não consegui nem frear, não deu tempo nem de frear”, explicou Israel.

 

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Divulgação/PRF-GO

Israel alegou que o local estaria mal iluminado.  “Cheguei era umas 5h da manhã e o lugar estava muito mal iluminado. Esse é um trecho ali do perímetro urbano de Goiânia que é muito mal iluminado. Um cavalo escuro, um lugar muito mal iluminado”, contou.

O impacto da batida teria sido tão forte que o cavalo teria voado para o outro lado da pista. “O cavalo foi parar do outro lado da pista e causaram outros acidentes. Os carros vinham na BR em alta velocidade e não conseguiram parar”, relatou.

 

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