Quatro policiais militares do Paraná (PR) são investigados por suspeita de forjar flagrantes, desviar parte das drogas apreendidas em operações e manter ligação com o tráfico de entorpecentes. Eles foram alvo da segunda fase da Operação Armeiro, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nessa quinta-feira (2/7).
Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), a investigação começou em março deste ano, após o Gaeco receber informações sobre a possível prática de crimes envolvendo militares, civis e pessoas jurídicas.
Com o avanço das apurações, foi deflagrada a primeira fase da Operação Armeiro, que resultou no oferecimento de denúncia criminal contra o primeiro grupo de investigados.
Durante a continuidade das investigações, o Gaeco constatou novas evidências que apontam o envolvimento de outros quatro policiais militares.
Eles são suspeitos de atuar em um esquema de flagrantes supostamente preparados, associação para o tráfico e tráfico de drogas.
As investigações também indicam que eles teriam desviado parte dos entorpecentes apreendidos durante as operações policiais.
A operação
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados judiciais expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. As ordens foram executadas em Maringá e Mandaguaçu, no Paraná, com apoio do 4º Batalhão da Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da PM.
Entre as medidas, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e quatro de afastamento das funções públicas. Os alvos são policiais militares lotados nos municípios de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi.
As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.

